<body><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=13830544&amp;blogName=Zas+Tras&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2F&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>

Afinal há vida para além da crise

Estamos a atingir o zénite da quadra pascal, a suprema festa da Igreja Católica, e com pontes e tolerâncias os portugueses aí estão preparadinhos para mais umas mini-férias. Aliás, nisso até não são únicos porque da vizinhança vêm ainda melhores exemplos.

Portanto, e como já vem sendo habitual, os grandes centros urbanos (com realce para Lisboa) vão ficar despovoados por força das saídas para as terras de origens por sentimentalismo, para o Algarve para fazer turismo, e para o estrangeiro, por diletantismo.

Deste modo, os sentidos vão estar atentos a outros centros de interesse, pelo que os avisos relativos à crise são para deitar para detrás das costas, mesmo os dos especialistas que dizem que o mundo, em termos económicos, está a passar os piores momentos desde a 2ª Grande Guerra Mundial.

Mas como tristezas não debelam a crise aí estão milhares de carros nas estradas, a obrigar as forças policiais a redobradas vigilâncias, e os aeroportos a abarrotar com os passageiros que vão superlotar os aviões obrigando as companhias de voos “charter” a reforçar as frotas, especialmente nas rotas do Brasil, Caraíbas e América do Norte, conforme referem os responsáveis por agências de viagens.

Dir-se-á que estes “passeantes” pertencem à classe dos endinheirados e, por isso, têm suporte financeiro para isso e para muito mais, até porque estes sinais exteriores de riqueza (nem estes nem outros) servem para se averiguar como, de um momento para o outro, tanta gente criou condições para ingressar no clube dos ricos ou até no dos riquitos.

Decerto que estes “turistas” pascais mandam que outros paguem a crise, não certamente como se dizia no tempos do PREC, pois agora quem tem de suportar esse ónus são outras classes menos poderosas. E até é compreensível pois, como escreveu um dia Miguel Sousa Tavares, devem ser os pobres a pagar as crises, porque, por um lado, são muitos e, por outro, já estão habituados.

AV
« Home | Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »
| Next »