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AGARRA QUE É LADRÃO

Quinta-feira, Maio 31, 2007

Nunca tinha assistido a um roubo feito de forma tão descarada!!!

Os quatro bandidos,à vista de todos (ou pelo menos dos que quiseram ver) tomaram de assalto o título de campeões nacionais de quadri scull absoluto. E ainda conseguiram escapar às lanchas perseguidoras das autoridades, que já anteriormente tinham causado graves danos noutras embarcações da mesma organização, impedindo o furto de mais títulos.

O grupo foi visto pela ultima vez no local do crime, na pista de remo de Montemor-o-Velho envergando equipamentos de côr vermelha, numa embarcação de côr amarela e gritando loucamente GINÁSIO, desapareceram no horizonte sem deixar rasto.

Fazemos um apelo a quem tenha preciosas informações acerca do paradeiro deste grupo de meliantes, que informe as autoridades (!) responsáveis (que ainda se encontram na mesma pista a avaliar pistas). Para que sejam recuperadas as valiosas medalhas e o respectivo título.

Não podemos ficar estáticos perante uma pouca vergonha destas. Estes bandidos não ficarão impunes.


Mário Miguel Veneza

Fotos com História (9)

Quarta-feira, Maio 30, 2007

10 de Junho de 1944: na inauguração do Estádio Nacional, o Ginásio esteve representado pelo saudoso Esaú Mário Jorge (2º a contar da direita), grande exemplo de dedicação ao clube, como atleta e treinador.

Punível por lei!

Meus caros “expulsos”, isto de passear por aí a agredir os outros tem de acabar! Numa sociedade que se diz civilizada existem certos comportamentos que obrigam ao repúdio unânime – não se podem tolerar!

Cá está – os três indesejáveis criminosos retomaram, após um período de reflexão compreensível (tal foi o safanão), as suas actividades ilícitas. Iniciaram assim, nas instalações do Ginásio Clube Figueirense – co-autor material dos factos – a preparação de mais um plano maquiavélico! Em apenas dez semanas, aliás, uma semana em conjunto (na embarcação) com mais um cúmplice, os “expulsos” da selecção nacional conseguiram vencer, de forma categórica, o título de campeão nacional de “quadri-scull” em representação do ginásio.

Mais um enigmático quebra-cabeças! Então estes “dispensáveis” afinal até conquistam títulos nacionais?

Arrastada que está a resolução do seu processo com a Federação Portuguesa de Remo e os responsáveis da “alta” competição, aliada à pouca vontade destes em assumir o infeliz, ilegal e grave erro, acreditamos que vê-los de medalha dourada ao peito terá sido uma atroz e quase desumana agressão.

Nível de violência intolerável para esta modalidade – chamem a APAV!


AA

"Faits divers" ou não

Terça-feira, Maio 29, 2007
Ao criar uma mentira, aliás, uma “verdade à nossa maneira” geralmente, e em jeito de juízo final, no seu devido tempo tudo é descoberto – bem diz a sabedoria popular que mais depressa que apanha um mentiroso…

Ao folhear por entre as páginas da revista do comité olímpico português – Olimpo (edição nº123) , qual espanto ao verificar que a “pequena” modalidade do Remo, com cerca de 1300 atletas federados é a terceira em termos de atletas pré-olimpicos para Pequim 2008 , só ultrapassada pela natação e pelo atletismo. Tanto talento reunido só poderá ser obra dos deuses!

Estranho! Muito estranho!

Algo não está bem! Ao lermos mais sobre o centro de “alto rendimento” do Pocinho e as qualidades herculinas dos membros integrados no processo pré-olimpico, somos confrontados com um belo e floreado romance. Infelizmente vazio de sentido e bom-senso!

Vejamos : se o Remo nacional não está representado nos Jogos Olimpicos desde 1996 (com um 15º lugar entre cerca de 20 equipas) e, se nas ultimas edições dos campeonatos mundiais, as equipas nacionais (que irão tentar o apuramento este ano) têm ficado bem longe dos lugares de qualificação olímpica – alguém está a tentar iludir outrem. Um belo e provavelmente infrutífero acto de marketing barato.

Será oportuno pedir que se pare com esta bola de neve que há muito vem sendo criada, porque ao deslizar desenfreada pela montanha destruirá tudo quanto encontre no caminho – ou será esse o efeito pertendido?

AA

Desporto e Empresas

Domingo, Maio 27, 2007
Uma das minhas recentes leituras foi o livro de Tomaz Morais em co-autoria com o jornalista Carlos Filipe Mendonça com o título “Compromisso: nunca desistir”.

Para quem não sabe, Tomaz Morais é o actual responsável pelo rugby nacional, tendo nos últimos anos conquistado títulos até agora considerados impossíveis. Em apenas três anos conseguiu fazer o rugby nacional subir do 30º lugar do ranking mundial para a 15ª posição.

Este ano ficou responsável pela formação dos quadros e técnicos da Sporting SAD nas áreas de liderança, motivação, comunicação e condução de equipas.
Os seus êxitos têm sido motivo para ser solicitado para ajudar as empresas e os seus executivos a perceberem que a justificação dos sucessos da selecção de rugby podem ser aplicados a qualquer organização, com resultados também positivos. É do que o livro nos fala: de organização, determinação, capacidade de liderar criando confiança, muito trabalho e perseverança. A fórmula mágica, revelada neste livro, afinal tem muito suor, o que por vezes não é muito fácil de aceitar.

O curioso é que descobri este livro numa grande livraria nacional, não na secção de desporto, mas na secção de gestão e economia.
Apesar de nem sempre ser assim, o desporto ainda continua a ser uma escola.

EP

PALAVRA DE HONRA!

Quinta-feira, Maio 24, 2007
O Presidente do Lixa anunciou que o clube vai processar o Município de Felgueiras por incumprimento da autarquia, diz, de um contrato de publicidade, “apalavrado” no início da época 2006/07.

Mais diz aquele Presidente que “vai para os tribunais para repor a verdade e a legalidade e provar que as pessoas da política devem manter a palavra”.

Ora a questão que merece o meu comentário é justamente esta última – honrar a palavra dada! – que não a de saber quem tem razão no caso.

E a primeira nota é para dizer que não alinho com o comentário fácil e comum, que também está expresso na declaração do Presidente do Lixa, de que as pessoas da política não têm palavra.

Não creio que seja próprio do político a mentira, a omissão, o dar o dito por não dito, bem ao invés, ainda quero crer que o eleitor penalizará, em última instância, o político da trapaça e do logro!

Ainda quero crer que a actividade política é de serviço público, logo nobre!, logo honrada! Logo de palavra!

Não desconheço os exemplos contrários e, no caso, não esqueço o que se passa com a Presidente da Câmara de Felgueiras!

Mas a verdade é que a dominante, no futebol, tem sido a inversa, ou seja, a regra é a de que o que hoje é verdade, amanhã é mentira – assim o explicitou Pimenta Machado e os demais, parece, com generalizada aprovação, fizeram sua aquela máxima!

A excepção no futebol parece ser, pois, a do cumprimento da palavra, lamentavelmente!

Não pretendo fazer a avaliação do cumprimento da palavra dada na política e no futebol, menos ainda, a avaliação relativa dos dois sectores.

Queria lembrar que, como habitualmente, quem muito berra, e clama contra o outro, evita que se avalie a sua conduta.

Queria lembrar que a palavra, e o honrar da palavra, é um valor social que marca a sociedade em todas as suas actividades, sem excepção alguma!

E sendo valor social a preservar então que papel exemplar não terá o político de palavra e que palavra não terá o desporto na educação dos jovens também para a honra da palavra dada!

JG

O estádio náutico deste povo que lava no rio… e que não se governa nem se deixa governar (2)

Sexta-feira, Maio 18, 2007
Os anos foram passando, até que no Congresso Extraordinário da Federação Internacional que teve lugar em Sidney, no início de 1997, são aprovadas novas regras a que tem de obedecer a construção de estádios náuticos, sendo recomendado a todos os países que os viessem a construir, um cuidado especial na observância das mesmas, pois investimentos desta grandeza implicam recursos financeiros elevados, e as regatas de Campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos só poderão ter lugar em concordância com esses requisitos.

Tendo em conta estas novas exigências, os presidentes das Câmaras de Montemor – o - Velho e de Aveiro, respectivamente em 1997 e em 1998, avançaram com os projectos de construção de pistas de remo e canoagem, solicitando a consultoria da federação internacional remo, recomendando esta a inclusão, no campo de regatas, de todas as infra-estruturas de um estádio náutico.

A canoagem passava, na altura, por um período difícil da sua vida federativa, e não acompanhou o processo como certamente seria seu desejo.

Com os habituais percalços e vicissitudes que envolvem empreendimentos desta natureza, no nosso país, concretizou-se parte do projecto de Montemor-O-Velho em 2002, e foi concluído o projecto de requalificação do Baixo Vouga, no qual se inclui a pista do Rio Novo de Príncipe, em 2004.

Tanto em Cacia, como em Montemor – o - Velho, foram enaltecidas estas características, junto da federação internacional: a proximidade dos aeroportos mais próximos – Porto e Lisboa -, o acesso aos mesmos através de auto-estrada com viagens de curta duração, a possibilidade de utilização de um canal suplementar para além dos 2000 metros regulamentares da distância de competição, a oferta de alojamento a preços de época baixa ou especiais, considerando a dimensão dos grupos e a ocupação hoteleira invernal.

Nos países ricos e desportivamente mais avançados da modalidade, e de acordo com o sistema de preparação desportiva implantado, já não se investe em estruturas fixas de alojamento, dados os custos que representam a sua construção e manutenção.

Feita esta resenha histórica com os factos que considero mais relevantes, chegamos a 2007, o que quer dizer que já passaram mais de 50 anos sobre a manifestação popular que teve lugar em Aveiro, junto aos Paços do Concelho, a pedir uma pista náutica, e cinco sobre a realização em Montemor – o - Velho da Coupe de la Jeunesse (organização da qual são membros 12 países europeus, incluindo Portugal).

É, pois, oportuno, reflectir sobre a situação presente:

- o estádio náutico de Montemor – o - Velho ainda não foi concluído, e a degradação da balizagem que lá foi instalada é bem visível

-a execução do projecto da pista do Rio Novo de Príncipe ainda não teve início

-os praticantes das selecções nacionais, entre outras, Polónia, Noruega, Suécia, Holanda, Dinamarca, Rússia continuam a estagiar em Portugal, nomeadamente em Ferreira do Zêzere, Avis e Pocinho

-a FP de Remo, centralizou as suas actividades, considero que a título precário, no Pocinho

Considerando que as federações desportivas são independentes do Estado, dos partidos políticos e das instituições religiosas e desenvolvem as suas actividades de acordo com os princípios da liberdade, da democraticidade e da representatividade;

Lembrando que o preceito constitucional que está subjacente à representatividade, é aquele que fomenta a opinião de todos os interessados nas decisões que lhes digam respeito, já que representar é falar em nome das outras pessoas como se fossem elas a falar;

Conclui-se que, dada a diversidades das iniciativas em curso, as gentes do remo terão de decidir, no futuro próximo, sobre a melhor afectação dos recursos financeiros que forem consignados a esta área estratégica do seu desenvolvimento.

Isto significa que, sendo necessário um parecer e/ou vínculo federativo, só uma assembleia - geral, convocada para o efeito, poderá deliberar sobre o assunto, já que os órgãos presidente e direcção não têm competência para o fazer.

Antes de terminar, e depois de tantos esforços, por tão longo período de tempo, é altura de relembrar a letra do fado “Povo que lavas no rio as tábuas do teu caixão …” ou então o general romano que combateu na Lusitânia e que enviou para Roma esta mensagem, hoje célebre: “Este povo não se governa nem se deixa governar “.

FE

O estádio náutico deste povo que lava no rio… e que não se governa nem se deixa governar (1)

Quarta-feira, Maio 16, 2007
Por mero acaso, ouvi há poucos dias na televisão, um representante da Câmara Municipal de Abrantes, falar na instalação de um dique insuflável que, barrando as águas do rio, permite a formação de um extenso plano de água, propício à prática de diferentes desportos, incluindo o remo.

E mais perplexo fiquei, quando esse político falou da previsível e desejável vinda de remadores nórdicos, durante o Inverno, a essa barragem, atendendo a que nesses países os rios e os lagos estão gelados durante esse período do ano, facto que impede a prática da modalidade no seu ambiente natural. Não sendo vulgares competições de remo na área da administração autárquica de Abrantes, a minha surpresa cresceu com esta declaração.

A propósito disto, e por admirar muito aqueles que, nos últimos decénios, lutaram pela existência de um estádio náutico da modalidade, vou aproveitar este meio para, de uma forma muito resumida, vos dar conta dos avanços e recuos que ocorreram no tempo, relacionados com as pistas de remo.

Comecemos então pela antiguidade do remo como desporto, que se organizou em federação internacional em 1892, e que, em Portugal, a Federação Portuguesa do Remo existe desde Abril de 1920, sendo a sétima mais antiga no nosso país. Antes dela, só o ciclismo (1899) , o tiro (1902), o automobilismo e karting (1903), a aeronáutica (1909), o box e o futebol (1914) faziam parte do grupo das nossas federações desportivas.

Apesar desta longevidade, constata-se que nenhum dos campos de regatas que utilizamos no nosso país, obedece aos requisitos mínimos exigidos para organizar uma grande competição internacional.

Por este motivo, e de modo a permitir aos participantes as melhores condições para se disputarem as regatas mais importantes do seu calendário, diferentes gerações de dirigentes federativos fizeram disputar os campeonatos nacionais (de periodicidade anual) em diversos locais do país, deslocando-se, para o efeito, do litoral para o interior, de norte para sul, chegando-se até a balizar, de uma forma embrionária, nos anos oitenta, a lagoa do Bom Sucesso, perto de Óbidos, reunindo-se, para o efeito, sinergias, e um esforço louvável dos autarcas locais e de alguns entusiastas da modalidade.

Chegado aqui, trago à memória, que foi a partir das presenças olímpicas portuguesas em 1948 e 1952, com delegações numerosas de remadores, que o Rio Novo de Príncipe, em Cacia, Aveiro, passou a atrair as atenções e a catalisar a unanimidade de opiniões sobre o local de construção do estádio náutico do remo português.

Diversas iniciativas foram levadas a cabo, a partir de 1953, que se revelaram infrutíferas, até que, na década de 70, este local passou a ser progressivamente abandonado pelos responsáveis políticos e desportivos.


Acrescento a isto que, a 19 de Fevereiro de 1988, teve lugar no Governo Civil de Aveiro, uma reunião entre as autoridades da cidade e os dirigentes e técnicos da Federação de Remo, tendo em vista a construção de um pista artificial, na freguesia de Eixo, situada entre Aveiro e Águeda.

Este encontro atesta que o Rio Novo de Príncipe tinha perdido actualidade, e saliento que este novo projecto considerava, também, como objectivo, atrair os remadores dos países com rios e lagos gelados durante o Inverno, exactamente como hoje pretendem os promotores do dique insuflável da autarquia de Abrantes.

(continua)

FE

COMUNICADO DA DIRECÇÃO DO GINÁSIO

Terça-feira, Maio 15, 2007

A Direcção do Ginásio Clube Figueirense congratula-se com o grande êxito da visita de Sua Exa. o Secretário de Estado do Desporto, passo decisivo para a construção da nova Piscina que vai servir a população da Figueira da Foz.
Mas vê-se obrigada a repudiar inteiramente as várias tentativas, claras ou encapotadas, de ensombrar e perturbar o normal decorrer da referida visita, esclarecendo o seguinte:

O terreno no qual vai ser construída a Piscina é propriedade plena do Ginásio Clube Figueirense, ao qual foi doado pelo Município, anterior proprietário, com essa finalidade, após deliberação por unanimidade da Câmara Municipal.

A escritura respectiva foi celebrada em 24/05/2004, acto devidamente publicitado por várias formas, entre as quais um “out-door” bem visível no local há mais de dois anos, e a propriedade está inscrita nas Finanças com o artigo matricial 3519.

A Carreira de Tiro ali implantada, actualmente em plena zona urbana, teve durante anos utilização meramente ocasional, estranhamente, ou talvez não… reactivada recentemente.
Só por má fé se pode afirmar que “nunca se foi avisado ou notificado sobre este assunto por quem quer que seja”, quando são conhecidas as reuniões e contactos com a Câmara Municipal exactamente sobre este assunto, e também a disponibilização por esta de uma alternativa na Carreira de Tiro do Centro de Formação da GNR (ex-EPST), que a Câmara há pouco tempo beneficiou.

Como se torna no mínimo ridículo declarar que a anunciada providência cautelar contra a Câmara e o Ginásio “não pretende ferir susceptibilidades às duas instituições”!

Na realidade, sentimo-nos não só feridos como ofendidos.

Pelo que devemos deixar também muito claro o seguinte:

O Ginásio Clube Figueirense orgulha-se de sempre ter utilizado os terrenos que lhe foram cedidos pela Autarquia, para construir infraestruturas destinadas ao serviço da cidade, e nunca os vendeu com outras finalidades.

Muitas vezes abdicámos de melhores resultados desportivos para podermos cumprir (caso do Pavilhão) os nossos compromissos para com a comunidade figueirense.

Haja quem possa dizer o mesmo!

13 de Maio de 2007
A Direcção do Ginásio Clube Figueirense

Usocapião

Sábado, Maio 12, 2007
Usocapião é, para mim, a figura jurídica mais imbuída de arcaísmo e a que mais nos revela uma sociedade pouco eficiente face ao abuso da norma. Acoberta, na névoa do tempo, actos pouco aceitáveis que, apenas pelo passar dos dias, se tornam lícitos. Favorece os prevaricadores, os oportunistas e os que, sibilinamente, tratam da sua vidinha sem acautelarem as consequências públicas das suas acções.
Se na vida civil tal formulação jurídica me causa engulhos, então quando falamos de actividades de interesse colectivo como deveria ser o desporto, a evocação do direito de usocapião cheira-me ao mais desbragado "xico-espertismo".
No dia em que se lança a primeira pedra na construção da nova piscina do Ginásio que é o mesmo que dizer que falamos de futuro, coragem e serviço público, há quem ouse buscar, nas caves bafientas da Lei, velhos modos de exibição de mazelas de cotovelo! Deplorável.
PMB

A diferença

Sexta-feira, Maio 04, 2007
Barcelona, 27 de Abril

Leio o “Sport”, diário desportivo catalão.
Mesmo no dia seguinte à sensacional vitória europeia do Espanhol, o futebol não excede 50 % da edição.
Nas restantes páginas, a surpresa: o suplemento (semanal) de oito páginas … oito! inteiramente dedicadas ao Desporto Escolar.
Através do qual fiquei a saber que uma equipa de Basquetebol profissional (Ricoh Maresa, presentemente na LEB1, com possibilidades de subir à Liga principal, ACB, onde já militou) programa desde há dez anos (!) um dia semanal para visitar Escolas da região, de todos os graus de Ensino.
Que diferença para os flashes mediáticos que algumas das nossas equipas profissionais ensaiam uma ou duas vezes por época, fazendo de conta que colaboram na promoção desportiva da juventude….

JS

EDUCAÇÃO E OBESIDADE

Quinta-feira, Maio 03, 2007
No último “Prós e Contras” da RTP esteve em debate a obesidade.

Discutiram-se números, percentagens e estratégias de combate à obesidade. Como é hábito naquele programa, falaram muitos especialistas. Exigiram-se por parte do governo novas políticas e novos planos de acção. Reclamou-se mais uma vez pela responsabilidade da escola – sempre a escola.
Então, e o papel dos pais?
“Ah! Isso é muito difícil”! Comentou-se.

Um desses especialistas em cuidar da gordurinha alheia, admitiu ser muito difícil quando se tratava dos seus anafadinhos filhos.
Sabemos que a organização social que hoje impera, deixa pouco tempo aos pais para a educação dos seus filhos. Quando estão com eles, tentam aproveitar esse pouco tempo de uma forma mais prazenteira, evitando o desgaste e imposição de regras por vezes pouco agradáveis e simpáticas.

Na nossa actividade profissional, quantas vezes nos deparamos com jovens que não gostam de comer uma peça de fruta, um legume, uma salada.
Isto só se consegue com trabalho de casa.

Trabalho persistente.

EP