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PORTUGAL NO EUROBASKET - 07 - A CAMINHO DE SEVILHA

Terça-feira, Julho 31, 2007
Não indiferentes às polémicas que envolvem a modalidade neste defeso, os atletas lusos arrancaram na preparação da selecção nacional rumo a Sevilha. Tudo normal, se para além do tradicional entusiasmo destas ocasiões e total empenhamento de quem não quer ficar de fora dum evento desta natureza não fosse de realçar as palavras dos atletas que contrastam com as dos dirigentes, apelando eles sim, para a total concentração e ambição do grupo.

O que dizer da expressão dum atleta acabado de sair duma luta pela vida e regressado ao convívio dos colegas que afirma" ambiciono o apuramento para os jogos olímpicos" o que traduzido, significa ficar nos oito primeiros do Europeu. Paulo Cunha deu voz à ambição ilimitada de quem não teme nada nem ninguém no mundo basquetebolístico e não se referiu nem uma vírgula às lutas pela liderança do basquetebol.

Serão cerca de quarenta dias de preparação, oitenta treinos, 10 jogos-treino e viagens por Espanha, França e Alemanha, que antecederão a partida em 1 de Setembro rumo a Sevilha.
Todos sabem que só uma preparação cuidada e com forte oposição pode criar as bases para um comportamento positivo na final do Eurobasket-07. A equipa parte com o rótulo de outsider e todos vaticionam o afastamento na 1ª fase o grupo constituído, rejeita claramente essa ideia e … vai á luta.

Grandes nomes europeus da NBA lá estarão, mas os nossos atletas pelo que afirmam, desejam esse confronto e preparam-se afincadamente para ele, o respeito pelos adversários existe, mas o maior respeito será por eles próprios e pelo percurso efectuado, pois afinal no basquetebol ainda vale muito vestir a camisola da selecção de Portugal.

Ninguém se preocupa no seio da selecção nacional a discutir o preço das ajudas de custo ou prémios da competição, afinal ainda somos diferentes apesar de pouco sermos notícia na imprensa diária.Sobrando diariamente as noticias das chegadas de "argentinos para o futebol", só lá mais para a frente na hora de partir com despesas à conta da FPB, os nossos escribas terão algum tempo para acompanhar o que se faz de positivo nas outras modalidades, afinal é o que temos de cultura desportiva...

OS

Liga, Proliga e fantasias...

Domingo, Julho 29, 2007
Ao longo de 12 edições, participaram no Campeonato da Liga Profissional de Basquetebol, 25 clubes.

Restam 7, sendo que as 18 desistências, entre as quais as de 3 campeões, foram provenientes na sua esmagadora maioria de descalabro financeiro.

Várias vezes o Ginásio alertou para as autênticas loucuras que estavam a ser cometidas, das quais o paradigma foi um clube ( supomos não ser necessário dizer qual ) que nas últimas 4 épocas contratou...49 estrangeiros!

Depois da casa roubada trancas à porta...e este ano a caução obrigatória baixou de valor, o número de estrangeiros admitidos passou de 5 para 4, não vai ser possível contratar estrangeiros - prática habitual dos mais fortes, pelo menos em dívidas... - após 31 de Janeiro.

E o próximo Campeonato lá vai avançar reduzido ao mínimo possível, os 7 sobreviventes mais o Vagos, candidato que apareceu... por conveniente milagre!

Tudo aponta para a necessidade de um entendimento sério entre a Liga e a Federação, em cujo Campeonato dito amador (a Proliga) abundam os profissionais, encapotados ou não...deixemo-nos de fantasias!

JS

Doping e ciclismo

Sábado, Julho 28, 2007
Com o Verão chegam também as provas clássicas do ciclismo. A reboque, chegam os grande escândalos do doping e os aspectos a ele associados.

Aparecem então os grandes dedos acusadores, liderados pela comunicação social, apontando este ciclista ou aquela equipa que recorreram a métodos considerados ilícitos. Grandes justiceiros defensores da moral pública clamando pela verdade desportiva.

Nunca os ouvi uma proposta para alteração das condições em que estas provas de realizam. Se não vejamos: decorrem no pico do verão; acontecem nas horas de maior calor (entre as 12 e as 16 horas); prolongam-se por vários dias (quase sempre cerca de duas semanas); sempre com elevado nível competitivo.

Isto é humanamente possível?
Conhecendo minimamente o funcionamento do organismo humano, diremos que é impossível. Pelo menos sem as famosas ajudas ergogénicas, uma mais legais do que outras.

Então porquê este modelo?
Porque é o que vende. É uma questão de marketing. São as equipas patrocinadoras que pretendem ver o retorno do seu investimento, são as televisões e jornais (muitas vezes pertencentes a grupos económicos que também são patrocinadores) que pretendem manter níveis elevados de audiências, é uma imagem de sucesso a defender e a preservar…

Sobra o ciclista.
Não pode defraudar os fãs e principalmente os patrocinadores. Numa verdadeira corrida entre rato e gato, tentando descobrir o meio e método eficaz mas evitando ser apanhado.
É ser herói até cair nas malhas de um controlo mais recente.
É ser herói até um dia ser réu e vítima.

EP

Formação de treinadores…e agora?

Sexta-feira, Julho 27, 2007
Sempre foi por todos reconhecido, que um dos principais factores de desenvolvimento do desporto é a qualidade dos treinadores que nele participam.

Confirmando o que atrás está escrito, trago à memória que logo nos primeiros governos constitucionais foi publicada legislação (Decreto-Lei 553/77) que atribuía ao Estado a responsabilidade pela “formação de quadros técnicos desportivos, com excepção de professores de Educação Física”, e assim continuou até que, em contraponto com este modelo de gestão surgiram, em 1991, os Decretos-Lei nº 350/91 e 351/91, datados de 19 de Setembro, que passaram a responsabilizar as federações desportivas por esta formação, alheando-se o Estado deste processo.

Todavia, após a experiência vivida com a aplicação destes dois modelos de responsabilização, chegou-se à conclusão que a legislação que vigorava já não correspondia às expectativas, daí que tivesse surgido, a 15 de Outubro de 1999, o Decreto-Lei nº 407/99, o qual passou a enquadrar a formação de treinadores no âmbito da formação profissional inserida no mercado de emprego.

A regulamentação, que está a decorrer, do diploma que estabelece o regime jurídico da formação desportiva, tem de considerar as directivas que a Comunidade Europeia divulgou em 1992, no que se refere ao reconhecimento das formações profissionais e, entre nós, o despacho conjunto nº 553/2004 que criou os Cursos de Educação e Formação para jovens, mais a qualificação de treinadores no quadro do Processo de Copenhaga e de Bolonha, e ainda a European Qualification Framework (EQF) e o European Credit System for Vocational Education and Training (ECSVET).

Esta mutação de esquema formativo, acontece num período da nossa vida colectiva em que, na função pública, o novo regime de vínculos e carreiras dá mais relevância à experiência profissional do que acontecia anteriormente, e no IEFP (Instituto de Emprego e Formação Profissional) decorre o Reconhecimento e Validação de Competências na esfera da Iniciativa Novas Oportunidades.

Por tudo isto, é desejável que a velha querela entre “treinadores de balneário” e “treinadores académicos ou cientistas” deixe de existir ou, pelo menos, seja relativizada, e que as associações de treinadores discutam este assunto sem “ tiques corporativos”.

Apesar de todos os esforços e iniciativas até agora desencadeadas, continua ainda distante o momento que nos permita estar satisfeitos com o número de praticantes e os resultados desportivos alcançados internacionalmente, daí que, no meu entendimento, um tema desta magnitude deva ser discutido pelo maior número possível de agentes desportivos nele envolvidos.

Recordo também que o nosso tecido desportivo não é só os grandes clubes e as associações desportivas citadinas, mas também todos os outros que existem no nosso espaço geográfico, que se dedicam às mais variadas práticas desportivas, destinadas a diferentes público-alvo.

Lembro ainda que é importante que se valorize a formação contínua, nas competências pedagógicas, psicossociais e técnicas, se quisermos ter, no futuro, um número maior de treinadores qualificados.

Isto tudo a bem do desporto e a bem de todos nós.

FE

FERNANDO MIRANDA ADIVINHOU METADE...

Quarta-feira, Julho 25, 2007

A propósito desta foto com história (nº 11), o Prof. Fernando Miranda enviou-nos um mail e acertou ... pois o político é o Dr. José Lamego (à direita ... na fotografia).


Mas ainda ninguém adivinhou a identidade do conhecido dirigente desportivo ... e é bastante mais fácil, até pela proximidade...

FOTOS COM HISTÓRIA (12)

Terça-feira, Julho 24, 2007
Clique para aumentar a imagem


Foi o único título mundial de Remo até hoje conquistado por Portugal: em 1999, na Bulgária, double-scull juniores.
No pódio, Bruno Antunes e Artur Antunes (à esq.), que esta semana se licenciou em Medicina na Universidade do Porto, motivo para associar à foto os parabéns dos colegas deste Blogue.
Um bom exemplo de que é possível conciliar a alta competição com uma carreira académica de sucesso.

A Bicicleta e a sua História, de Alves Barbosa


Fotos com história (11)

Quinta-feira, Julho 19, 2007


Nadadores do Ginásio na transição dos anos 60 para os 70: um deles é hoje um político conhecido a nível nacional, outro é há bastantes anos um apreciado dirigente desportivo. Se não conseguem adivinhar quem são, qualquer dia dizemos...

A TRANSPARÊNCIA

Sexta-feira, Julho 13, 2007
O período do defeso futebolístico é, por regra, propício aos mais desregrados jogos de bastidores e de pressão para a valorização dos jogadores para eventuais transferências de clube.

Por regra também, valorização artificial feita, as mais das vezes, através de notícias falsas, de inventados interessados, de inventadas ofertas milionárias pelo jogador, etc, etc.

Desde já convém dizer que nesse “jogo” artificial formam parte activa jornalistas pagos, repito!, pagos por empresários e clubes!

Os mesmos que, mais tarde, candidamente, assinam editoriais clamando pela transparência no futebol.

A novidade porém do defeso futebolístico de 2007 foi a das OPA sobre a SAD benfiquista.

Novidade apenas no objecto da oferta, porque os métodos foram os vulgares “bluff” típicos da oferta sobre jogadores que acima referi.

Joe Berardo regista uma OPA mantendo o preço de 3.5 euros por acção, mas diz aos sócios benfiquistas para não venderem porque perdem dinheiro…!

Pereira Coutinho anuncia uma OPA diversa, sem nomes, preços, etc, etc…

A CMVM investiga o bluff!

Curiosamente, ou talvez não, estas situações acontecem no clube cujo presidente passou a época a gritar, o mais alto que podia, pela transparência…!

Como por norma acontece a quem muito alto chama por virtude em casa alheia, melhor seria por casa: transparência precisa-se!

JG

Quanto custou "aquela merda"

Quarta-feira, Julho 11, 2007
Almoçando eu na Cervejaria da Trindade, em Lisboa, a 15 de Junho de 2007, sentou-se na mesa em frente um ex-Ministro da Economia de um ex-Governo da Nação, o qual, para gozo e gargalhada gerais, proferiu, alto e bom som, a sobredita expressão.

"A coisa" cujo custo questionava era o estudo do aeroporto alternativo patrocinado pela CIP, sendo que não é meu propósito comentar aquela "coisa".

Mas a propósito da sobredita lembrei-me que idêntica pergunta se deveria fazer depois das prestações das selecções nacionais de futebol sub-21 e hóquei em patins.

Não é obrigatório ganhar sempre, mas é obrigatório jogar mais e melhor.

Não é obrigatório ganhar sempre, mas é forçoso que os treinadores sejam mais exigentes e se não contentem com o sexto lugar.

Não é obrigatório ganhar sempre, mas é imperioso acabar com as queixas das arbitragens - José Couceiro - e da organização - Paulo Batista!

Não é obrigatório ganhar sempre, mas exige-se maior empenho.

As prestações de uma e da outra foram de total inépcia, enfim, duma acabada e vil tristeza.

Dá pois vontade de reproduzir o ex-Ministro questionando: e quanto custou "aquela merda"!

JG

P.S.: para não variar a selecção nacional de futebol sub-20 no Mundial do Canadá prossegue o trilho Couceiro de péssimos resultados e exibições.

Quanto custou pois mais esta coisa!

Carga horária da Educação Física

Quinta-feira, Julho 05, 2007
Os planos de estudos do ensino secundário actualmente em vigor, criados pelo Decreto-Lei n.º 74/2004 e alterado pelo Decreto-Lei n.º 24/2006, sofreram um novo reajustamento de cariz curricular que, segundo o Ministério da Educação, sairá brevemente em Decreto-Lei já aprovado em Conselho de Ministros.

Um desses reajustamentos diz respeito à disciplina de Educação Física.
É posto fim à redução da carga horária semanal na disciplina de Educação Física, por se considerar estarem reunidas as condições logísticas para que esta disciplina funcione com duas unidades lectivas semanais.

Recorde-se que as diferentes Portarias que regulamentam os diferentes planos de estudos do ensino secundário possibilitavam às direcções das escolas secundárias a redução da carga horária na disciplina de Educação Física. Assim os 180 minutos previstos nos respectivos planos de estudo podiam ficar reduzidos a metade.

A justificação desta medida podia basear-se nas dificuldades em assegurar as condições físicas, humanas e organizacionais para a leccionação da disciplina. Ora, uma reflexão mesmo que ligeira, sobre estes argumentos leva-nos a concluir que era relativamente fácil a uma escola reduzir a carga horária da disciplina. Aliás, são conhecidos entre os profissionais desta área, casos de escolas com excelentes condições para a leccionação da disciplina e que no entanto, baseando-se nos argumentos acima referidos, mantinham uma carga horária reduzida.

Sabendo-se que os alunos deste grau de ensino discutem à centésima a entrada no curso superior pretendido, estamos perante um caso de desigualdade de condições na frequência do ensino secundário, já que a carga horária semanal total era diferente.

Mas este é apenas um argumento marginal.

Estamos certos que os alunos mais prejudicados foram aqueles que durante parte, senão todo, o percurso escolar do ensino secundário tiveram menos horas nesta disciplina com as consequências daí decorrentes. Num tempo em que se realça o perigo da obesidade e do sedentarismo nos jovens, a estratégia seguida por essas escolas estava errada.

Não faltaram alertas dos profissionais da área.

Faltava a imposição superior.

EP

Desabafo de um adepto de futebol

Terça-feira, Julho 03, 2007
Para além de muitas outras, que me dispenso de enumerar por demasiado evidentes, o bom senso é definitivamente qualidade que não abunda entre os dirigentes do nosso futebol.

Só assim se pode interpretar o anúncio de que vai ser estudada, um ano após a redução para 16, a possibilidade de aumentar novamente para 18 o número de clubes participantes na 1ª Liga.

Na realidade, face aos antecedentes próximos, desde os elefantes brancos do Europeu até à situação de endividamento e mesmo falência de muitos clubes, passando pelas escassas assistências aos jogos, tudo aponta, isso sim, para a racionalidade de reduzir para 14!

Mas decididamente não há nada a fazer com esta gente, que continua a sua fuga para a frente, enquanto vai procurando, de uma forma ou doutra, sacar o erário público...

JS

Desporto e Turismo

Domingo, Julho 01, 2007
Hoje em dia, a actividade turística já não vive de um único segmento de promoção. Todos sabemos quanto a actividade física e o desporto informal são uma componente importante na definição de destinos de férias quer de públicos jovens quer de outros de nível etário mais avançado. A Figueira tem algumas condições naturais e de desenho urbano que, bem trabalhadas, poderiam constituir um recurso promocional significativo. Que localidades podem ostentar um naipe tão variado de opções, desde o rio e mar para diversos desportos náuticos, às longas calçadas ao longo da costa, às ciclovias, aos caminhos pedestres, de cariz ecológico, na Serra ou nos campos do Mondego e mesmo ao nosso extenso areal ? Falta uma boa piscina pública, claro, bem como um imaginativo programa de eventos e de apoio ao desporto informal para as famílias. No entanto, o Baixo Mondego em geral e particularamente a Figueira têm potencialidades que podem desenvolver sem grandes custos e fazer delas um cartaz turístico único.
Mas, ao observarmos os vários suportes de divulgação que proliferam nesta época do ano, essa vertente de férias na Figueira, não tem o destaque merecido.
É uma oportunidade desperdiçada e, afinal, ao alcance das nossas mãos!...

P.M.B.