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O 2º ANIVERSÁRIO

Sexta-feira, Agosto 31, 2007
Realizou-se no sábado, 25, o almoço de convívio dos comentadores residentes do Zás-Trás!, assinalando o 2º aniversário do Blogue.

Este convívio constituiu uma oportunidade para trocar impressões sobre o futuro da iniciativa, e também para ouvir o Alves Barbosa contar, como só ele sabe, algumas histórias da sua longa carreira desportiva.

O Presidente da Câmara da Figueira da Foz, Eng.º Duarte Silva, apareceu no final do almoço para saudar os convidados, muito especialmente os que vieram de fora, e juntou-se à agradável tertúlia que se prolongou até meio da tarde.

Os Desportos Náuticos e a Figueira

Segunda-feira, Agosto 27, 2007
Em conversa com amigos é recorrente falar-se sobre as potencialidades da Figueira para a prática de desportos náuticos. O rio, a baía de Buarcos, o mar da Figueira, oferecem condições espectaculares para a prática das várias modalidades náuticas: remo, vela, surf, windsurf, canoagem, kayak surf.

Em qualquer outro país com mais cultura desportiva estas condições não seriam desperdiçadas. Um verdadeiro paradoxo quando sabemos da importância do mar na nossa História.
Como seria interessante ver o nosso rio e o nosso mar repletos de embarcações desportivas!

Porém, os acessos aos planos de água não são fáceis.

Para as embarcações mais leves o acesso ao mar ou se faz pelo imenso areal ou pelas escadas pouco propícias a este tipo de transporte, o que não deixa de ser um bom exercício de aquecimento.

As embarcações mais pesadas terão que aceder ao plano de água pela rampa da Doca Municipal, cujo acesso, apesar de público, tem um modo de funcionamento que nunca consegui perceber: há duas entradas que estão permanentemente fechadas e que apenas se abrem com os bons ofícios do pessoal de segurança e com horários próprios; a alternativa é mais uma vez, carregar a embarcação em braços, saltando uma das cancelas.

Parece-me que existem factores que devem ser melhorados.

Outro aspecto que merecerá alguma atenção será a construção de pequenos postos de apoio às actividades náuticas, onde, principalmente de Inverno, os praticantes possam preparar ou descansar das suas actividades.

EP

Outros Verões

Sábado, Agosto 25, 2007
Depois de uns escassos dias de férias na Figueira, neste Agosto invernoso, regressei onde a vida me trouxe. Por contraste com a pouca animação que, este ano, aí observei, recordei-me dos "grandes" jogos de futebol Portugal-Espanha disputados na praia, frente à Piscina. Autênticas disputas patrióticas, onde não faltavam os truques pouco leais , mas onde sobrava vontade de vencer, em anual reedição da ancestral rivalidade da batalha de Aljubarrota!
Num Verão qualquer, decidimos, nós e os espanhóis, tentar proceder de forma equilibrada e justa, pelo que, uma vez agendada a data e horário do habitual match, foi acordado arranjar uma equipa de arbitragem capaz de garantir isenção. Como nunca fui muito dotado para a prática desportiva, fui um dos escolhidos para bandeirinha numa equipa de arbitragem liderada por um jovem turista francês e com outro fiscal de linha a ser assegurado por um espanhol habitual frequentador da Figueira.
A primeira parte decorreu sem incidentes de maior, mas inesperadamente, durante o intervalo, o tal "francês" esfregando as mãos, reagiu à nortada mais fresca com um explícto "il fait FRÓIDE" denotando a conhecida dificuldade linguística de nuestros hermanos ! De imediato lancei o alerta da "marosca" e... mais uma vez o jogo de futebol acabou, passando-se à prática inevitável de umas correrias e uns golpes de artes marciais. Apesar disso, no ano seguinte, lá estávamos a disputar com os jovens espanhóis a superioridade no terreno desportivo, nas matinées dançantes do Casino ou nas gincanas da Esplanada. E como eles enchiam as ruas do Bairro Novo, durante o mês de Agosto, em ranchadas ruidosas e perfumadas...
Serão eles ou esses tempos de outros Verões que nos fazem falta?

P.M.B.

À VOLTA DO DIA NA VOLTA!

Quinta-feira, Agosto 23, 2007
Uma vez por ano o Prof. Marçal Grilo passa um dia com a caravana da Volta a Portugal em Bicicleta e, uma vez por ano também, relata esse seu dia em “O Publico”.

Este ano o dia escolhido foi o da etapa da Torre, na Serra da Estrela e o seu comentário “Um dia na Volta” leu-se na página 3 do “Publico” de 15 de Agosto de 2007.

Uma vez por ano ainda eu tenho ousado contrapor a minha opinião ao comentário anual do Sr. Prof. Marçal Grilo – cá estou!

Este ano para começar por louvar o notável texto de Marçal Grilo, o qual não resisto a reproduzir, com vénia, na sua parte mais feliz – “Nenhuma outra modalidade consegue ligar a emoção de uma corrida sofrida com a serenidade das montanhas ondulantes onde predomina um silêncio que só os espectadores perturbam”

Em segundo lugar para registar que, ao contrário do ano passado, o Prof. Marçal Grilo avança uma concreta proposta para contribuir para debelar o flagelo do doping que, minando o desporto em geral, ataca especialmente o ciclismo.

Tal ideia é a de juntar a sua voz à de todos aqueles que vêm lutando por um Código de Conduta que vincule “todos – patrocinadores, dirigentes, treinadores, médicos, massagistas e atletas – e que a todos obrigue a abdicar de quaisquer estimulantes, medicamentos ou métodos de tratamento que melhorem a capacidade física mas que, esteja demonstrado, contribuam para viciar e para destruir, a prazo, a saúde e a vida dos ciclistas”.

Estou inteiramente de acordo – se se não sobe à Torre com um bife com batatas fritas, que se suba com dois bifes e reforço de batata…- e arriscava dizer que se deveria estender tal Código de Conduta às demais modalidades desportivas, com agravamento das penas para os prevaricadores subscritores de tal código.


JG

2.º ANIVERSÁRIO

Quinta-feira, Agosto 16, 2007
Para assinalar o 2º aniversário do Zás-Trás!, os comentadores residentes reunem-se num almoço-convívio, no sábado, 25, num restaurante da Figueira da Foz.

Desde 16 de Agosto de 2005, data da colocação online, publicaram-se 232 posts (frequência média de 3 em 3 dias) sobre os mais variados temas desportivos.

Na qualidade de promotor, o Ginásio Clube Figueirense agradece aos comentadores a colaboração prestada à iniciativa, cujo sucesso se encontra bem alicerçado no aumento gradual do número de visitantes.

GCF

Lá como Cá! A propósito do Rali Vinho da Madeira

Sexta-feira, Agosto 10, 2007
Por razões de familia estive na Madeira, na passado semana, assistindo ao Rali Vinho da Madeira.

Também por razões da família, fui convidado pelo patrocinador do Rali, o BPI, para assistir à prova especial na Avenida do Mar, da varanda do Banco sobre a Marginal.

Este cocktail e jantar volante foi o acontecimento social do Funchal, para o qual se disputaram convites, para o qual se meteram cunhas e empenhos e no qual participaram, está bem de ver!, "as melhores famílias" madeirenses - e foi este acontecimento que sugeriu o presente comentário!

Por lá estava, com arrojado decote, uma cantante madeirense - assim me foi apresentada! - que se queixava de outra jovem, também de arrojo no trajar, filha da então mandatária regional de um ex-candidato à Presidênsia da República, a qual apenas cumprimentava a cantante em eventos do género!

Lá como cá, afinal!

Sendo que a jovem filha se queixava também, mas de quem já convidava "pindéricas" - a cantante, está bem de ver! - para acontecimentos sociais, "só porque ganhou uns dinheirinhos nas canções"!

Lá como cá!

Também por lá circulava, bamboleante, um ex- deputado regional que depois de acelerado e intenso consumo alcoolico anunciava ao ouvido dos directores do BPI, suficientemente alto para que todos ouvissem: "Eu tenho cá seis milhões"!

E tinha! Disse-me o familiar, sendo que o seu irmão, calado!, tinha bem mais!

Os "caga milhões"...lá como cá!

Também umas jovens filhas das melhores familías, cujo nome não fixei, pois terminavam todos em "inha" e faziam a inveja, e a diferença, para dezenas de balzaquianas que, derrotadas, se vingaram vorazmente sobre o jantar volante servido após a prova!

Lá como cá!

Acompanhando o Rali, comigo, apenas duas dezenas dos 450 convidados!

Lá como cá!

Claro que voltei a encontrar a maioria dos desinteressados (do Rali) 430 convidados no jantar de distribuição de prémios oferecido pelo Governo Regional.

Lá como cá!

JG

Alta competição e carreira académica

Quarta-feira, Agosto 08, 2007
Lendo o seu comentário a respeito do post colocado neste blogue, cabe-me, pelo menos em parte, dar-lhe uma resposta.

Se bem que posso concordar consigo em alguns pontos, noutros, creio que será oportuno esclarecer para que a realidade não fique distorcida.

Em primeiro lugar, sugiro-lhe que deverá olhar para o texto do blogue, tal como eu o fiz, como uma forma de promoção de um grande clube de remo como o Ginásio.

Se existiu conciliação de sucesso entre a carreira desportiva e académica, creio que a resposta é sim. Ora vejamos, quantos remadores é que conhece que entraram em medicina (e não foram poucos) e que continuaram a remar? Talvez não seja assim tão simples como faz parecer. Certo está na conta – demorei objectivamente mais um ano a concluir a licenciatura.

Pela sua definição de alta competição, informo-lhe que a vertente do treino está e esteve sempre presente. Sobre a participação, se considera que estar a qualquer custo num mundial e com expectativa de qualquer resultado nos transforma num atleta de alta competição; tenho que concordar consigo, não participo há algum tempo. A ultima presença pela selecção foi na Taça do mundo de Sevilha em 2001 e não 2000.

Sobre o sucesso em 2000. A imagem que quer fazer passar é distorcida. Deixe-me esclarecer. Em 2000 estive juntamente com mais alguns atletas a treinar afincadamente para qualificação olímpica, a qual não foi alcançada por escassos metros. A participação no mundial foi a escassas 2 semanas após a regata de qualificação, com outra tripulação e outro tipo de barco. Não desculpando um 10º lugar (que para mim é uma má posição – embora pergunto quantos resultados melhores em Campeonatos do Mundo Sénior desde esse ano?) creio que será correcto não esquecer o resultado da equipa que esteve mais próxima da qualificação olímpica desde 1996 (relembre-se que nesse ano a participação foi por convite), ou até 1992 para alguns.

A interrupção da minha participação na modalidade enquanto atleta foi só de um ano e não dois. Acredito que seja importante referir que, durante esse período, estive envolvido numa das duas listas candidatas à Federação Portuguesa de Remo, como candidato à vice-presidência, tentando mostrar um projecto de desenvolvimento sustentado da modalidade, abarcando também a alta-competição. Esse processo de campanha naturalmente ocupa todo o tempo disponível.
Pergunto-lhe se conhece alguém que conseguindo resultados (e não participações) internacionais na nossa modalidade, que conclua um curso superior exigente? A resposta que fornecia durante esse período eleitoral e que ainda acredito é que não. As estruturas federativas tem é de fornecer suporte aos atletas para que, quando abandonem a alta esfera da competição, disponham de uma base segura para desenvolver a sua vida. Isso implica sinceridade (algo raro) para com os atletas: os cursos demoram mais tempo quando se rema e treina a sério.

Não me considero nem estrela, nem vedeta, todavia, estranho quando refere “ter tido” uma carreira de sucesso como seja não tivesse futuro na modalidade.

Interrogo-me e parece-me, no mínimo, curioso o facto de lhe custar ver tanta distorção da realidade e só ter reagido nesta altura. No entanto, embora atrasado, saúdo-o nesta sua intervenção cívica com vista à melhoria da modalidade.

AA

Fricassé à moda da casa

Antes de iniciar este “post”, gostaria de agradecer o comentário lisonjeador sobre a finalização da minha licenciatura.
A surpresa foi generalizada! A propósito fracasso da selecção nacional de hóquei em patins no passado Europeu, o secretário de estado da juventude e desporto, em jeito de equilíbrio cósmico, refere na edição de 28 de Julho de 2007 do Expresso: (…) A par deste definhamento (hóquei), há um surgimento fortíssimo do remo, da canoagem, do surf (…).

Do Remo? Estaria o secretário equivocado? Esperar-se-ia que houvesse mais informação a chegar à secretaria de estado, ou que os colaboradores estivessem mais atentos de modo a que não se venha a público perpetuar uma mentira que tem sido “cozinhada” em relação ao Remo nacional. Se o hóquei está a definhar, o remo está morto!

Um óbito confirmado e com sinais objectiváveis! Basta consultar as tabelas de resultados na página da federação internacional – http://www.fisa.org/.

Fortíssimo? Só se virarmos a tabela classificativa ao contrário! Infelizmente, a única coisa que está de pernas para o ar é a gestão da modalidade!

Continua a saga de resultados medíocres e expectativas megalómanas! Mais um triste exemplo, a participação no Campeonato do Mundo Sub-23 há apenas umas semanas atrás. A presença nacional “segurou” com toda a tranquilidade e destreza os últimos lugares da tabela classificativa, sendo o melhor resultado um 13º lugar, quando há bem pouco tempo atrás a meta proposta (e alcançada) era a final A (1º ao 6º lugar).

Ora, com tudo isto, é de questionar o porquê desta “cozinha criativa”? Quando tanta iguaria é prometida e só saem refogados carbonizados e carne mal passada, o “chefe” só não abandona porque deve estar agarrado às panelas e aos tachos.

AA

Ainda a Foto com História 11

Sexta-feira, Agosto 03, 2007

A nossa colega Alice Mano Carbonnier tambem acertou no politico.

Finalmente o Professor Fernando Miranda adivinhou qual era a segunda personagem e escreveu-nos:

"Pela forma aflita como a última personagem do lado esquerdo se degladia para se manter à tona de água, só pode ser o actual Presidente do Ginásio".

Esperamos agora um comentário do Eng. José Tomé a esta boca foleira...

Alta competição e carreira académica

Leio o vosso blogue de tempos a tempos, o qual me parece bem interessante. Li há pouco um post sobre o Artur Antunes e a sua licenciatura em Medicina, aliado a esse post colocaram a foto do titulo mundial e um comentário.Não ponho em causa o titulo mundial ou a sua carreira académica, nem menos que é possivel conciliar os dois com sucesso.

Exemplos há e deve haver bastantes.Agora tenho de discordar um pouco que no caso do Artur houve realmente essa conciliação de sucesso. Pois vejamos, o titulo foi em 1999 em junior e no remo quando entramos para a universidade já somos seniores!

Ele acabou o curso em 2007, o qual pelo que sei tem a duração de 6 anos, mais um menos outro nao interessa, provavelmente iniciou o curso em 2000.Se por alta-competição definirmos como treino para e participação em provas mundiais de alto nivel, e no nosso caso pela selecção, então a ultima participação do Artur foi em 2000, em LM4x.Tem continuado a remar, penso que até fez um intervalo de 1 ou 2 anos, mas não em alta competição.

Por isso, essa conciliação de sucesso foi eventualmente só em 2000. E se foi de sucesso não sabemos, pois no remo ficou em 10º no mundial e no curso não sei o seu sucesso.Dou-lhe os meus parabens pelo curso e pelos sucessos no remo, mas parece-me que o comentário do blog está um pouco desajustado, fazendo crer que se tratou realmente de tirar 1 curso ao mesmo tempo que teve uma carreira de sucesso internacionalmente ou que pelo menos treinou para isso. Também não afirmo que não tenha qualidade para ter tido uma carreira desportiva internacional bem sucedida, porque não acredito que o seu colega de 1999 fosse muito melhor que ele.

Envio este e-mail porque me custa ver o estado do remo nacional e ver que ainda se colocam noticias distorcidas da realidade, fazendo crer que somos só estrelas e vedetas. Não queiram ser como a FPRemo que faz artigos na revista Olimpo distorcendo tudo, fazendo crer os leitores que somos muito bons no remo...

Continuem a escrever que continuarei a ler.Abraços

jesilva@clix.pt