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GALERIA DE CAMPEÕES (5)

Quarta-feira, Fevereiro 27, 2008
Caros leitores,
Por motivos profissionais fomos obrigados a interromper a apresentação da nossa Galeria, pelo que em jeito de compensação e de modo a alimentar a curiosidade dos nossos leitores, prosseguimos esta semana com quatro modalidades. Natação, Saltos de trampolim e alto voo, Tiro e Basquetebol, dando a conhecer os respectivos campeões Nacionais e Regionais.



Os Campeões Nacionais Carlos Otão e Isabel Barrué, nadadores do Ginásio que estiveram presentes nos jogos luso-brasileiros em representação da Selecção de Portugal a 6 de Agosto de 1960, na Piscina Praia.
António José Teixeira Duarte, Campeão Nacional do Ginásio, nos anos de 1954 e 58, em saltos de trampolim de 3 metros nas categorias de principiantes e juniores.


Os Campeões Eduardo Mesquita (Campeão Nacional em 1926) e o Tenente José Raposo Abegão (internacional em San Sebastian) – os dois à direita da foto acompanhados pelo Capitão Henrique Ferreira e Dr. Alberto Bastos da Costa e Silva, também atiradores do Ginásio.

Campeões Regionais (equipa campeã da Figueira da Foz) na categoria de Juniores, na época de 1944/45, em Coimbra, no Campo dos Olivais Em cima, Martins Pereira (Pêra d’ Aço), José A. Tomé (meu Pai), Américo Oliveira e José Costa. Em baixo, José Moniz, Manuel Ratinho e José Pais.
Estamos sempre a aprender…não sabia que o meu Pai também tinha jogado basquetebol.
Até para a semana.

JT

Cenas (pouco) desportivas…(3) – ALEGRIA E DESPORTO NA PRAIA DE MIRA

Terça-feira, Fevereiro 26, 2008
“Alegria e Desporto na Praia de Mira”, assim rezava o programa do festival náutico na Barrinha daquela praia, no dia 25 de Agosto de 1957.

Natação, remo (Ginásio e Galitos) e a finalizar um simulacro de salvamento pela equipa do Ginásio que à época prestava serviço no posto do Instituto de Socorros a Náufragos na praia da Figueira da Foz.

Perante uma assistência de milhares de pessoas, sem qualquer exagero, a nossa base de actuação era a margem da lagoa do lado da povoação, onde estava também instalada a cabina de som, com Galamba Marques ao microfone, para explicar o que ia acontecendo.

O simulacro constava essencialmente do seguinte:

O náufrago (Reinaldo de Oliveira) afastava-se da margem numa canoa, a certa altura virava-se e pedia socorro.

Um banhista abnegado (António de Almeida) atirava-se de imediato à água mas, não conhecendo as técnicas de salvamento, deixava-se agarrar pelo náufrago.

Entrávamos então em cena eu e o Alberto Collet-Meygret, os nadadores salvadores, procedendo à separação e rebocando-os para terra, onde a demonstração finalizava com a aplicação de respiração artificial.

Tudo perfeito, todos os pormenores previstos!

Do que ninguém se lembrou foi que o som não chegava à margem fronteira da lagoa…e quando o Reinaldo pediu socorro (da forma convincente como sempre desempenhava esse papel) um grupo que ali se encontrava a bordo de uma bateira, assistindo ao festival enquanto fazia honras a umas sardinhas assadas e respectivo tinto, remou a toda a pressa para o local do naufrágio e vai de agarrar o Reinaldo…mesmo contra os protestos deste!

Quando o Almeida lá chegou, e depois eu e o Collet, quem é que conseguia convencer os improvisados salvadores, ainda por cima já bem regados…de que era tudo a brincar?!

Seguravam-no com toda a força, meio deitado sobre o bordo da bateira, e gritavam-nos, enquanto o puxávamos pelos pés: larguem o homem! larguem o homem!

As nossas risadas ainda mais os irritaram, e passaram a ameaçar-nos com os remos…

Então achámos mais prudente dar o fora, e assistirmos de longe, nós, os salvadores, ao salvamento à força do Reinaldo!

JS

(Nota: Adaptado do relato publicado no Boletim Vai d’Arrinca!... de Agosto de 1967)

E o burro sou eu?

Quinta-feira, Fevereiro 21, 2008
No passado dia 12 de Fevereiro de 2008 fez cinco anos que Luís Filipe Scolari se estreou como seleccionador nacional de futebol, sendo que a máquina da propaganda que o acompanha e promove, registou e efeméride com inúmeras entrevistas, programas televisivos e artigos jornalísticos vários.

Por entre os textos laudatórios da presença do Sr. Scolari à frente da selecção nacional de futebol registei os números relativos ao seu desempenho: num total de 68 jogos, temos 39 vitórias, 18 empates e 11 derrotas, isto é, um média de êxito de 57,35%!

Os números, frios e objectivos, falam por si e põem a nu a modéstia dos resultados, o limitado sucesso do propagandeado Filipe Scolari.

Os números, frios e objectivos, deixam-no a enorme distância de Manuel da Cruz Afonso (1966) e de Humberto Coelho e a alguma distância do crucificado António Oliveira (também ele com dois apuramentos para fases finais de Europeu e Mundial).

É curioso como a máquina da publicidade e da propaganda, mas também o jornalismo desportivo que temos, derreteu António Oliveira e endeusa Filipe Scolari!

É curioso como a máquina da publicidade e da propaganda, mas também o jornalismo desportivo que temos, promoveu a desculpabilização de Filipe Scolari pela agressão a jogador sérvio, sob a invocação de resultados desportivo, afinal, apenas suficientes!

É curioso como a máquina da publicidade e da propaganda, mas também o jornalismo desportivo que temos, esconde o salário principal do Scolari (mais de 750 mil contos por ano!) que não tem, afinal, correspondência nos resultados do seu desempenho!

Para cúmulo ouvi o Sr. Seleccionador Nacional no Fórum do Futebol do passado dia 8 de Fevereiro, em Santarém, dizer que a selecção tem bons jogadores mas não uma equipa!

Espantoso!

Como se não fosse ele o seleccionador e treinador, como se não tivesse a incumbência de pôr os jogadores a jogar como uma equipa, como se não fosse principescamente pago para isso mesmo, para funcionarem como uma equipa!

Mas como a máquina da propaganda, instalada em vários sectores da sociedade portuguesa, limpa tudo, ainda houve quem lhe batesse palmas por mais este dislate…!

É! O burro afinal sou eu!

JG

Fotos com história (19)

Segunda-feira, Fevereiro 18, 2008
A curiosidade desta reprodução do original do cartão de sócio da União Velocipédica Espanhola, pertencente a José Bento Pessoa, em 1897 (Colecção de D. Ricardo Carreño Pérez) é que a identificação foi substituida pela de Alves Barbosa, assim recentemente homenageado por um dos seus muitos admiradores no país vizinho.

HOMENAGEM A NUNO LAURENTINO


No decorrer da segunda jornada do XIII Meeting Internacional do Estoril, decidiu a Associação de Natação de Lisboa, organizadora deste evento, homenagear o ex-nadador olímpico Nuno Laurentino.
Recorde-se que recentemente foi convidado para assessor do Secretário de Estado do Desporto para o apoio à alta competição.

Nas palavras de agradecimento, Nuno Laurentino fez questão de dirigir duas palavras aos pais.

A primeira é que aproveitando as funções que agora exerce junto do Secretário de Estado irá fazer tudo o que estiver ao seu alcance para criar as condições que permitam uma melhor conciliação entre as necessidades do treino e as exigências dos estudos.

A segunda foi um apelo ao apoio incondicional que os pais devem dar aos filhos, nos bons e nos maus momentos. Nuno Laurentino deu o seu exemplo pessoal, dizendo que os seus pais não sabiam os seus tempos, mesmo aqueles que eram recordes nacionais. Isso não era o mais importante. Realmente importante era a palavra e o incentivo permanente, independentemente dos resultados. Não havia pressão. Era um apoio discreto mas presente. Um apoio não demasiado perto mas atento. Um apoio sem condições prévias.

Resultado: 25 anos dedicados à modalidade, sem fretes nem desânimo.
Uma lição.

EP

VAMOS BRINCAR AOS CARNAVAIS?

Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Mais uma vez o Carnaval de Buarcos foi notícia, não porque apresentasse qualquer inovação (formal ou substancial), mas sim porque persiste em continuar na estagnação, o que parece ser uma sina (má) da Figueira da Foz.

Efectivamente, e fazendo um breve relance, parece que está “escrito nas estrelas”, como diria um agora ressuscitado político, que todas as iniciativas nascidas na Figueira da Foz, não obstantes as suas potencialidades, estejam condenadas a uma morte dolorosamente lenta. Quem não se recorda dos Festivais da Canção, do Festival de Cinema, da Gala dos Pequenos Cantores ou até do Circulo de Gastronomia e Cultura?

Mas perguntar-se-á: o que é que isso tem a ver com o Carnaval de Buarcos? Em breve resposta diremos que todas elas se esqueceram (ou não quiseram ver) que na vida tudo o que não consegue a devida sustentação, morre por inanição.

Ou seja: o Carnaval de Buarcos, que começou com a recriação das antigas “cegadas”, aproveitou-se das condições da Avenida do Brasil para imitar o que se passava no país-irmão, esquecendo-se que a Figueira da Foz é na Europa. Mas já agora, e dentro do campo da macaqueação, por que não se intentou adaptar os festejos carnavalescos de Ciudad Rodrigo, por sinal um “pueblo” raiano com quem a Figueira da Foz até tem grandes e especiais afinidades? Será por falta de estofo, para organizar tais festas? Nesse caso, deveriam as entidades figueirenses publicitar um anúncio que poderia ser nestes termos: “Imaginação Precisa-se”.

Bom, mas voltando ao Carnaval de Buarcos, este ano uma vez mais, devido à instabilidade do estado do tempo, o desfile de Domingo Gordo, não se realizou tendo até sido aventada, inicialmente, a hipótese da sua repetição no domingo seguinte. Essa ideia, pelos vistos não teve o devido apoio, pelo que não passou disso mesmo.

E, tanto quanto se sabe, essa não concretização até nem se terá ficado a dever apenas ao facto da repetição cair já no tempo da Quaresma. Não, não foi por isso que se goraram os intentos, mas sim porque alguém, bem avisado, terá lembrado que para a Figueira da Foz já estavam marcadas outras repetições de outros Carnavais.

Deste modo, não havia hipóteses de se conseguirem máscaras para tanta gente.


AV

Um desporto puro

Terça-feira, Fevereiro 12, 2008
No passado dia 8 de Fevereiro, as notícias desportivas da edição electrónica do jornal O Público versavam exclusivamente sobre doping: quem tinha apanhado quem, quem se tinha deixado apanhar, quem fora castigado e quem prometia tolerância zero. À medida que se aproximam os Jogos Olímpicos de Pequim, a fúria purificadora apossou-se dos dirigentes. Alguém distraído perguntará: que actividade é esta em que para a praticar é preciso usar drogas?
Alguém mais atento esperará que atletas profissionais atinjam o rendimento máximo, com entrega total, alguma agressividade, um pouco de violência, muito drama e espectáculo. E que ganhem os nossos!
Esta bizarra contradição entre uma pretensa "justiça desportiva", baseada na igualdade de oportunidades e a realidade do entretenimento desportivo pago transformou-se em novela de "polícias e ladrões" que finge moralizar o ambiente e sossega o público, pois só os bons serão recompensados.
E os bons competirão em Pequim, sem ver o Sol, oculto por nuvens de poluição.
Entretanto, muito lentamente e após um longo período de euforia, a juventude dos países desenvolvidos começa a desinteressar-se do desporto.
Carlos Conçalves

Cenas (pouco) desportivas...(2) - TIRO E QUEDA

Sexta-feira, Fevereiro 08, 2008
Se bem me lembro, aconteceu no dia 10 de Junho de 1962, nas regatas do Dia de Portugal realizadas no Mondego.

Era juiz de chegada o Senhor Manuel Artur, conhecido comerciante de ferragens na Rua da República, dedicado e ferrenho navalista.

Inclinado sobre o mirómetro e munido da habitual caçadeira para o tiro de pólvora seca destinado a marcar a chegada da tripulação vencedora - estava-se ainda longe da época da foto finish e da buzina - lá disparou quando o Ginásio cortou a meta e ... foi em frente, caiu ao rio!

Autênticamente tiro e queda, ou melhor ... mergulho.

Valeu o salva-vidas do patrão Moisés Macatrão, por perto como sempre em dia de regatas, que prontamente recolheu o estranho náufrago.

Logo constou que o inesperado mergulho tivera afinal uma ajuda do Manuel Correia, o famoso Manuel do Porto, à época jovem remador do Ginásio, que por ali deambulava recém desembarcado de uma regata anterior.

E dizia-se à boca cheia tratar-se da terrível vingança pelos recentes três dias de "choça" que tinha gramado, após uma trapalhada qualquer em noite de basquetebol no salão da Naval,tendo a PSP sido chamada exactamente pelo Manuel Artur.

Mas desta vez nada se passou, tudo ficou desportivamente assim, vá-se lá adivinhar porquê ...

JS

Mais do mesmo

Segunda-feira, Fevereiro 04, 2008
Um destes dias dei-me ao trabalho de dar uma vista de olhos pelos títulos dos jornais nacionais ditos "desportivos", ou melhor, para a verdade ser completa, dei-me ao trabalho (menor, convenhamos…) de verificar na área de desporto do Google Notícias quais os títulos "gordos" das últimas 24 horas.

Surpresa!!… Eis os 18 títulos de desporto que encontrei:

Makukula deve ser apresentado esta quarta-feira pelo Benfica
Motivados para atingir a final da Taça da Liga
Rabiola: "A derrota com o Sporting não nos abalou"
Jankauskas em Lisboa para reforçar Belenenses"
Todos no relvado
Scolari chama Rui Patrício
"Quero mostrar que posso jogar na Europa"
Gyano fora dos eleitos para a final do Bonfim
Zidane disponível para voltar ao Real
Trapattoni: «A minha prioridade é defender o título do Salzburgo»
Avalos vai para o Duisburgo
Fiorentina oficializa Manuel da Costa
Bulgária na abertura da Taça Federação
Rui Caçador (Sub-21): «Esta equipa é um porto de abrigo»
Deco apanhado a conduzir alcoolizado
William reforça Paços de Ferreira

Ah, só contaram 16?!!! Pois é.

É que os outros dois títulos eram estranhíssimos. Eu digo porquê.

Um deles – "Azambuja: Captura de tigres terminou cinco horas depois". Ora aqui está uma notícia completamente descabida no sector do desporto, pensei! Mas como estes senhores dos jornais nunca se enganam, li e reli antes de fazer maus juízos ou tirar conclusões precipitadas. E encontrei a razão: trata-se de uma notícia nitidamente pluridisciplinar em termos desportivos. Senão vejamos algumas das plavras-chave: "fuga" (ciclismo, com certeza), "disparos" (tiro, obviamente), "equipa" (do Instituto de Conservação da Natureza, à falta de melhor) e "obrigatoriedade da existência de tranquilizantes" (imagino que para aplicar em claques mais agitadas. Este título estava portanto esclarecido.

O outro, não menos estranho para jornais desportivos nacionais, era relativo a um resultado de somenos importância: Álvaro Marinho/ Miguel Nunes vice-campeões do Mundo! – Uma notícia da Vela, imaginem!!

Vice-campeões do Mundo! - Oh, o que é isso?

Por acaso até são os actuais campeões europeus! - Ora…

E estão apurados para os Jogos Olímpicos de Pequim! - E então? Uma notícia em 18 não chega?

Venha de lá mais do mesmo.

AMC