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O MARKETING DESPORTIVO

Sexta-feira, Setembro 28, 2007

O desempenho da nossa seleção nacional de raguebi no mundial de França , conseguiu atrair as atenções da opinião pública duma forma surpreendente , e porque aconteceu ?
Não foi concerteza pelas vitórias alcançadas.
Não foi pela concretização de objectivos enunciados.
Não foi por sermos a única equipa amadora.
Não foi por todos os jogadores cantarem o hino duma forma excitante.
Então o que se passou na verdade para o país real e político parar para falar desta modalidade sem tradição e pouca expressão associativa?
Uma federação desportiva, uma equipa técnica e um conjunto de jogadores, formando um todo e trabalhando com elevado profissionalismo, conseguiram "vender um produto " de dificil aceitação no mercado pela menor tradição e mediatização, colocando-o mesmo numa faixa concorrencial com o futebol.
Este exemplo poderá servir de base para outras modalidades desportivas não estarem à espera que as coisas aconteçam caídas do céu , pois "os media" em todo o mundo , reagem quando sentem que existe algo de novo, organizado e objectivado.
Deixemo-nos pois de lamentações, e partamos ao desafio aqui deixado pela malta do "melão", sabendo que o tempo do estado e autarquias tudo suportarem foi ontem .
Agora é tempo de inovar procurando projectar o futuro com gente que queira tranformar a realidade desportiva dum país culturalmente analfabetizado pela máquina compressora e trituradora do futebol.
Bem hajam "lobos" pelo caminho deixado como referência
OS

Citando...

Quarta-feira, Setembro 26, 2007
Com a devida vénia, transcrevo texto intitulado "Um hino à hipocrisia", assinado por Ricardo Costa, Director da SIC Notícias.

"Devo ser dos poucos portugueses que não ficou espantado com as imagens dos jogadores da selecção nacional de râguebi a cantar o hino nacional. Conheço o jogo, tenho filhos que praticam este desporto e sei que toda a actividade do râguebi português gira em torno de boa-vontade, empenho, dedicação e sacrifício. Há ainda características próprias do jogo, que o distinguem de muitos outros, e que fazem de cada partida um “tudo ou nada” em que o colectivo pura e simplesmente apaga a mais ténue vontade de individualismo e fica à vista de todos.Foi a absoluta “verdade” das imagens que espantou o país. Já ninguém canta o hino daquela maneira, muito menos sem ser a fingir. Portugal ficou a saber que por cá se joga râguebi e que uma equipa de médicos, advogados, estudantes, veterinários (etc.) aguenta 80 minutos de pressão total contra alguns dos melhores profissionais do mundo.
E ficou a saber isso, quando ainda estava a digerir a descoberta de Nelson Évora e a confirmação de Vanessa Fernandes. Descobrimos isto tudo e descobrimos também que os nossos campeões de atletismo treinam em Espanha porque não temos uma única pista coberta e que a selecção de râguebi treina, muitas vezes, às seis da manhã antes de ir para o trabalho!Tudo isto somado às miseráveis exibições da selecção de futebol (o desporto de que mais gosto e que mais alegrias nos dá, isso é indiscutível) e à agressão de Scolari mostram que não existe em Portugal um mero rascunho de política de Desporto.
(…)O que o hino de St. Etiénne nos disse, de forma transparente, foi que, em poucos segundos, Portugal teve mais orgulho em quinze pessoas que nunca foram apoiadas do que em toda uma indústria subsidiada (e, já agora, falida) que é o futebol.
(…)
Agora, já vamos construir uma pista coberta e de certeza que a malta do râguebi vai levar medalhas em Belém e louvores em São Bento. Emenda-se a mão onde se pode, mas nada muda.
(…)
A pouco e pouco vamos transformando o país num protótipo de hipocrisia. E é por isso que nos arrepiamos a ver certas imagens. São imagens sem um pingo de artificialismo, que não foram (nem podiam ser) encenadas por nenhuma agência de comunicação nem estudadas pelo protocolo do MNE. São imagens verdadeiras e nós já estamos pouco habituados a isso.
Sugiro ao primeiro-ministro que passe as imagens do hino de St. Etiénne no próximo Conselho de Ministros e que as distribua em DVD nos Estados Gerais.
São mais rápidas que um discurso do Almeida Santos e mostram o país que somos."

Subscrevo.

AMC

A HISTÓRIA DO MENINO ZÉQUINHA E DO SR. LUÍS FILIPE!

Sexta-feira, Setembro 21, 2007
Era uma vez o menino Zéquinha, jogador de futebol que integrou a selecção nacional no Campeonato Mundial sub 20 anos.

Num dos jogos, reagindo à expulsão de um colega que considerou injusta, veio por detrás do árbitro e retirou-lhe o cartão vermelho que levantara na direcção do colega.

Confesso que quando vi a cena, em directo, não pude deixar de rir…

Julguei a situação como uma garotice de um garoto sub 20 anos, indisciplinado, seguramente, malcriado, definitivamente!

O menino Zéquinha foi punido pela FIFA com 6 jogos de suspensão e a F.P.F., que lhe não deu apoio jurídico, puniu-o com um ano de suspensão da selecção nacional.

Era uma vez o senhor Luís Filipe, seleccionador da principal equipa nacional de futebol, que, no final do jogo Portugal-Sérvia, reagindo aos protestos de um jogador sérvio, agrediu-o a soco.

Confesso que quando vi a cena, em directo, não tive vontade de rir, mas antes de chorar de vergonha…

Julguei a situação como inadmissível reacção de mau perder de um homem maduro, suposto líder responsável da disciplina da equipa, suposto responsável da imagem da selecção nacional.

Está à vista que o Sr. Scolari é uma imagem da propaganda e do marketing e que o Sr. Luís Filipe é, na realidade, malcriado, indisciplinado, agressivo quando a perder – o seu curriculum de agressões, no Brasil, e de insultos a jornalistas, também em Portugal, é disso elucidativo!

O Sr. Luís Filipe foi punido pela UEFA com 4 jogos de suspensão e 12.000 euros de multa e a F.P.F. deu-lhe apoio jurídico e considerou esta pena de “pesada” e apoia-o no recurso que vai interpor!

O critério disciplinar da F.P.F., ou melhor, a falta dele está à vista … o “negócio” subverteu-o!

MORAL DA HISTÓRIA – o Sr. Scolari, impune, continua no “negócio” e o menino Zéquinha, ausente do “negócio” continua a integrar o anedotário nacional e também aí, na anedota, é ele a tramar-se!

P.S.: Para aqueles da propaganda e do marketing que já atribuem o hino e a bandeira nacional e o orgulho português à paternidade Scolari, recomendo que vejam a força, e o entusiasmo e o orgulho com que a selecção nacional de râguebi canta o hino nacional.

Vejam também como joga e como sabe perder.

Se virem acabam os disparates!

JG

FOTOS COM HISTÓRIA (13)

Sexta-feira, Setembro 14, 2007
Agredido muito perto do final da última etapa e impedido de continuar com o pelotão, o camisola amarela Alves Barbosa teve de ser escoltado pela Polícia para conseguir terminar a Volta a Portugal de 1955.
A foto documenta a sua passagem por Gaia, nessa Volta em que foi autenticamente espoliado duma merecida vitória.

Nuvens negras sobre o futebol

Quarta-feira, Setembro 12, 2007
A morte de um ser humano marca-nos, sempre, profundamente.

A morte de um desportista, que aparentemente “vende saúde”, marca-nos de forma mais impressiva ainda.

A morte, quase em directo, do futebolista espanhol António Puerta ainda nos sangra o coração, obrigando-nos a colocar a questão: que nuvens negras são estas que se abatem sobre o futebol?

Regularmente, pior, com muito preocupante regularidade, a morte súbita surge nos campos de futebol, vitimando jogadores de equipas de top, aparentemente sujeitos a rigorosos exames e acompanhamento médicos, mas também os futebolistas com menor notoriedade de equipas quase amadoras sem grande acompanhamento clínico.

Regularmente surgem notícias do abandono do futebol por parte de futebolistas afectados por doenças neuromusculares – a esclerose múltipla, por regra – incuráveis: foi o Iordanov, agora é o José António (ex – Leixões) e já faleceu o João Manuel (Académica e Leiria).

Que se passa pois com o futebol?

Que exames, controlos, acompanhamento e tratamentos médicos, são os do futebol?

Que cargas de treino, que esforços físicos se exigem no futebol?

Que tipo de contacto físico, violência!, acontece no treino e no jogo de futebol?

Não basta pois chorar a morte de Puerta, homenageá-lo é pensar nestas e noutras questões que são, afinal, nuvens negras que se abatem sobre o futebol.

JG

DELIBERADAMENTE!

Sexta-feira, Setembro 07, 2007
Por mais absurdo que possa parecer ainda se discute nos palcos (televisivos e jornalísticos) do futebol indígena o lance de livre indirecto do último Porto – Sporting.

Deliberadamente não se diz, tão pouco se escreve, uma palavra que seja sobre a excelência da marcação do livre.

Deliberadamente nada se diz sobre a normalidade do resultado do jogo.

Deliberadamente apenas se fala de um “corte” do jogador Polga, como se o aludido “corte” não tivesse sequência e não fosse um “corte” para um colega, sendo que um “corte” para um colega é “um passe”!

Deliberadamente se omite que o jogador Tonel, também do Sporting, ainda mais vincou aquele passe ao abrir as pernas para que a bola seguisse para o seu guarda-redes!

Deliberadamente se omite que o jogador Polga não quis fazer auto-golo (a bola foi “cortada” para a baliza onde estava o seu guarda-redes e na sua direcção que não para fora ou canto…)

“Deliberadamente” dizem os regulamentos quando proíbem o guarda-redes de tocar a bola com as mãos uma vez passada deliberadamente por um companheiro.

Deliberadamente a margem de subjectividade e arbítrio do julgador é mitigadora pelas instruções do International F. A. Board reproduzidas pela Comissão de Arbitragem da Liga que sufragam a decisão do árbitro naquele jogo.

Deliberadamente aqueles catedráticos do comentário desportivo não gostaram, desta vez!, da decisão do árbitro das instruções do International Board e da C. Arbitragem!

Deliberadamente eles não gostam é do F. C. Porto… só que tal, deliberadamente, nada tem a ver com as regras do jogo!

JG

PARABÉNS, ORLANDO !

Quinta-feira, Setembro 06, 2007
O apuramento da Selecção Nacional de Basquetebol para a fase seguinte do Europeu é sem dúvida um marco histórico da modalidade e do Desporto português.
A este êxito está associado o nosso colega deste Blogue, Orlando Simões, treinador adjunto da Selecção, a quem enviamos um forte abraço de parabéns.

Zas-Tras

PARA ENGANAR QUEM ?

Domingo, Setembro 02, 2007
A propósito da participação dos remadores portugueses no Campeonato do Mundo de Munique, lê-se no SapoInfodesporto de 31 de Agosto:

"Apesar da selecção não ter conseguido a qualificação para Pequim 2008, o balanço da participação portuguesa neste campeonato é positivo pela evolução das equipas nacionais em relação a anos anteriores"

Depois das autênticas fanfarronadas (que outro nome se lhes pode dar?) nos meses que precederam o campeonato, as quais nem os tristes resultados nas Taças do Mundo e nos Sub-23 ajudaram a moderar... chega-se agora ao cúmulo de considerar positivo um conjunto de classificações entre a 13ª e a 22ª posições, com a peregrina justificação da evolução relativamente a anos anteriores.

Mas qual evolução, e a quantos anos se referem, sendo do conhecimento geral que em participações anteriores se verificaram melhores resultados, incluindo de uma das tripulações agora concorrentes ?

Em vez de continuarem esta autêntica fuga para a frente - destinada a enganar alguém ? - ponham mas é os olhos na Canoagem, essa sim com um excelente conjunto de resultados nos recentes Mundiais.

A ver se aprendem qualquer coisa...!

JS