Em 6 horas suspendemos a Federação e a totalidade do futebol espanhol !
A afirmação categórica é de Sepp Blatter, Presidente da FIFA que assim deixou o aviso ao Governo espanhol que persiste em pressionar a Real Federação Espanhola de Futebol para que esta antecipe eleições.
E acrescentou:
“Não é nada de novo. Já aconteceu em Portugal e com uma carta resolvemos o problema. Na Grécia suspendemos a federação e em 48 horas estava tudo sanado”.
Pois foi!
Agora é o Governo espanhol que por determinação ministerial quer obrigar à realização de eleições antecipadas em todas as federações não olímpicas e as que não conseguiram apuramento para Pequim 2008.
Mas agora é de novo em Portugal, parece-me, com o novo Regime Jurídico das Federações, pretendendo o Governo, entre outros aspectos polémicos, fixar a participação da Assembleia Geral da F.P.F. por via administrativa.
Julgo que nos dois casos estamos perante perigosa tentação de governos maioritários de intromissão na área do privado, na área do associativismo cuja regra é a da auto regulação, da auto conformação.
É meu entendimento que o Governo, os governos não se devem imiscuir na vida interna das associações de direito privado, deixando, pois, para o privado o que é do privado e chamando a si, ao público, o que é do domínio público – como o Senhor Primeiro Ministro tanto gosta de referir!
Ou seja, para o Estado devemos ter o controlo rigoroso do cumprimento dos contratos programa que celebra com as associações e federações, às quais por essa via concede subsídios públicos.
E para o Estado temos ainda a regulamentação e disciplina jurídica do doping, da violência, da segurança, da corrupção e … e pouco mais!
Jamais a disciplina da vida interna das associações de direito privado!
E o aviso aí está; em 6 horas acaba-se o futebol!
JG
E acrescentou:
“Não é nada de novo. Já aconteceu em Portugal e com uma carta resolvemos o problema. Na Grécia suspendemos a federação e em 48 horas estava tudo sanado”.
Pois foi!
Agora é o Governo espanhol que por determinação ministerial quer obrigar à realização de eleições antecipadas em todas as federações não olímpicas e as que não conseguiram apuramento para Pequim 2008.
Mas agora é de novo em Portugal, parece-me, com o novo Regime Jurídico das Federações, pretendendo o Governo, entre outros aspectos polémicos, fixar a participação da Assembleia Geral da F.P.F. por via administrativa.
Julgo que nos dois casos estamos perante perigosa tentação de governos maioritários de intromissão na área do privado, na área do associativismo cuja regra é a da auto regulação, da auto conformação.
É meu entendimento que o Governo, os governos não se devem imiscuir na vida interna das associações de direito privado, deixando, pois, para o privado o que é do privado e chamando a si, ao público, o que é do domínio público – como o Senhor Primeiro Ministro tanto gosta de referir!
Ou seja, para o Estado devemos ter o controlo rigoroso do cumprimento dos contratos programa que celebra com as associações e federações, às quais por essa via concede subsídios públicos.
E para o Estado temos ainda a regulamentação e disciplina jurídica do doping, da violência, da segurança, da corrupção e … e pouco mais!
Jamais a disciplina da vida interna das associações de direito privado!
E o aviso aí está; em 6 horas acaba-se o futebol!
JG