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GALERIA DE CAMPEÕES (7)

Quinta-feira, Março 27, 2008


Voltamos ao convívio dos nossos leitores para vos apresentar mais uma mão cheia de Campeões Nacionais de Basquetebol e Remo.



Campeões Nacionais em Shell de 4 com Timoneiro, Juniores no ano de 1930, dando continuidade aos titulos de 1928 e 1929 com a conquista da "Taça Lisboa". Uma época de ouro para o remo ginasista.

J. Custódio, José Salvador, Victor Pais, João Rama e Severo Biscaia (Timoneiro).


Equipa que conquistou o Campeonato Nacional da II Divisão na época de 1968/69, aqui já com o norte-americano Kit Jones que integrou a equipa na época de 69/70 para se disputar o Nacional da I Divisão.

De pé: José Figueiredo, João Penicheiro, João Silva, Victor Costa, Kit-Jones (único na foto que não esteve na época 68/69), Victor Coelho, Zezé Menezes e Luciano Amaral.

Em baixo: João Fadigas, José Sotto Mayor, José Silva e Frederick Bronkema.

Até p'ra semana

JT

POLÍTICA E DESPORTO

Quarta-feira, Março 26, 2008
Durante os Campeonatos da Europa que tiveram lugar em Eindhoven, Holanda, o nadador sérvio Milorad Cavic, vencedor dos 50 metros mariposa com recorde da Europa com 23,11 segundos, viu suspensa a sua participação nas outras provas destes campeonatos. Razão invocada pela LEN (Federação Europeia de Natação): o nadador ao envergar uma t-shirt em que dizia na sua língua, “Kosovo é Servia”, infringiu a regra número 15 do regulamento de segurança das organizações da LEN. Esta regra proíbe manifestações políticas dentro e nas imediações das instalações onde têm lugar os eventos desportivos.
Recorde-se que o Kosovo declarou unilateralmente a independência. A posição política na união europeia e da ONU sobre este caso continua a ser um esclarecedor “nim”.

Outro exemplo vem da China, palco das próximas Olimpíadas. Observa-se uma escalada de violência, como há muito não se via, sobre o povo Tibetano que reclama a autonomia daquela região. A comunidade internacional vai apelando timidamente ao bom senso dos responsáveis chineses. Estes, face a uma tão titubeante posição da comunidade internacional vão fazendo ouvidos moucos dos vários protestos que vão surgindo um pouco por todo o mundo.

Alguns pretendem que os eventos desportivos sejam apenas isso, condenando todo o aproveitamento de manifestações políticas oportunistas.

Que diremos então do hastear da bandeira e da audição do hino da nacionalidade do vencedor?

Não será, também isso, uma manifestação política?

EP

PARA AS FEDERAÇÕES DESPORTIVAS, MARÇO É O MÊS DOS RELATÓRIOS E DA APRESENTAÇÃO DE CONTAS

Efectivamente, o mês de Março é aquele em que se realizam a maioria da assembleias-gerais das federações desportivas, para discutir e aprovar os relatórios de actividade e as contas.

Na apresentação deste documento, o relatório de actividades vem de certa forma capear aquilo a que se chamam as “contas” e as “demonstrações financeiras”, que incluem o balanço, a demonstração de resultados e o anexo ao balanço e às demonstrações de resultados, de acordo com o POC (Plano Oficial de Contabilidade) das federações.

Antes de evidenciar a importância destas informações financeiras e os cuidados a ter na sua análise, temos, então, as informações desportivas do relatório de actividade.

Este deve retratar os indicadores da atribuição do Estatuto de Utilidade Pública Desportiva, que nos permitem ver a implantação social e desportiva da modalidade, a saber: número de praticantes desportivos, número de associações de clubes e de associações de clubes, distribuição geográfica dos praticantes e dos clubes filiados, frequência e regularidade das competições desportivas organizadas bem como o seu nível quantitativo e qualitativo.

Vem depois, e isto é importante nos desportos olímpicos, especialmente no ano anterior aos Jogos, as medalhas, os lugares em finais e as classificações em campeonatos do mundo que permitam qualificar os praticantes para os próximas olimpíadas, e ainda as medalhas e as finais conquistadas nos eventos de outros escalões etários ou de outras categorias que não incluam o programa olímpico.

Finalmente, chegamos às contas e às demonstrações financeiras. Há que salientar aqui que foi feito, desde a década de 90, um enorme esforço de normalização contabilística. Esta permite que todas as federações utilizem as mesmas contas, os mesmos critérios de avaliação e os mesmos processos de cálculo de custos.

Ora os interessados na situação das finanças federativas são não só os clubes e as associações federadas, mas também os patrocinadores, as organizações que financeiramente se relacionam com elas (bancos, seguradores, fornecedores, prestadores de serviços, etc), as instituições concedentes de comparticipações financeiras, com especial destaque para a Administração Pública Desportiva, que acompanha as actividades desenvolvidas e obrigatoriamente analisa o cumprimento das metas acordadas nos contratos – programa.

Chegados a este ponto, é importante exigir que a informação financeira seja compreensível por todos os destinatários, isto é, relevante, permitindo-lhes avaliar o passado, o presente e o futuro de modo a corrigir as avaliações em tempo útil, fiável, no sentido de que a informação tem de estar liberta de erros materiais e juízos prévios, pois a substância e a realidade económica devem prevalecer sobre a sua forma legal e, para terminar, deve a informação ser comparável, isto é, registar de forma consistente e sistemática todos os acontecimentos, permitindo identificar tendências nas posições financeiras e nos resultados das operações.

Para se ter uma imagem verdadeira da situação financeira das federações é ainda indispensável que os proveitos e os custos, independentemente do seu recebimento ou pagamento, incluam as demonstrações financeiras do período a que respeitam, isto é, de 1 de Janeiro a 31 de Dezembro.
Por fim, é mesmo importante que a linguagem utilizada seja muito simples, pois muitos mapas, muitos números, muitos nomes de contas podem significar muitas palavras mas poucas informações para os menos familiarizados com a linguagem técnico – contabilística.

As decisões, de quem votar os relatórios e as contas, baseadas numa informação insuficiente ou pouco clara, podem implicar graves prejuízos para as federações e comprometer o seu futuro.
Simplicidade e clareza exigem – se!

F.E.

Jogos Olímpicos vs Tibete

Segunda-feira, Março 24, 2008
Nas últimas semanas têm chegado notícias de agitação social no Tibete, região submetida, contra a sua vontade, ao poder político e militar da República Popular da China. A eclosão deste movimento de contestação parece coincidir com o impacto da realização dos Jogos Olímpicos de Pequim, em Agosto próximo, o que tem gerado opiniões díspares sobre o caso:
Os puristas românticos do desporto que lamentam o aproveitamento político do evento olímpico pelos autonomistas tibetanos.
Os descrentes do desígnio inicial de Cubertin que garantem que os Jogos são, sobretudo, um negócio altamente rentável e, como tal, haverá legitimidade em usar esta janela mediática única.
É certo que pouco mais resta aos pobres tibetanos do que aproveitar a ocasião para agitar as bandeiras do seu problema, mesmo que a hipocrisia da política mundial feche os olhos à realidade chinesa ou que tape os ouvidos aos clamores de liberdade que chegam da pátria do Dalai Lama. É verdade que os Jogos Olímpicos são, hoje, para além da competição desportiva demasiado previsível e profissionalizada, um palco de interesses geoestratégicos políticos e económicos. Mas, qualquer que seja a opinião sobre a questão tibetana ela veio, de novo, pôr em causa este breve momento de concretização de um objectivo comum a nível mundial, um bem e um símbolo demasiado raros para serem desperdiçados.
Como em tudo na vida, não há só preto e branco mas, também, muitos tons de cinzento.

PMB

Cenas (pouco) desportivas ... (4) - O SENHOR DOUTOR

Se bem me lembro, foi no final da década de 60, estavam a terminar os “anos loucos” do futebol ginasista.

À frente da Secção, o saudoso Zé Martins era um improvisador nato e um repentista que raramente se atrapalhava, fosse qual fosse a situação, tantas vezes “encenada” por ele próprio.

Jogo do Campeonato Nacional de Juvenis em Tondela, acompanhava a equipa o Eng. Germano Alves, à época dirigente do clube.

Num expediente algumas vezes utilizado (não éramos só nós…) o Zé Martins levou um júnior (mais velho dois anos) para o pôr a jogar com o cartão de um dos titulares, e assim reforçar a equipa.

Os árbitros raramente conferem as caras dos jogadores, deixam os cartões na cabina, ia-nos dizendo para nos sossegar perante a fraude iminente.

E lá entraram em campo.

Vindo do balneário, surpresa … com os cartões na mão, o árbitro dirigiu-se para o centro do terreno e iniciou a conferência, felizmente pelos adversários.

De reflexos rápidos, o Zé entrou em campo, correu para o ilegal, e gritou-lhe: vem já embora, estás doente, não podes jogar!

O protesto do rapaz foi imediato: ó Senhor Martins, eu sinto-me muito bem, não tenho nada…

Já na presença do árbitro e do Germano, que entretanto se aproximara nas calmas, para ver o que aquilo dava, o Zé foi definitivo: já te disse, estás doente, estás cheio de febre… aqui o senhor doutor (apontando para o Germano) não te deixa jogar.

O que ele não esperava foi a resposta: mas qual senhor doutor? Esse é o senhor engenheiro, meu professor lá na Escola Industrial.

Mas o Zé nem assim se atrapalhou: não te disse? Até já estás a delirar!

E lá o trouxe por um braço, contrariado e resmungando, para então entrar em campo o verdadeiro titular de licença.

E o árbitro? Pois bem, muito diplomaticamente fez de conta que não tinha percebido nada, e foi o melhor que fez, dado que a fraude não se consumara.

JS

Afinal há vida para além da crise

Terça-feira, Março 18, 2008
Estamos a atingir o zénite da quadra pascal, a suprema festa da Igreja Católica, e com pontes e tolerâncias os portugueses aí estão preparadinhos para mais umas mini-férias. Aliás, nisso até não são únicos porque da vizinhança vêm ainda melhores exemplos.

Portanto, e como já vem sendo habitual, os grandes centros urbanos (com realce para Lisboa) vão ficar despovoados por força das saídas para as terras de origens por sentimentalismo, para o Algarve para fazer turismo, e para o estrangeiro, por diletantismo.

Deste modo, os sentidos vão estar atentos a outros centros de interesse, pelo que os avisos relativos à crise são para deitar para detrás das costas, mesmo os dos especialistas que dizem que o mundo, em termos económicos, está a passar os piores momentos desde a 2ª Grande Guerra Mundial.

Mas como tristezas não debelam a crise aí estão milhares de carros nas estradas, a obrigar as forças policiais a redobradas vigilâncias, e os aeroportos a abarrotar com os passageiros que vão superlotar os aviões obrigando as companhias de voos “charter” a reforçar as frotas, especialmente nas rotas do Brasil, Caraíbas e América do Norte, conforme referem os responsáveis por agências de viagens.

Dir-se-á que estes “passeantes” pertencem à classe dos endinheirados e, por isso, têm suporte financeiro para isso e para muito mais, até porque estes sinais exteriores de riqueza (nem estes nem outros) servem para se averiguar como, de um momento para o outro, tanta gente criou condições para ingressar no clube dos ricos ou até no dos riquitos.

Decerto que estes “turistas” pascais mandam que outros paguem a crise, não certamente como se dizia no tempos do PREC, pois agora quem tem de suportar esse ónus são outras classes menos poderosas. E até é compreensível pois, como escreveu um dia Miguel Sousa Tavares, devem ser os pobres a pagar as crises, porque, por um lado, são muitos e, por outro, já estão habituados.

AV

A MALDIÇÃO DO EURO 2004

Sábado, Março 15, 2008
Tenho para mim que foi lançada uma terrível maldição sobre os clubes do futebol nacional titulares dos novos estádios do Euro 2004.

Eu já tinha a convicção de que o Sr. Scolari era mais dado aos bruxedos que à tactica futebolística.

Agora creio que terrível macumba, bruxedos macabros, búzios lançados... eu sei lá! , se abatem sobre os clubes dos estádios do Euro 2004.

Note-se que na época de 2004 nenhuma das equipas dos novos estádios desceu de divisão - estranha coincidência!

Mas na época seguinte começou a terrível maldição com o Beira -Mar e o Vitória de Guimarães a descerem à 2ª Liga.

Este ano é o União de Leiria!

A Académica tem andado, ano após ano, com o credo na boca e a safar-se na última jornada!

O Boavista é o exposto - a falência!

O Estádio do Algarve foi o alvo de todas as maldições uma vez que continua sem qualquer préstimo!

E agora a maldição até já chegou ao ponto de atacar os inexpugnáveis de Lisboa, Benfica e Sporting, o primeiro é um verdadeiro cemitério de treinadores e o segundo já anda pelo quinto lugar...!

Terrível maldição!

Foi bruxedo, está visto!

JG

A questão tabágica

Quarta-feira, Março 12, 2008
Vimos dos tempos em que a “imagem cultural” do homem urbano era materializada num “cliché” mais ou menos imitativo dos que tinham a marca holiodesca, ou seja com um cigarro fumegante, entre os dedos da mão direita.

Este gesto, repetido em milhares de fotos de mancebos que aspiravam a um certo estatuto social, fizeram parte do estilo de uma juventude que tinha como seus ídolos ainda não os jogadores de futebol, mas sim as vedetas do cinema ou teatro. Sim, porque nessa época, qualquer casa de espectáculos, em Lisboa ou na chamada província, enchia-se com um público ávido de se deliciar com a “sétima arte” ou com os que ao vivo davam expressão à “arte de Talma”.

E se recorremos a estes eufemismos, não é por uma questão de mero estilo literário, mas sim para tentar dar uma ideia do modo como vivia a juventude de uma época em que reinava a “política dos apolíticos”.

Porém, alguns desses jovens também viveram depois as agitações trazidas pelo pensamento que dizia que é “proibido proibir” e agora, quando o ambiente outoniço da vida já se começa a fazer sentir, são confrontados com uns tantos “fundamentalismos”, nomeadamente na questão tabágica.

Glosando um reputado escritor também poderíamos dizer que “um ex-fumador confessa-se”, para salientar que ao fazer a opção de abandonar o tabaco não foi como consequência de qualquer imposição, mas sim como atitude ligada ao livre arbítrio que lhe está cometido.

Podem-se invocar uma tantas razões, a favor ou contra, mas como entendemos que não há fundamentalismos bons e maus, somos, visceralmente, contra a forma como se está a tentar restringir os direitos dos fumadores porque, passe a ironia, cada um tem direito a intoxicar-se como bem entender.

De qualquer modo, as restrições impostas está a criar outras “imagens culturais” numa demonstração de que a vida funciona por círculos. Um exemplo: começa a ser vulgar em determinados serviços ( públicos ou privados) ver os trabalhadores “tabaquear a questão” na rua, normalmente, junto à porta da entrada, mas em vez de um cigarro fumam dois ou mais, para compensar a abstinência interna.

Em resumo: noutros tempos, nos intervalos das tarefas profissionais fumava-se um cigarro, mas agora, o serviço vai sendo feito nos intervalos das saídas…para o cigarro.

A V

GALERIA DE CAMPEÕES (6)

Sexta-feira, Março 07, 2008

Como os nossos leitores já terão notado, temos apresentado os nossos Atletas que se tornaram Campeões Nacionais e Distritais desde a Fundação do Clube até finais dos anos 60.

Oportunamente entraremos nas décadas posteriores aos anos 70 onde o Ginásio conseguiu títulos de grande notoriedade com especial relevo nas modalidades de Basquetebol, Remo, Halterofilismo e Natação, a que se juntaram, mais recentemente, o Kickboxing, o Boxe, o Triatlo e a Orientação.

Para esta semana, voltamos ao Ténis de Mesa, ao Remo e ao Halterofilismo com uma excelente Galeria de Campeões Distritais e Nacionais.

O atleta Adalberto Carvalho, Campeão Nacional na categoria de “leves” nos anos de 1967 e 1969.

Campeões Distritais em 1958 na categoria de Seniores no Salão da Sede da Rua dos Combatentes – Nicolau Oliveira, Jorge Ramos, José Maia de Almeida e Manuel Ratinho.



Campeões Distritais em 1958 na categoria de Juniores, também em pose, no Salão da Rua dos Combatentes – Fernando Monteiro, Arménio Reis e Jorge Nelas.

Campeões Nacionais em shell de 4 com timoneiro junto da plataforma de desembarque depois da conquista da “Taça Lisboa” nos Nacionais de 1928 disputados na Figueira da Foz – Ernesto Rama, Dr. Ernesto Tomé, Severo Biscaia (Tim.), Arménio Salvador e António Paiva.

JT

Em 6 horas suspendemos a Federação e a totalidade do futebol espanhol !

Segunda-feira, Março 03, 2008
A afirmação categórica é de Sepp Blatter, Presidente da FIFA que assim deixou o aviso ao Governo espanhol que persiste em pressionar a Real Federação Espanhola de Futebol para que esta antecipe eleições.

E acrescentou:
“Não é nada de novo. Já aconteceu em Portugal e com uma carta resolvemos o problema. Na Grécia suspendemos a federação e em 48 horas estava tudo sanado”.

Pois foi!

Agora é o Governo espanhol que por determinação ministerial quer obrigar à realização de eleições antecipadas em todas as federações não olímpicas e as que não conseguiram apuramento para Pequim 2008.

Mas agora é de novo em Portugal, parece-me, com o novo Regime Jurídico das Federações, pretendendo o Governo, entre outros aspectos polémicos, fixar a participação da Assembleia Geral da F.P.F. por via administrativa.

Julgo que nos dois casos estamos perante perigosa tentação de governos maioritários de intromissão na área do privado, na área do associativismo cuja regra é a da auto regulação, da auto conformação.

É meu entendimento que o Governo, os governos não se devem imiscuir na vida interna das associações de direito privado, deixando, pois, para o privado o que é do privado e chamando a si, ao público, o que é do domínio público – como o Senhor Primeiro Ministro tanto gosta de referir!

Ou seja, para o Estado devemos ter o controlo rigoroso do cumprimento dos contratos programa que celebra com as associações e federações, às quais por essa via concede subsídios públicos.

E para o Estado temos ainda a regulamentação e disciplina jurídica do doping, da violência, da segurança, da corrupção e … e pouco mais!

Jamais a disciplina da vida interna das associações de direito privado!

E o aviso aí está; em 6 horas acaba-se o futebol!

JG