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JOGOS SUJOS

Sexta-feira, Julho 03, 2009
O antigo internacional Fernando Mendes, jogador que iniciado no Sporting percorreu todos os clubes campeões do escalão principal do nosso futebol, estreou-se agora como “escritor” com o livro intitulado “Jogo Sujo”.

Sendo certo que a obra literária, redigida por um jornalista, se destina a um público futeboleiro sedento de casos insólitos (na linha da “escritora” Carolina Salgado), mesmo assim ele tem o mérito de confirmar o que toda a gente suspeita, que é a utilização de estupefacientes por parte dos atletas da alta competição.

Essa situação é reconhecida por todos e mesmo empiricamente (e a olho nu) é possível chegar a essa conclusão. Por exemplo, repare-se no modo como os jogadores de futebol defrontam os chamados grandes? Parecem leões à solta, mas na jornada seguinte, perante os da sua igualha, são meigos cordeiros. Por que será?

Mas a noção de “jogo sujo” não se verifica apenas nessa tenebrosa área, alargando-se a outros sectores, como ainda, recentemente, se verificou num jogo de Juniores entre Sporting e Benfica, jogo que foi interrompido por causa de uma “chuva” de pedradas.

O espectáculo tornou-se ainda mais degradante, pela actuação das forças de segurança que, angelicamente, brandiram bastões e passearam cães, de tal modo que ninguém considerou “desproporcionada” a sua actuação, tanto mais que ninguém foi detido. Mas para quê, se depois viria um douto magistrado a libertar o hipotético adepto violento (leia-se hooligan)?

É por estas e por outras que o Bastonário da Ordem dos Advogados não pode estar calado. De facto, há cada vez mais “jogo sujo” e cada vez menos mãos...limpas!
AV

Venceslau Fernandes e a Volta a Portugal de 1984

Sexta-feira, Junho 26, 2009
Estávamos no ano de 1984.

Um ano que se revelou funesto para o ciclismo português porquanto no dia 10 de Maio, falecia no Hospital da CUF em Lisboa o grande Joaquim Agostinho, na sequência do trágico acidente ocorrido dez dias antes em Loulé, no final de uma etapa da Volta ao Algarve.

Venceslau Fernandes, carinhosamente conhecido pelo Velho Lau, veterano do pelotão nacional com 39 anos de idade, inicia essa época de 1984, integrado numa equipa modesta, a Ajacto-Morphy Richards, constituída por ele, naturalmente, pelos primos Fernando e Joaquim Carvalho, pelo Manuel Vilar e pelo seu irmão José Fernandes.

Perante o domínio das duas equipas mais fortes do pelotão nacional, o Lousa-Trinaranjus e o Sporting-Raposeira, a modestíssima equipa de Venceslau Fernandes lá foi cumprindo a época com alguns resultados interessantes, conseguindo o desejado retorno para os seus patrocinadores.

Em Junho, no Porto-Lisboa, Venceslau Fernandes cai e fractura um dos pulsos, quase comprometendo o resto da época. Aguenta no entanto as dores e participa no Grande Prémio Jornal de Notícias, então, a segunda prova mais importante do calendário velocipédico. Ainda mal refeito, participa ainda em mais quatro provas antes da Volta a Portugal. Os ossos do pulso do Venceslau Fernandes solidificaram-se e ele já alinha na Volta a Portugal sem dores.

A Volta a Portugal de 1984 começou no Algarve, sobe pelo Alentejo até Lisboa e daí foi para a serra da Estrela, com Venceslau Fernandes a discutir as palmas dos adeptos com o Marco Chagas, assumidamente o melhor corredor dessa época. Em Gouveia, o Velho Lau veste a Camisola Amarela. Entretanto a equipa ficou sem o Joaquim Carvalho.

A serra das Meadas, a Senhora da Graça e a Senhora da Conceição, não tiraram a Camisola Amarela ao Velho Lau. E mesmo as últimas etapas, entre as quais a do contra-relógio final da Póvoa do Varzim a Matosinhos, com o Presidente Ramalho Eanes a assistir, não proporcionaram alteração na liderança da prova.

Finalmente, no dia 1 de Setembro de 1984, Venceslau Fernandes sagra-se vencedor da Volta a Portugal. O sonho de toda a sua vida tinha-se concretizado. Envergado o jersey amarelo de vencedor, o Velho Lau, comovidamente só conseguiu dizer:

… Deixem-me abraçar este momento ! …

JMC

Temos futuro !

Segunda-feira, Junho 22, 2009
Nós somos como os bichos nossos irmãos. Temos a necessidade de nos identificarmos com certa matilha, de cerrarmos fileiras por um objectivo comum, de nos revermos num símbolo ou num grito. Mesmo que assim não pareça, foi essa noção de grupo e de cooperação que nos fez sobreviver como espécie frágil , ante outras mais fortes, mais agressivas, mais velozes, mais aptas.
No sábado, dia 20 Junho, cumprimos esse ritual de estarmos uns com os outros, no Encontro de Gerações Ginasistas. Quisémos estar porque sim, porque temos memórias, arrepiamos-nos ao clamor do vai d'arrinca e nos confortamos por estar entre a nossa gente. E, digo eu, se mais não fosse, orgulho-me de ter um Presidente que se emociona e chora com afectos antigos, aspirações renovadas e glórias presentes. O Zé Tomé mostra, sem rodeios nem preconceitos, que somos um clube com alma!
Por isso, temos futuro!
PMB

Educação Física e acesso ao Ensino Superior

Quinta-feira, Junho 18, 2009
No final de cada ano lectivo coloca-se sempre a questão, para os alunos que concluem o 12º ano, da média final do ensino secundário para efeitos de acesso ao ensino superior.
No actual plano de estudos do ensino secundário a classificação obtida à disciplina de Educação Física é considerada para o cálculo da referida média, como qualquer outra disciplina.

Este facto foi consequência de uma luta dos professores de Educação Física, através das suas associações profissionais e da Sociedade Portuguesa de Educação Física, na defesa da importância e dignidade desta disciplina. Levou anos a convencer o poder político desta significativa alteração.

Acontece, porém, que alguns alunos com elevadas classificações a várias disciplinas não têm essa mesma alta classificação a Educação Física. Não será difícil perceber porquê. A disciplina de Educação Física solicita competências e aptidões diferentes das outras disciplinas. Entre as várias matérias nela abordadas, também surgem competências diferentes. Por exemplo os desportos colectivos colocam e solicitam competências diferentes dos desportos individuais. Mesmo entre os desportos colectivos verificam-se exigências comportamentais diferentes no basquetebol, no voleibol ou no futebol, por exemplo. O mesmo se passará entre os desportos individuais.
Surge então a pressão dos pais sobre as classificações atribuídas à disciplina de Educação Física. Escolas há que resolvem a questão inflacionando as classificações nesta disciplina.
Esta atitude colide com o argumento atrás referido na procura da dignificação da disciplina. Tem, pelo contrário, o efeito de descredibilização não só da disciplina mas também dos professores e da escola envolvida.

Mais vale então voltar ao passado, em que a disciplina valia por si só, cabendo ao aluno o brio da dedicação e empenho na disciplina na procura de uma boa nota. Ou o que é mais sério, repensar o modelo de acesso ao ensino superior.

Classificações administrativas ou falseadas é que não!

EP

NÓS, EUROPEUS ?...

Quarta-feira, Junho 17, 2009
O Remo de lazer é hoje uma modalidade em expansão em toda a Europa, com mais de um milhão de praticantes, uma grande oferta de circuitos náuticos em rios, lagos e barragens, uma previsão de crescimento de 8 a 10% ao ano, até 2015.

Em contraste absoluto com a importância, e espaço, que a Comunicação Social europeia atribui a este segmento do turismo náutico, a nossa Imprensa, por mais solicitada que seja para divulgar as iniciativas que já vão surgindo em Portugal, continua obsessivamente a centrar a sua quase exclusiva atenção em jogatanas de futebol, nem que sejam do Alguidares de Baixo contra o Alguidares de Cima.

Esta atitude, que na prática se estende à maioria das modalidades desportivas, reflecte afinal uma enorme diferença de nível cultural e consequentemente jornalístico.

Nós, europeus?...

JS

TUDO COMO DANTES, QUARTEL-GENERAL EM ABRANTES

Segunda-feira, Junho 08, 2009
Os “nossos vizinhos espanhóis”, como alguns gostam de chamar, iniciaram por volta dos finais anos 80 um “revolução” no seu futebol. O governo pressionado por uma influência politica transversal às diferentes famílias políticas limpou a zero as dívidas ao sector público dos clubes de futebol e a partir daí iniciou-se uma nova etapa de “credibilização” do negócio do futebol profissional. Houve alguns descarrilamentos com alcaides e ayuntamientos. Mas a coisa lá foi. O modelo fez as delícias de uma economia em crescimento e de um negócio em expansão muito ligado à indústria imobiliária, à especulação fundiária e aos centros de poder regional e autonómico. E iluminou outras paragens. Por cá tentou imitar-se. Elogiou-se a visão do governo espanhol e procurou-se uma solução próxima. O melhor que se conseguiu arranjar foi o chamado totonegócio. E umas bombas de gasolina, uns bingos, uns terrenos, capital público nas sad’s e outros expedientes que o tempo veio demonstrar a respectiva precariedade.
Passados uns anos tudo como dantes, quartel-general em Abrantes! A milagrosa solução espanhola afinal não foi nem solução, nem milagrosa. A situação é agora bem pior que a anterior.
De acordo com dados da Liga de Futebol Profissional os clubes espanhóis devem 2086 milhões de euros. A fazenda pública é a maior credora com cerca de 627 milhões. E estima-se que um valor semelhante ocorra com a dívida à Segurança Social cuja informação é de “carácter secreto”.Por economia de palavras: não se resolveu o que era suposto resolver; a situação agravou-se.
Por cá soube-se esta semana que o passivo acumulado pelas sad’s do Porto, Benfica e Sporting é de mais de 400 milhões, (um valor próximo das dívidas do Real Madrid em Espanha), e que qualquer daquelas sad’s teve exercícios negativos na época que agora termina. E mesmo clubes com reporte desportivo positivo apresentam resultados de exploração negativos. Invariavelmente é a venda de activos que procurará atenuar algum daquele desequilíbrio enquanto o mercado for permitindo valores de venda completamente desligados da economia real do futebol.Um verdadeiro exemplo da chamada "economia de casino".
Exemplos deste tipo poderiam multiplicar-se por esse mundo fora. E perante um quadro desta natureza centrar a discussão e as soluções em salários em atraso é tratar do sintoma sem atacar a doença. O problema já não é do domínio da gestão. É das próprias regras em que assenta o negócio.
O modelo do futebol profissional de há muito que deu sinais de completa falência. Assenta numa (i)lógica em que os custos de produção são superiores às receitas. A prazo é um modelo insustentável. Ou então é preciso inventar uma outra economia rever os manuais para as empresas e explicar como é possível (sobre)viver a gastar mais do que aquilo que recebem.
Numa conjuntura em crise essa insustentabilidade assume maiores riscos. Mas, em bom rigor, é-lhe anterior. E revela que a gestão do futebol não é um problema exclusivamente português. Como o não são as respectivas soluções.
É neste contexto de falência que as propostas apresentadas pelo presidente da UEFA devem merecer alguma atenção. É que não parece difícil de constatar que a economia do futebol precisa de olhar mais para a redução dos custos do que para um eventual aumento das receitas. E que na redução de custos está necessariamente a redução de salários e de custos de transferência de jogadores. Sem uma regulação sobre estes dois factores dificilmente se encontra um equilíbrio na gestão.
As reacções negativas a essa regulação não auguram nada de bom. E fazem prever que, cá como lá, o futebol teima em não querer enfrentar a realidade de um modelo de insustentabilidade em que teimosamente persiste.
Jose Manuel Constantino, em Colectividade Desportiva - Olhares sobre o Desporto

QUEM SÃO OS NOVOS DIRIGENTES E ONDE ESTÃO OS DIRIGENTES JOVENS?

Quinta-feira, Junho 04, 2009
De quatro em quatro anos, nos meses que se seguem aos Jogos Olímpicos de Verão, os comités olímpicos e as federações desportivas nacionais e internacionais, passam por processos que levam à eleição de dirigentes para o ciclo olímpico que se vai iniciar.

O nosso país não é excepção, o que quer dizer que o mesmo se passou entre nós. Não é relevante nesta análise, o caso particular do presidente do Comité Olímpico de Portugal que, no mandato precedente, foi dizendo que este seria o último, e durante e após os Jogos anunciou, alternadamente, o abandono e a recandidatura.

No meu ponto de vista, e no presente, é muito mais preocupante o envelhecimento da classe dirigente e a falta de líderes na sociedade portuguesa.

Quanto ao primeiro ponto do último parágrafo, recordo que num documento publicado no ano 2000 pelo Centro de Estudos e Formação Desportiva, dependente à época do Ministério da Juventude e do Desporto, e cujo conteúdo tratava da estratégia das federações desportivas no ciclo olímpico de 1993 a 1996, se refere que 94% dos dirigentes federativos eram do sexo masculino e tinham uma média de idades de 50 anos. No mesmo estudo, e no que toca aos anos de permanência na função de dirigente constatou-se que 22% deles se encontravam em funções há uma ano, 14% exerciam funções de 1 a 4 anos, 25% de 4 a 8 anos, e 39% há mais de 8 anos.

Antes de avançar, julgo que não é preciso ter mais informações estatísticas para se concluir que hoje há mais mulheres dirigentes e que alguns dos actuais presidentes federativos já o eram em 1996: Atletismo, Futebol, Ciclismo, Basquetebol para só citar alguns.

É evidente, que não é com legislação do Governo ou da Assembleia da República que se venha a publicar, limitando a idade dos dirigentes (65 anos?) ou o número de mandatos (2?), que se revitaliza a classe dirigente ou se dinamiza a sua acção.

É de todos conhecido que Portugal tem um elevado défice de líderes, não só a nível desportivo, mas também a nível político e empresarial, e penso que reside aqui uma dos motivos do nosso atraso estrutural.

Todos concordarão que os nossos responsáveis se caracterizam, de uma maneira geral, por fazerem promessas que antecipadamente já se sabe que jamais cumprirão, que evitam assumir responsabilidades, que arranjam para os problemas soluções conjunturais e, consequentemente, relativizam as soluções estruturais, afinal aquelas que garantem estratégias de desenvolvimento sustentadas.

Acredito que temos nas gerações mais jovens gente reconhecidamente líder, não pelas funções hierarquicamente superiores que exercem, mas porque são capazes de agrupar vontades e de motivar grupos.

Podem-me dizer agora que a época que vivemos é de crise, mas é nestas ocasiões que é possível fazer mudanças que seriam impensáveis numa época de estabilidade politica e social.

Cito, nesta oportunidade, David Sanger, jornalista do New York Times, quando há umas semanas atrás, escrevia que um dos conselheiros de Obama costuma dizer “ que não se deve desperdiçar uma boa crise”, pois “ as pessoas nesta altura aceitam mais facilmente mudanças”.

Termino com a esperança de ver dirigentes jovens com um papel mais interventivo na nossa vida colectiva.

Não duvidemos que os mais velhos terão sempre a tendência de olhar para o passado esperançados que a história se repita. Pelo contrário, só os mais jovens serão capazes de olhar para o presente e descobrir novos caminhos e novas possibilidades.

Acredito que é assim, desejo que seja assim!

FE

ACERCA DOS CLUBES (ditos) HISTÓRICOS!

Terça-feira, Junho 02, 2009
Uma vez terminados os campeonatos do futebol, o tema que hoje trato tem a ver com um dos clubes que descem de divisão, da 1ª à 2ª Liga e desta à 2ª Divisão, no caso o “simpático” Clube de Futebol “Os Belenenses”.

Digo clube “simpático” porque, como muito outra boa gente, nutro simpatia pelos Belenenses, embora não creia que no futebol, e no desporto de competição, haja clubes simpáticos, ou melhor, sê-lo-ão se puderem…

Foi o caso do Belenenses. Perdeu no campo do jogo e, por isso, desceu de divisão!

Acontece, porém, que os jornais da capital vêm comentando esta descida de divisão, fazendo eco de um lamento colectivo sobre a despromoção de um “histórico”…

A ver vamos se por aí não vem a segunda “subida administrativa” do histórico "Os Belenenses”.

Afinal o que é isto dos históricos?

Dizem-me que, no caso, se trata de um clube que ganhou um campeonato nacional de futebol (um, vá lá…), em 1945/46, e tem tido uma história de participações regulares na 1ª Liga.

Pois, mas eu vejo outros, tão ou mais “históricos”, já abaixo da 2ª Liga, o Boavista, o Salgueiros, o Farense…e jamais ouvi este coro de lamentações pela descida dos “históricos”…

Pois, mas todos nós sabemos que o “histórico” Belenenses, nos últimos cinco anos, desceu de divisão, no terreno de jogo, pela segunda vez, ainda que tenha sido repescado da primeira e eu, repetindo, espero que não haja, hoje, segunda recuperação administrativa do “histórico”.

Repito a pergunta: afinal o que é um “histórico”?

Sejamos claros na resposta: no futebol e, em geral, nos desportos de competição, o resultado de hoje que, hoje, fez a história, passa à história amanhã, superado pelo melhor resultado do outro…

O que quero acentuar é o carácter transitório da vitória de hoje superada pela vitória do outro, no dia seguinte…

Daí que “histórico” seja o clube que ganha hoje e, por isso, faz, hoje, a festa da vitória e não aquele que ganhou ontem, ou anteontem, ou há quarenta e oito anos, jamais há sessenta e quatro anos…

Talvez por isso o tal coro das lamentações por causa do “histórico”, me soe do Sul, parece-me que de Lisboa…

É natural, pois!
JG

"Cluster" desportivo

Segunda-feira, Maio 25, 2009
Está já em adiantada fase de lançamento, a criação no Instituto Politécnico de Leiria, de uma Unidade de Investigação em Motricidade Humana à qual está intimamente ligado o figueirense Professor Doutor Rui Matos que lecciona nesta instituição de ensino superior. Pretende-se com este projecto inovador aliar às infra-estruturas existentes na zona, a competência investigativa e a monitorização de treino científico na área do Atletismo criando, se possível, um "cluster" de avançado conhecimento desportivo. Sabendo-se da relevância socio-económica deste género de actividades e da competitividade regional que daí pode advir, seria descabido imaginar uma solução similar que, na Figueira, pudesse potenciar as condições naturais do Mondego para a prática de desportos aquáticos, conjugando-as com incorporação científica de ponta ?
Quem melhor do que eu saiba do tema, que se pronuncie.

PMB