Afinal há vida para além da crise
Estamos a atingir o zénite da quadra pascal, a suprema festa da Igreja Católica, e com pontes e tolerâncias os portugueses aí estão preparadinhos para mais umas mini-férias. Aliás, nisso até não são únicos porque da vizinhança vêm ainda melhores exemplos.
Portanto, e como já vem sendo habitual, os grandes centros urbanos (com realce para Lisboa) vão ficar despovoados por força das saídas para as terras de origens por sentimentalismo, para o Algarve para fazer turismo, e para o estrangeiro, por diletantismo.
Deste modo, os sentidos vão estar atentos a outros centros de interesse, pelo que os avisos relativos à crise são para deitar para detrás das costas, mesmo os dos especialistas que dizem que o mundo, em termos económicos, está a passar os piores momentos desde a 2ª Grande Guerra Mundial.
Mas como tristezas não debelam a crise aí estão milhares de carros nas estradas, a obrigar as forças policiais a redobradas vigilâncias, e os aeroportos a abarrotar com os passageiros que vão superlotar os aviões obrigando as companhias de voos “charter” a reforçar as frotas, especialmente nas rotas do Brasil, Caraíbas e América do Norte, conforme referem os responsáveis por agências de viagens.
Dir-se-á que estes “passeantes” pertencem à classe dos endinheirados e, por isso, têm suporte financeiro para isso e para muito mais, até porque estes sinais exteriores de riqueza (nem estes nem outros) servem para se averiguar como, de um momento para o outro, tanta gente criou condições para ingressar no clube dos ricos ou até no dos riquitos.
Decerto que estes “turistas” pascais mandam que outros paguem a crise, não certamente como se dizia no tempos do PREC, pois agora quem tem de suportar esse ónus são outras classes menos poderosas. E até é compreensível pois, como escreveu um dia Miguel Sousa Tavares, devem ser os pobres a pagar as crises, porque, por um lado, são muitos e, por outro, já estão habituados.
AV
Portanto, e como já vem sendo habitual, os grandes centros urbanos (com realce para Lisboa) vão ficar despovoados por força das saídas para as terras de origens por sentimentalismo, para o Algarve para fazer turismo, e para o estrangeiro, por diletantismo.
Deste modo, os sentidos vão estar atentos a outros centros de interesse, pelo que os avisos relativos à crise são para deitar para detrás das costas, mesmo os dos especialistas que dizem que o mundo, em termos económicos, está a passar os piores momentos desde a 2ª Grande Guerra Mundial.
Mas como tristezas não debelam a crise aí estão milhares de carros nas estradas, a obrigar as forças policiais a redobradas vigilâncias, e os aeroportos a abarrotar com os passageiros que vão superlotar os aviões obrigando as companhias de voos “charter” a reforçar as frotas, especialmente nas rotas do Brasil, Caraíbas e América do Norte, conforme referem os responsáveis por agências de viagens.
Dir-se-á que estes “passeantes” pertencem à classe dos endinheirados e, por isso, têm suporte financeiro para isso e para muito mais, até porque estes sinais exteriores de riqueza (nem estes nem outros) servem para se averiguar como, de um momento para o outro, tanta gente criou condições para ingressar no clube dos ricos ou até no dos riquitos.
Decerto que estes “turistas” pascais mandam que outros paguem a crise, não certamente como se dizia no tempos do PREC, pois agora quem tem de suportar esse ónus são outras classes menos poderosas. E até é compreensível pois, como escreveu um dia Miguel Sousa Tavares, devem ser os pobres a pagar as crises, porque, por um lado, são muitos e, por outro, já estão habituados.
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