A ÉPOCA HORRIBILIS DOS DIRECTORES DESPORTIVOS
Quinta-feira, Janeiro 31, 2008
Agora que a proposta governamental do Regime Jurídico das Federações parece querer subordinar o associativismo ao futebol profissional, com promessa de voltar ao tema tratando do fundo da questão proponho-me comentar o ano horribilis dos directores desportivos.
Se o emergir dos chamados de directores desportivos no futebol foi apresentado como consagração do profissionalismo na estrutura dos clubes, por oposição ao amadorismo da maioria dos dirigentes, a verdade é que os casos que abaixo refiro parecem desmentir essa anunciada como irreversível caminhada para o rigor profissional no futebol.
Na presente temporada desportiva foram notícia, nem sempre pelas melhores razões, José Veiga, ex-director desportivo do Benfica, Carlos Freitas, ex-director de activos do Sporting e Carlos Janela, ex-director desportivo do Belenenses.
Ora o primeiro, José Veiga, foi definitivamente afastado por associação aos maus resultados desportivos do Benfica e por associação também ao ex-treinador Fernando Santos e a contratações não conseguidas, sendo que desde a sua saída Veiga vem publicamente denunciando a evidência de amadorismo nas escolhas do presidente Vieira.
E neste particular foi já promovido a “escritor” com livro publicado – devo dizer que a capital é terreno fútil para a produção literária, até de insuspeita madame, curiosamente sempre associada ao presidente Vieira, qual mecenas de “literatura da melhor”!
O amadorismo, no caso, a sobrelevar ao profissionalismo.
Já quanto a Carlos Freitas importa dizer que foi empurrado para a demissão por força também dos resultados desportivos da equipa de futebol do Sporting, aos quais foi injustamente associado como se fora o único ou o principal responsável.
Ele que como director de activos jamais viu o seu profissionalismo posto em causa e que no balanço das compras e vendas de activos deu milhões a ganhar ao clube que o atirou pela borda fora!
O amadorismo dos dirigentes sobrelevou ao profissionalismo do director, neste caso!
Por último no que se refere a Carlos Janela e ao Belenenses, “o caso Meyong” evidencia o amadorismo de director desportivo, presidente e direcção do clube!
Eis pois o amadorismo em todo o seu esplendor!
Esta é pois, época horribilis para os directores desportivos e a prova de que o profissionalismo se não institui por decreto-lei!
JG
Se o emergir dos chamados de directores desportivos no futebol foi apresentado como consagração do profissionalismo na estrutura dos clubes, por oposição ao amadorismo da maioria dos dirigentes, a verdade é que os casos que abaixo refiro parecem desmentir essa anunciada como irreversível caminhada para o rigor profissional no futebol.
Na presente temporada desportiva foram notícia, nem sempre pelas melhores razões, José Veiga, ex-director desportivo do Benfica, Carlos Freitas, ex-director de activos do Sporting e Carlos Janela, ex-director desportivo do Belenenses.
Ora o primeiro, José Veiga, foi definitivamente afastado por associação aos maus resultados desportivos do Benfica e por associação também ao ex-treinador Fernando Santos e a contratações não conseguidas, sendo que desde a sua saída Veiga vem publicamente denunciando a evidência de amadorismo nas escolhas do presidente Vieira.
E neste particular foi já promovido a “escritor” com livro publicado – devo dizer que a capital é terreno fútil para a produção literária, até de insuspeita madame, curiosamente sempre associada ao presidente Vieira, qual mecenas de “literatura da melhor”!
O amadorismo, no caso, a sobrelevar ao profissionalismo.
Já quanto a Carlos Freitas importa dizer que foi empurrado para a demissão por força também dos resultados desportivos da equipa de futebol do Sporting, aos quais foi injustamente associado como se fora o único ou o principal responsável.
Ele que como director de activos jamais viu o seu profissionalismo posto em causa e que no balanço das compras e vendas de activos deu milhões a ganhar ao clube que o atirou pela borda fora!
O amadorismo dos dirigentes sobrelevou ao profissionalismo do director, neste caso!
Por último no que se refere a Carlos Janela e ao Belenenses, “o caso Meyong” evidencia o amadorismo de director desportivo, presidente e direcção do clube!
Eis pois o amadorismo em todo o seu esplendor!
Esta é pois, época horribilis para os directores desportivos e a prova de que o profissionalismo se não institui por decreto-lei!
JG





