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Em defesa da Educação Física e do Desporto

Quinta-feira, Março 29, 2007
A propósito da avaliação da educação física e do seu impacto no acesso ao ensino superior transcrevemos um comunicado da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto.

COMUNICADO
O Decreto-Lei nº 74/2004 não prevê nenhum regime de excepção para a avaliação da disciplina de Educação Física, pelo que esta passou a ser contabilizada no cálculo para a média de ingresso no ensino superior. Todavia, ultimamente têm-se levantado várias vozes tentando contrariar a legislação, no seguimento das recentes recomendações do GAAIRES (Grupo de Avaliação e Acompanhamento da Implementação da Reforma do Ensino Secundário). Para além de algumas Associações de Pais, que propõem pura e simplesmente abolir a classificação da disciplina de Educação Física, surgiu uma proposta para que se considere a possibilidade dos alunos optarem, ou não, por contabilizar esta disciplina na sua média de ingresso no ensino superior.

A Associação de Antigos Alunos da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto (AAA-FADEUP) vem por este meio manifestar o seu protesto perante esta tentativa de excepção e discriminação negativa para a disciplina de Educação Física e Desporto. A proposta em causa provocará seguramente nos alunos o decréscimo de investimento numa área em que se desenvolvem competências, aptidões, atitudes, princípios e valores, com elevados benefícios educativos e sociais situados muito para além da discussão acerca da média de ingresso no ensino superior.

Num mundo cada vez mais sedentarizado e dependente das tecnologias, os ataques à Educação Física e ao Desporto, vindos de diferentes quadrantes e com formas diversas, só podem ser entendidos como sinais de retrocesso e de desconhecimento no tocante à necessidade de formação integral dos nossos jovens e de adopção de estilos de vida activos e saudáveis.

Sendo o Desporto e a Educação Física um valor universal e devendo por isso ser promovidos e respeitados, vimos apelar a todos - ligados ou não ao Desporto e à Educação Física, com ou sem responsabilidades politicas, praticantes desportivos ou não, com ou sem filhos prestes a ingressar no ensino superior - para que se juntem a nós neste protesto.

Porto, 16 de Março de 2007
A AAA-FADEUP

EP

A Piscina do Araújo...

Terça-feira, Março 27, 2007
A propósito de algumas fotografias com história aqui publicadas, lembrei-me da piscina do Sr. Araújo, num canto do paredão, junto à velha doca. A água captada na maré alta através de uma simples comporta de metal, umas bóias cor-de-laranja suspensas de uns arames esticados ao longo do tanque, um terraço com areia com dois chapéus de sol, um minúsculo balneário e uma vedação em rede era tudo quanto o necessário para funcionar, durante longos anos, aquele equipamento de iniciação à natação.
Hoje, tal não seria possível, por óbvia falta de condições de salubridade, por insuficiências de segurança e pelo amadorismo técnico que tudo aquilo (visto agora) denotava. No entanto, verdade seja dita, muitos aprenderam ali a nadar, sobretudo os que não tinham acesso à Piscina Praia, onde os professores Barrué e Pipa ensinavam, no Verão, os filhos das elites locais.
Passados uns 40 anos, a cidade da Figueira continua sem ter uma piscina olímpica municipal e, pasme-se, com menos estruturas adequadas à natação do que as que já existiram no passado. Para mim, que aí não moro, é um mistério de incapacidade colectiva cujas razões me custam a entender, tanto mais quanto comparada essa realidade, com o que se observa em inúmeras localidades de interior e de menor dimensão, que dispõem de modernos complexos de piscinas destinados à iniciação, manutenção e à competição, vertentes que os tanques construídos nas freguesias não abrangem.
A Qualidade de vida dos cidadãos e a atractividade da Figueira deverão passar, também, pela excelência dos seus espaços públicos de desporto e de lazer, numa estratégia de afirmação no quadro das cidades de média dimensão. Por isso, a construção de um moderno complexo de piscinas na cidade é um imperativo de desenvolvimento e não um investimento supérfulo.
As salutares exigências do tempo já não se compadecem com boas vontades improvisadas como o do Sr. Araújo.

P.M.B.

ZÉ TÓ (AINDA NÃO) É O BOSMAN PORTUGUÊS

Sexta-feira, Março 23, 2007
O Zé Tó, até aqui futebolista desconhecido, vem enchendo as páginas dos jornais desportivos, já que estes, na ânsia da venda, acabam de forjar o “Bosman Português” – que o próprio recusa! – na sequência de um Acórdão do S.T.J. que declarou nulos os números 1 e 2 da cláusula 50ª e o nº 1 da 52ª do CCT celebrado entre a Liga e o Sindicato dos Jogadores.

Na sequência o Zé Tó foi o pretexto para as mais apressadas, e por isso precipitadas e não fundadas, conclusões e generalizações dos escritores da Bola.

Tenho para mim, de há muito e independentemente daquela decisão do S.T.J., que as cláusulas de rescisão faraónicas, desproporcionadas dos valores das remunerações contratuais, eram nulas e de nenhum efeito, seja pelo seu carácter leonino, seja pelo ângulo da violação do direito ao trabalho e do princípio da liberdade de trabalho.

Mas, simultaneamente, sempre defendi também que este especial sector de actividade, o futebol profissional, tem as suas especificidades próprias e não se reconduz, sem mais, aos parâmetros e regras do direito laboral comum – basta pensar, por exemplo, nos horários deste “trabalho”, no “trabalho” nos dias de descanso semanal e feriados, no montante das remunerações, no “objecto” deste “trabalho”, etc., etc.

Por isso tenho as mais sérias dúvidas de que, sem mais, se possa afirmar, generalizando, o fim das “cláusulas de rescisão”.

Por isso tenho as mais sérias dúvidas, não obstante aquele Acórdão do S.T.J., de que o tecto da indemnização por rescisão contratual seja o montante das remunerações a auferir até final do contrato.

Creio que é a própria lei geral do trabalho que prevê ela também outras formas de indemnização de outros prejuízos e o futebol é pródigo em estabelecer “outras formas” de remuneração – prémios de subida, de não descida, de competições europeias … prémios de tudo e mais alguma coisa, “luvas”, direitos de imagem…

Creio pois que devemos ser mais prudentes na apreciação daquela decisão judicial não proclamando, desde já, a morte das cláusulas de rescisão.

Como prudente foi também o Zé Tó recusando, em públicas declarações, ser o “Bosman Português”.

JG

Portugueses em Melbourne


Em vésperas do Campeonato Mundial de Natação em Melbourne, o técnico Brito Rosa, treinador do nadador Tiago Venâncio, lamentou na imprensa o facto de não estar presente na Austrália a acompanhar directamente o seu nadador. Afirmou ainda que esse acompanhamento é feito telefonicamente.

Concordando que a estrutura técnica da Federação Portuguesa de Natação não recolhe consensos, sendo alvo de alguma polémica (os cargos de seleccionador e treinador nacionais são algo de inédito do nosso meio), não é menos verdade que esta situação já era conhecida a algum tempo.

Aliás, outros treinadores com mais do que um nadador também não acompanharam a selecção à Austrália.

Estranha-se por isso a oportunidade daquelas afirmações.

Neste momento, o mais importante é proporcionar aos atletas as melhores condições físicas e psicológicas para a obtenção do mais alto resultado. Por vezes pequenos pormenores podem ser o suficiente para destabilizar e prejudicar todo o trabalho realizado até ao momento.

Questões como as levantadas pelo técnico Brito Rosa são provavelmente legítimas, mas pecam pela sua oportunidade no tempo.

EP

FOTOS COM HISTÓRIA (6)

Segunda-feira, Março 19, 2007
Afinal nos anos 30 já eram moda fitas na cabeça, e as do Ginásio até tinham uma certa sofisticação.
Mas esta foto duma equipa feminina de Remo, na Avenida Saraiva de Carvalho, tem outra história…
As frondosas palmeiras que se vêem à direita definharam e passados poucos anos já lá não estavam.
Disseram as más línguas que, por incomodarem o movimento das embarcações do Posto Náutico para o rio, foram sendo tratadas com ácido sulfúrico…

Itália: (pelos piores motivos): agora a roda!

Quarta-feira, Março 14, 2007
Tratando-se, este, de um espaço desportivo dei voltas para “dar a volta” ao comentário que queria forçosamente fazer sobre a notícia da recuperação, em versão actual, da roda medieval num hospital de Roma!

Começando, para lá chegar, pelo plano desportivo não deixa de ser sintomática, da crise e desagregação social em Itália, que a disputa entre claques do futebol, na Catania, tenha degenerado em quase guerra civil, local!, com feridos vários e a morte de um agente policial!

Seguiu-se a suspensão do cálcio e os jogos à porta fechada … mas, está vista!, sem efeito prático já que, no jogo de 6 de Março, Valência – Inter de Milão, para a Liga dos Campeões, os jogadores do Inter, agora os jogadores …!!, no final do jogo, envolveram-se à pancada com os do Valência que perseguiram e agrediram depois de invadirem a zona dos balneários valencianos…

Até Figo ficou na fotografia!

Eis pois a Itália do futebol no seu pior…ou se calhar os graves problemas sociais de Itália, de toda a Europa, a repercutirem no futebol porque envolve manifestações colectivas, das massas que, em noventa minutos, exteriorizam os mais recalcados sentimentos de frustração.

Mas ao mesmo tempo foi notícia a 27 de Fevereiro que o Hospital Casibino, dos arredores de Roma, recuperou a roda medieval em versão pós-moderna, ou seja, agora incubadora de vidro instalada num quarto do hospital directamente acessível do exterior onde são deixados os bebés indesejados…

Assim, a sociedade romana pretende impedir o abandono dos bebés em sacos de plástico e caixas nas beiras de estradas e caixotes do lixo…!

Tremendo sinal dos tempos que nos obriga a reflectir se o progresso técnico e cientifico (a nova roda tem um sistema de alarme accionado pela temperatura do bebé, por exemplo!) promoveu também o progresso social…!

A resposta é tremendamente ingrata se agora se recupera o sistema da roda dos conventos e igrejas medievais!

Progressão ou regressão social?

JG

PORTUGAL NO EUROBASKET 2007 (1)

Segunda-feira, Março 12, 2007
Ao acedermos colaborar com algumas crónicas sobre a participação portuguesa no Eurobasket-07, fazê-mo-lo com todo o gosto, pois assim mesmo estaremos a contribuir para a divulgação dum acontecimento que a maior parte das pessoas ainda não "deu conta".

Portugal vai estar no grande palco da competição europeia , num pais que acabou de ser campeão mundial e que acaba de inaugurar um "Hall Fame do basquetebol" e de se candidatar ao mundial de 2014. A nossa presença foi conseguida após 55 anos de ausência em finais europeias, sendo aquela participação em 1951 efectuada por convite e não conquistada como a actual dentro do terreno de jogo.

Para se ter uma ideia do valor e mérito desta participação será bom lembrar que após o desmembramento do bloco de leste surgiram vários novos paises das escola da ex-URSS e Jugoslávia, que alteraram por completo o nivel competitivo dos grupos de apuramento. Ninguém esperaria que Portugal colocado no grupo da "morte", assim chamado pelos técnicos desportivos, em confronto com Macedónia , Bósnia e Israel , clientes habituais das finais europeias e jogos olimpicos , tivesse alguma hipótese de passar à final num apuramento directo do 1º classificado.

Assim não o pensaram um grupo heróico de jogadores, treinadores e restante staff.

Portugal conseguiu o apuramento apesar do seu jogador mais alto apenas medir 2,05 - Elvis Èvora - e este êxito foi assente numa enorme força mental e vontade dos jogadores que em confronto directo com as torres adversárias não se atemorizaram e com um final brilhante acabaram o grupo com 4 vitórias e 2 derrotas, deixando a Europa incrédula e cheia de curiosidade .

A equipa assentou todo o seu jogo num colectivo sem estrelas, lutando por cada bola como se fosse a última do encontro e procurando fazer de cada jogo .. o jogo da sua vida.

Chegada a hora dos sorteios calhou-nos em rifa não a fava, mas sim a "taluda" . pois será Sevilha o lugar da nossa "fiesta" e os nossos adversários são potências fortes - ESPANHA,CROÁCIA e LETÓNIA, qual será o nosso papel ?

( continua)

OS

Naide se passa

Sexta-feira, Março 09, 2007






As publicações, Bola, Jogo, Record, abusivamente conhecidas como «jornais desportivos», deveriam passar a ser apenas referenciadas como «jornais futebolísticos».
Uma atleta portuguesa sagrou-se, pela segunda vez consecutiva, campeã europeia.
Vejam as capas.
in Blog BLASFÉMIAS, posted by Gabriel





O DILEMA (DESPORTIVO) DE DEUS

Segunda-feira, Março 05, 2007

Era eu miúdo, muito miúdo, e minha mãe, senhora temente a Deus e devota da Igreja católica, pressurosa na educação conveniente dos filhos, sempre, mas sempre!, me ensinou que Ele velava pelos pobres, pelos fracos, pelos desfavorecidos, pelos espoliados… e que destes seria o Seu Reino!

Em miúdo, muito miúdo e miúdo médio, porque o meu clube de futebol perdia e o outro ganhava (dizia-se, então que ganhava o melhor!! Hoje, que ganha o meu e perde o outro diz-se que é “corrupção”… curioso e significativo!) e sendo aqueles os princípios do Senhor logo questionei minha Mãe se acaso as minhas rezas não eram as adequadas e se era possível a Ela uma cunha (hoje corrupção!) para que Deus não favorecesse sempre o mesmo!

Que não!, disse minha Mãe, que Deus se não intrometia nessas coisas do jogo, nesses assuntos terrenos com que os homens sujam as mãos!

Aceitei com obediência filial… mas desconfiei!

A verdade é que vinte anos depois o meu clube passou a ganhar tudo (e o outro a perder!) e ficou para mim claro que era a Sua intervenção!

Que não! Repetiu minha Mãe que Deus se não intromete no futebol, no jogo!

Hoje, Fevereiro de 2007, verifico pela fotografia anexa, que o jogo está, afinal, entre os pastores do rebanho de Deus, que o futebol está entre os seus primeiros discípulos.

A minha desconfiança de miúdo, confirmou-se e Ele está hoje perante o definitivo dilema na “Clericus Cup”: apoiar quem? Influenciar que jogos? Favorecendo quem?

- Os mais obedientes e cumpridores dos seus mandamentos!
- Os mais capazes e eficazes na transmissão da sua palavra?
- Ou os melhores na coisas da bola!

Eis pois o dilema de Deus!

JG

FOTOS COM HISTÓRIA (5)

Sexta-feira, Março 02, 2007
Já lá vão mais de 50 anos, jogou-se basquete no velho Campo da Mata, entre os antigos e actuais (de 1954) alunos do Colégio Academia Figueirense. Os primeiros de vermelho, com camisolas emprestadas pelo Ginásio, claro, os outros de branco. Um dos jogadores já então brilhava como desportista mas…noutra modalidade!