POLÍTICA E DESPORTO
Durante os Campeonatos da Europa que tiveram lugar em Eindhoven, Holanda, o nadador sérvio Milorad Cavic, vencedor dos 50 metros mariposa com recorde da Europa com 23,11 segundos, viu suspensa a sua participação nas outras provas destes campeonatos. Razão invocada pela LEN (Federação Europeia de Natação): o nadador ao envergar uma t-shirt em que dizia na sua língua, “Kosovo é Servia”, infringiu a regra número 15 do regulamento de segurança das organizações da LEN. Esta regra proíbe manifestações políticas dentro e nas imediações das instalações onde têm lugar os eventos desportivos.
Recorde-se que o Kosovo declarou unilateralmente a independência. A posição política na união europeia e da ONU sobre este caso continua a ser um esclarecedor “nim”.
Outro exemplo vem da China, palco das próximas Olimpíadas. Observa-se uma escalada de violência, como há muito não se via, sobre o povo Tibetano que reclama a autonomia daquela região. A comunidade internacional vai apelando timidamente ao bom senso dos responsáveis chineses. Estes, face a uma tão titubeante posição da comunidade internacional vão fazendo ouvidos moucos dos vários protestos que vão surgindo um pouco por todo o mundo.
Alguns pretendem que os eventos desportivos sejam apenas isso, condenando todo o aproveitamento de manifestações políticas oportunistas.
Que diremos então do hastear da bandeira e da audição do hino da nacionalidade do vencedor?
Não será, também isso, uma manifestação política?
EP
Recorde-se que o Kosovo declarou unilateralmente a independência. A posição política na união europeia e da ONU sobre este caso continua a ser um esclarecedor “nim”.
Outro exemplo vem da China, palco das próximas Olimpíadas. Observa-se uma escalada de violência, como há muito não se via, sobre o povo Tibetano que reclama a autonomia daquela região. A comunidade internacional vai apelando timidamente ao bom senso dos responsáveis chineses. Estes, face a uma tão titubeante posição da comunidade internacional vão fazendo ouvidos moucos dos vários protestos que vão surgindo um pouco por todo o mundo.
Alguns pretendem que os eventos desportivos sejam apenas isso, condenando todo o aproveitamento de manifestações políticas oportunistas.
Que diremos então do hastear da bandeira e da audição do hino da nacionalidade do vencedor?
Não será, também isso, uma manifestação política?
EP