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Cor vermelha vencedora...

Sexta-feira, Dezembro 28, 2007
O equipamento vermelho pode bem ser a chave da vitória em competições desportivas, de acordo com um estudo publicado na última edição da revista Nature. Investigadores da Universidade de Durhan, nos Estados Unidos, afirmam que se verifica um aumento significativo de vitórias entre os encarnados de todo o mundo.

Os investigadores tomaram como referência as competições de quatro modalidades - taekwondo, luta greco-romana, boxe e luta livre – nos últimos Jogos Olímpicos de Atenas.

Nestes desportos, os atletas usam protecções e capacetes vermelho ou azul, atribuídas por sorteio.

Para os especialistas, «se a cor não tivesse qualquer tipo de efeito, o número de vencedores que usaram o vermelho deveria ser, de acordo com a simples estatística, semelhante ao daqueles que usaram azul. No entanto, os dados demonstraram que se registava um aumento significativo aumento das vitórias entre os que vestiram de encarnado».

Os estatísticos analisaram também os resultados do Euro?2004, durante o qual as equipas que se apresentavam de vermelho – Espanha, Portugal, República Checa, Dinamarca e Letónia – tiveram bons resultados e jogaram pior quando usaram o equipamento alternativo, na maioria dos casos, branco. «Os cinco países tiveram uma actuação muito melhor quando vestiram de vermelho e, logo, marcaram mais», assinalam.

Os resultados explicam-se, dizem os autores do estudo, com o facto de a coloração vermelha estar associada a animais com níveis mais altos de testosterona, melhor aptidão física e mais agressivos, um efeito que se poderia operar também nos seres humanos.

Por esta razão solicito ao Ginásio e ao Benfica meus clubes do coração que não joguem em 2008 com equipamentos brancos ou rosa, pois perderão mais vezes...

OS

GALERIA DE CAMPEÕES (2)







Retomamos a nossa Galeria de Campeões, para esta semana vos apresentarmos duas fotos de Campeões Nacionais, em duas das modalidades mais representativas do Clube, o Basquetebol e a Natação.

Do Basquetebol e da época de 1968/69 a equipa vencedora do Campeonato Nacional da 2ª Divisão e que deu início a uma presença sistemática (salvo duas interrupções) do nosso Clube na Divisão maior do Basquetebol Nacional.

Da Natação uma nadadora do Ginásio, Campeã Nacional dos 100 bruços no ano de 1959.
Como na anterior Galeria, convido os leitores a identificarem os nossos Campeões.

Como prometido passo a revelar, quer os locais quer os nomes dos Campeões da Galeria da semana passada:

- Campeões Nacionais de Yolle de 8, numa foto tirada a beira do rio, possívelmente em frente da velhinha Secção Náutica, vendo-se um tanto sumida, a ponte velha por detrás da tripulação constituída por, Amilcar Monteiro, Abílio Tavares, José Belchior, António Tomé, Manuel Pedro, Manuel Vasco, José Barracho, Arménio Vasco e Mário Ferreira ( Tim ) ao centro.

- Campeões Regionais em Shell de 8, vencedores da Anfora 1º de Maio, numa foto tirada em frente da entrada do edifício dos Serviços Florestais ( esquina com a Avenida Saraiva de Carvalho ) com Armando Martins, João Rama, Francisco Matos, Alberto Figueiredo, António Lopes, Arménio Salvador, Ernesto Rama, António Paiva e Severo Biscaia ( Tim ).

JT

Uma para o sapatinho

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007
Estamos junto a uma das épocas do ano que mais aprecio, tornando-se um bom mote para reiniciar a minha colaboração neste blog após um período de retiro.

Será que o Remo terá este ano uma prenda no sapatinho? Creio que não!

Vejamos - houve no decorrer deste ano uma consolidação das relações institucionais e de promoção da modalidade junto dos meios de comunicação social – tudo pontos positivos; no entanto, o produto “vendido” continua a diminuir em termos de nível qualitativo e até quantitativo – vendo-se os operadores de câmara “obrigados” a escolher planos que não mostrem o publico (quase inexistente).

As competições nacionais são cada vez mais abrilhantadas com um menor número de atletas e de qualidade competitiva. São deslocadas para pontos do país nos quais não existe uma séria perspectiva de implantação da modalidade ou de crescimento no número de espectadores.

Os clubes, coitados, cá continuam. Imutáveis, verdadeiros Stonehenge nos seus modelos de “gestão”, vão obtendo os “sucessos” que lhes convém, iludindo autarquias e simpatizantes numa pura dinâmica de “copo meio vazio ou meio cheio”.

A afamada alta competição, com dois ou três barcos qualificados para os jogos no campeonato do mundo de 2007 – segundo alguns profetas delirantes – encontra-se na mesma, atrevo-me a dizer pior, situação do que no passado ciclo olímpico. Atletas expulsos sem uma linha escrita ou justificação, resultados estáveis (nas ultimas posições), etc.

Enfim, esperemos que o Pai natal dê a melhor prenda que se poderia desejar para esta modalidade – juízo, muito juízo!

AA

FOTOS COM HISTÓRIA (17)

Domingo, Dezembro 23, 2007
O nosso colega de Blogue, Alves Barbosa, à chegada a Alvalade
com a camisola amarela de vencedor da Volta a Portugal de 1958.

Jogadores em hasta pública?

Terça-feira, Dezembro 18, 2007
É sabido que na passada semana decorreu hasta pública de sete jogadores do Boavista, sendo que tal praça ficou deserta por ausência de interessados compradores.

Um bom amigo meu comentou a propósito quão simpática tinha sido a atitude dos demais clubes de futebol ao deixarem passar a oportunidade.

E foi esta apreciação, no mínimo, ingénua que me suscitou o presente comentário.

Em primeiro lugar, eu desconfio, sempre desconfiei aliás, da simpatia mútua entre os clubes de futebol em especial aquando da contratação de jogadores…!

Em segundo lugar julgo que a ausência de interessados compradores se deveu, no caso, à falta de qualidade da “mercadoria” (não é por acaso a posição do Boavista na classificação da Liga…).

E definitivamente a razão última para o fracasso daquela praça tem a ver com a própria natureza dos “bens”, objecto da dação em pagamento que originou a hasta pública.

Ou seja, o Boavista para garantia de dívidas fiscais fez dação em pagamento de sete “passes” dos seus jogadores de futebol.

A Direcção da Finanças aceitou tal dação, o que me suscita as mais sérias dúvidas, pois que o que foi levado à praça foram sete contratos individuais de trabalho desportivo de sete trabalhadores!

Como poderia então alguém adquirir o passe de um jogador que amanha se podia recusar a jogar por outro clube, ou até se podia recusar a jogar pura e simplesmente?

Como poderia o adquirente obrigar “o jogador comprado” a jogar onde aquele viesse a determinar?

O futebol tem indiscutivelmente especificidades próprias mas os jogadores ainda não são mercadoria transaccionável e ou penhorável!

É o que é chamado “ passe” integra, afinal, contrato de trabalho (desportivo) e a liberdade de trabalho ainda é princípio basilar do nosso sistema jurídico – laboral. Como cada vez mais numerosos são os relatados casos de ilegalidades da administração fiscal no processo executivo, concluo que o mais apropriado seria promover a hasta pública do Sr. Ministro da Finanças e do seu Director Geral!

JG

A NOITE DO PORTO

Segunda-feira, Dezembro 17, 2007
Sobre os últimos acontecimentos da "noite do Porto" e sua relação com o futebol, recomendamos vivamente a leitura do artigo O "meio", de Pacheco Pereira, no jornal "Público" de 16 de Dezembro, disponivel via abrupto.blogspot.com

JS

BOAS FESTAS

Quarta-feira, Dezembro 12, 2007
A Direcção do Ginásio e o Gabinete de Comunicação e Imagem desejam Bom Natal e Feliz Ano de 2008 aos Comentadores residentes deste Blogue e a todos os que o visitam.

GALERIA DE CAMPEÕES (1)


Iniciamos esta semana uma rubrica denominada “Galeria de Campeões” que visa não só divulgar os campeões nacionais e regionais de todos os tempos e de todas as modalidades como também funcionar como uma montra das fotos dos campeões que existem no Arquivo Histórico.
Iniciamos esta Galeria com duas fotos do Remo, uma de 1950, da Tripulação Campeã Nacional Yolle de 8 Seniores e outra de 1931, dos vencedores da Ânfora 1º de Maio, em Shell de 8, disputada com a Associação Naval 1º de Maio.
Quem se arrisca a identificar o local das fotos e o nome dos atletas?? Brevemente resolveremos a questão.
JT

Foto com história nº 16

Terça-feira, Dezembro 11, 2007
Como já esperávamos, mais de três quartos de século depois nenhum dos nossos leitores conseguiu identificar qualquer interveniente no jogo de Basquetebol de 4ªs categorias, Ginásio - Sport Conimbricense, no campo da Mata, em 1930.
Felizmente, ao contrário de muitas outras, esta fotografia encontrava-se legendada, embora parcialmente.
Assim, em baixo, da nossa esquerda para a direita, figuram Pedro Collet Meygret, Prof. Carlos Cachulo e Costa (pai do Coronel Carlos Cachulo), Joaquim Viana (actual sócio nº 1), Augusto Dinis, todos do Ginásio, de camisola branca, e ainda Luciano Amaral, do Sport, que anos depois foi Director do Ginásio, pai do actual Secretário técnico do Basquetebol, José Luciano Amaral.
De pé, também de camisola branca, o quinto elemento da equipa ginasista, que nos parece ser Vasco da Gama.



As mascotes dos campeões

Sexta-feira, Dezembro 07, 2007


Esta imagem diz respeito, ainda e sempre, a mais uma VOLTA DOS CAMPEÕES, organizada por Arnaldo Sobral, neste caso em 1936.

Aqui, apenas vou fazer algumas observações para situar o evento, falar dos personagens, mais alguns comentários que lhe estão subjacentes.

Assim, começo pelo corredor de bicicleta que aparece em mais evidência, que é, nem mais nem menos, que o célebre Alfredo Trindade, envergando a camisola de Campeão de Portugal… O mesmo que protagonizou com o outro, não menos célebre, José Maria Nicolau, o duelo que viria a concretizar e levar por todo o Portugal a clássica rivalidade “Sporting – Benfica”!

O jovenzinho, à direita de Trindade, é o seu filho José, (hoje com 75 anos, como eu), com uma bicicleta, dita então, de “meia – corrida” e equipado à “Sporting”.

A presença na Figueira desta mascote de corredor do Sporting… não acontecia por acaso, já que o amigo Arnaldo Sobral, do mesmo modo que já havia complementado a VOLTA DOS CAMPEÕES com uma corrida feminina… voltava a optar pelo mesmo “programa”… mas desta vez com Infantis!

É assim que no trajecto Avenida Saraiva de Carvalho, Rua Fernandes Tomás, Estação, Avenida, foi levada a efeito uma corrida com três voltas ao referido circuito… Em cuja prova participaram os “mini - corredores”: José Trindade com sua camisola à “Sporting” e ainda Eduardo Nicolau, filho do José Maria, que, como era natural equipava à “Benfica”. A estes “craques”, para compor o “ramo”, o Sr. Sobral, “inventou” dois figueirenses! Para isso foi-me buscar a mim e a outro rapazito! Eu nesse tempo teria para aí 5 anos, como os outros, e tive que “actuar” numa das vulgares bicicletas de criança, de aluguer, que o meu pai tinha na Esplanada da praia. Para mim essa bicicleta era escandalosamente inferior às de “meia – corrida”, do Trindade e do Nicolau.

Recordo-me que caí ao virar na curva da Estação e nunca mais pude alcançar os dois “campeões” do Cartaxo. Quanto ao outro jovem figueirense, não tenho ideia se completou o percurso.

Termino as referências a esta “Foto com História”, falando sobre o personagem que aparece “cortado”, no limite esquerdo da imagem… Trata-se de outro desportista do ciclismo figueirense e do Ginásio, de nome Francisco Marques Bom, que ao tempo era padeiro. Depois teve uma sapataria na Rua da Liberdade e viria ainda a emigrar para África.

São notórias as diferenças (para pior) entre a sua bicicleta e a do Alfredo Trindade, começando desde logo pelo mecanismo de mudanças de velocidade montado na máquina do Campeão Nacional, que o figueirense não possuía, indo até ao guiador e travões.

E é tudo por hoje.

AB

EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTO NO PARLAMENTO EUROPEU

Terça-feira, Dezembro 04, 2007
O euro deputado húngaro Pál Schmitt é autor de um relatório sobre o papel do desporto na educação, conhecido por ”Relatório Schmitt” que foi debatido e aprovado pelo plenário em finais de Outubro, em Estrasburgo.
Este relatório pretende chamar a atenção dos responsáveis nacionais e da UE para a relação entre a prática desportiva e um estilo de vida saudável. Tem-se constatado que a taxa de obesidade continua a aumentar junto das crianças em idade escolar, mas o tempo dedicado à educação física nas escolas está a diminuir.
Em Espanha, Portugal e Itália os níveis de excesso de peso e de obesidade são superiores a 30% nas crianças com idades compreendidas entre os 7 e os 11 anos.
O relatório Schmitt aponta algumas dificuldades na organização da disciplina de educação física nos Estados-Membros:

  • Os conteúdos programáticos da disciplina de educação física não são atractivos para todos e por vezes tornam-se demasiado competitivos;

  • Crescente marginalização da educação física na escola: desde 2002 o tempo dedicado à disciplina na UE diminuiu de 121 para 109 minutos por semana no ensino primário e de 117 para 101 minutos no ensino secundário, quando os estudos recomendam 60 minutos de actividade diária para crianças e jovens;

  • Falta de formação especializada e de uma coordenação adequada entre o desporto na escola e fora da escola;

  • Sub financiamento das instalações desportivas.

Por sugestão de Scmitt o Parlamento Europeu propõe que o horário escolar inclua, pelo menos, três aulas de educação física por semana, "embora as escolas devam, na medida do possível, ser incentivadas a ultrapassar este objectivo mínimo" para que haja um "equilíbrio" entre as actividades físicas e intelectuais durante o período escolar.
Os euro deputados exortam ainda os Estados-Membros a investir em instalações desportivas de qualidade nos estabelecimentos de ensino e nos centros de treino e afirmam ser favoráveis à "concessão de incentivos aos clubes desportivos" que celebrem acordos de colaboração com escolas, estabelecimentos de ensino, centros de jovens, e outras organizações comunitárias ou de voluntariado envolvidas em projectos no domínio da aprendizagem ao longo da vida.

EP