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Alves Barbosa e o seu busto

Sexta-feira, Outubro 26, 2007
O nosso colega deste Blogue, o histórico campeão de Ciclismo Alves Barbosa, junto do busto que a Junta de Freguesia de Vila Verde mandou erigir na Fontela, terra da sua naturalidade, numa merecida homenagem que reuniu muitos antigos ciclistas, da sua geração e não só, e registou a presença do Presidente do Instituto do Desporto de Portugal.

FOTOS COM HISTÓRIA (15)

Sexta-feira, Outubro 19, 2007
Foram os dois primeiros americanos no Basquetebol do Ginásio. À esquerda o Rev.º Frederick Bronkema, Director do Centro Ecuménico Reconciliação, nos Vais, que conduziu a equipa de 1968/69, como jogador - treinador, à vitória no Nacional da 2ª Divisão e subida à 1ª.
À direita, o célebre Kit Jones, que jogou na época seguinte, na qual Bronkema foi treinador nos quatro jogos iniciais do Nacional.

E depois do adeus...

Segunda-feira, Outubro 15, 2007
No ano que precede os Jogos Olímpicos disputam-se a maioria das competições que qualificam os atletas para este evento, restando somente, nos meses que o antecedem, a “repescagem” dos últimos lugares de apuramento, a qual representa uma pequena percentagem daqueles que podem ainda integrar o grupo dos 10.000 que estarão em Pequim 2008.

Para estes Jogos Portugal colocou a fasquia bem alta, quando publicamente deu a conhecer os objectivos, no decorrer da cerimónia de celebração dos contratos-programa entre o Comité Olímpico de Portugal e as federações desportivas: presença de 18 modalidades, conquista de cinco medalhas e de 12 diplomas.

Decorrido que está o período entre Janeiro de 2005 (data dos contratos atrás referidos) e Outubro de 2007, as prestações desportivas que já tiveram lugar perspectivam uma boa representação.

Devemos ainda estar mais satisfeitos se, aos atletas que já se qualificaram para Pequim, acrescentarmos o excelente comportamento das selecções nacionais de Basquetebol e de Râguebi, significando este conjunto de resultados que o desporto português, na hierarquia internacional, subiu uns lugares.

Do meu ponto de vista, isto reflecte:

- uma melhoria no relacionamento entre dirigentes e técnicos na definição dos objectivos

- uma melhoria no domínio do planeamento das actividades

- uma melhoria do nível global de todo o processo de formação e preparação desportiva

E já agora vem a propósito referir alguns comentários e análises às prestações das selecções de Basquetebol e de Râguebi, pois fazem lembrar as “vitórias morais” do futebol nacional antes de 1966, nomeadamente no que se refere à falta de meios e ao amadorismo dos atletas.

Julgo que isto se deve ao desconhecimento, por parte desses comentadores e analistas, de que o alto rendimento está somente reservado a indivíduos com determinadas aptidões, e que a análise das suas prestações não se pode resumir a um momento, mas sim ao percurso da sua vida desportiva.

Sobre o amadorismo dos atletas recordo de me encontrar, no final da década de 80, com um grupo de jovens no estágio que antecedia a participação num Campeonato do Mundo de Sub-23, e de partilhar as instalações do Complexo Desportivo de Lamego, durante uma semana, com os profissionais de futebol de um dos chamados “três grandes”.

Estes futebolistas (profissionais) ficaram admirados por os jovens que me acompanhavam fazerem treinos bi - diários e, durante os restantes dez meses do ano, estarem sujeitos a um regime de trabalho superior ao do deles. Para terem sucesso, e como eram estudantes, treinavam muitas vezes antes das aulas, acordando, para o efeito, às cinco e meia da manhã, pois, só deste modo, conseguiam, concomitantemente, participar nas suas actividades académicas e cumprir o programa de treino diário.



É oportuno, já agora, esclarecer, que na nossa legislação, o diploma que enquadra o ordenamento jurídico – desportivo do atleta profissional define que este é aquele que exerce a actividade desportiva como “profissão exclusiva ou principal”.

Ora, no exemplo citado, que não é único!, estes jovens (amadores) treinavam mais do que os profissionais, e com isto quero dizer que um assunto desta natureza não pode ser abordado com esta ligeireza, já que os resultados no alto rendimento não se resumem aos salários, por muito chorudos que eles sejam.

Os próximos tempos serão decisivos e, em relação aos atletas que não se qualifiquem, há que avaliar:

- a existência das aptidões mínimas que permitam alcançar esse objectivo

- a conformidade dos resultados alcançados e da preparação realizada com um processo de longo prazo, perspectivado em Jogos futuros.

Dito isto, e seja qual for a óptica do avaliador, é bom lembrar a todos – atletas, técnicos, dirigentes e público –, que a prática desportiva do alto rendimento tem também valores formativos e educativos que se devem preservar sempre, pois, acima de tudo, os atletas são Pessoas!, e a competição jamais deixará de ser a característica da relação humana no desporto.

Se procedermos assim, os atletas constatarão que o seu esforço não foi feito em vão e que nunca deixaremos de lhes estar reconhecidos.

F.E.

A APARIÇÃO DO FÁTIMA

Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Muitos pensarão que neste post me proponho relevar o feito do Fátima na Taça da Liga ao eliminar o Porto.

Sem dúvida que esta aparição, na Taça da Liga, trouxe o Fátima à primeira página dos jornais desportivos.

A verdade porém é que eu já olhava para o Fátima com atenção desde a surpreendente subida do clube à 2ª Liga, não sendo pois a vitória sobre o F. C. Porto que me motiva o comentário.

Sabendo que o clube é presidido por um ministro da Igreja, o Sr. Padre Pereira, e não o vendo como milionário capaz de ser o mecenas do clube da Cova da Iria…

Sabendo que a 2ª Liga é muito cara para os clubes, uma vez que as despesas são equivalentes às da 1ª Liga numa equipa para não descer e que faltam as receitas televisivas da 1ª Liga.

Sabendo que a única actividade próspera na zona é a do turismo religioso e actividades conexas, hotelaria e restauração…

Julgando saber tudo isto, eis-me de olhar atento à aparição do Fátima – aqui há mão episcopal, pensei!

Já há meses havia escrito um post sobre a mesma área quando vi noticiada a ideia da equipa de futebol dos clérigos do Vaticano!

Não por acaso, mas em boa hora, mão amiga me fez chegar a notícia de que Edio Constantini, Presidente da Conferência Episcopal Italiana confirmou a aquisição do clube italiano de futebol, “Ancona”, que já andou pela 1ª Divisão e caíra para a 3ª, com graves problemas financeiros.
O Ancona já é conhecido em Itália como o “clube dos Bispos”!

Mas os objectivos da Conferência Episcopal Italiana não se ficam por aqui: “Começamos com o Ancona, mas o nosso grande sonho é uma equipa nacional do Vaticano. É possível que o futebol e o desporto possam melhorar o diálogo com o Islão e outras religiões” revelou D. Paganini, assistente espiritual.

O círculo está fechado – parece haver uma estratégia da Igreja nesta área, o que em Itália é já explícito!

E se há, de facto, essa estratégia os “grandes” portugueses que se cuidem – vem aí concorrência da grossa!

E se há, de facto, essa estratégia então esta aparição do Fátima é mais uma que a Cova da Iria regista!

JG

Poder no Desporto

Domingo, Outubro 07, 2007
Apesar do justificado coro de críticas públicas, a UEFA decidiu acolher o recurso do Sr. Scolari e minorar-lhe a pena resultante da evidente conduta anti-desportiva no final de um jogo da selecção nacional. Não cabe neste comentário aferir das razões "jurídicas" que assistiram a tal apelação nem tão pouco aos fundamentos da decisão daquele organismo que tutela o futebol europeu. O meu espanto decorre das declarações posteriores de um vice-Presidente da FPF, um tal Sr. Amândio de Carvalho, que manifestava o seu agrado pela redução da pena, embora "não a cem por cento" , talvez por que aspirasse à absoluta absolvição do seleccionador! Salientava, ainda, aos microfones das rádios, que a acção diplomática da FPF teria resultado e isso seria uma importante vitória !... Dito por outras palavras mais cruas, o Sr. Carvalho aplaudiu não só o desajustado branqueamento da atitude do seleccionador nacional mas, pasme-se, elogiou a capacidade da FPF de "meter cunhas" que, aparentemente, infuenciaram a decisão da UEFA !
Fiquei ainda mais esclarecido sobre ao nível dos dirigentes do futebol nacional, tal como quanto à sua concepção de justiça e do exercício do poder. A isto chamo, sem hesitação, despudor social e indício de tráfico de influências.
E... assim sendo, não haverá gente a mais a "assobiar para o lado" ?

P.M.B.

O Rugby na Figueira da Foz

Terça-feira, Outubro 02, 2007

O mundial de Rugby, em que pela primeira vez esteve representado Portugal, trouxe-me à memória o Núcleo de Rugby da Figueira da Foz.
Era um clube gerido por jovens que frequentavam o ensino secundário e pré-universitário que em ano de serviço cívico por ali passavam o seu tempo.
Esses jovens, aos quais regularmente me associava eram simultaneamente directores, seccionistas, treinadores e obviamente jogadores de rugby.
A sede funcionava numas decrépitas instalações cedidas pela Câmara e que se localizavam onde hoje está um parque de estacionamento, que também já foi terminal de camionagem. O campo de treinos era as Abadias e a sua vala. Os jogos e alguns treinos eram realizados no campo pelado…
Funcionava em regime de auto-gestão, particularmente de Inverno, já que de Verão quase todos praticávamos canoagem, naqueles que foram os primeiros kayaks em fibra de vidro construídos na Figueira. Também esta uma actividade realizada em regime de auto-gestão.
Outros tempos.


Essa experiência juvenil de associativismo desportivo seria impossível nos dias de hoje e vejamos porquê:
Os jovens têm, actualmente, muito mais oferta de ocupação dos tempos livres, quer desportiva ou outra;
A organização do movimento associativo desportivo oferece melhores e mais diversificadas condições de prática desportiva;
Maior acompanhamento por parte dos pais das actividades desenvolvidas pelos seus filhos, sendo que, se por um lado é sinónimo de preocupação e interesse, por outro inibe a criatividade e a necessidade de auto-organização.

Pena foi que, por motivos vários aquela modalidade tenha deixado de existir na Figueira.

EP

Fotos com História (14)

No Cross Internacional de Vilamoura, em 27 de Fevereiro de 1977, apreciando os exercícios exemplificados por um treinador inglês.
Da esquerda para a direita, o nosso colega deste Blogue, Joaquim de Sousa, o então Presidente da Federação de Atletismo, Correia da Cunha, Esteves Martins (Galiota), antigo e destacado basquetebolista do Ginásio, à época dirigente do Belenenses, N.N. e o Professor Moniz Pereira.