<body><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=13830544&amp;blogName=Zas+Tras&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2F&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>

RESTITUIR A CONFIANÇA

Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
O Futebol continua a ser o desporto que mobiliza e atrai os grandes públicos em Portugal e na maior parte dos países por esse mundo fora. Nada temos contra o futebol, contra os clubes, contra os treinadores, contra os jogadores ou contra os adeptos e o público em geral, mas o mesmo não posso dizer de muitos dirigentes, "empresários" e árbitros que desenvolvem as suas actividades e negócios na área do futebol.

O País tem assistido nos últimos anos a uma sequência de "casos" que a todos nos devem envergonhar porque todos acabamos por ser responsáveis pela situação a que chegámos.
Nas transferências, nas arbitragens e em quase tudo o que tem a ver com dirigentes e empresários parece, por vezes, que a Lei não existe e que o Futebol é um mundo aparte, sem regras e onde o que impera são as inverdades quando não a mentira descarada, as trapaças e as vigarices.

Para os amantes do Futebol, e para aqueles que gostam desinteressadamente de "Ver Jogar à Bola", parece ter chegado o momento de reflectir sobre todas estas "histórias" e procurar influenciar quem decide no sentido de se encontrarem os instrumentos e os procedimentos que, a serem adoptados, poderão reconduzir o Futebol para uma plataforma de credibilidade mínima onde haja respeito pela Lei, transparência, verdade desportiva e sobretudo gente capaz de nos restituir a confiança numa actividade desportiva que, embora um negócio e um espectáculo, não tem que ser necessariamente um mundo de dúvidas, de perplexidades e de comportamentos reprováveis.

É este o debate que hoje lanço no nosso Blogue Zás-Trás.

Eduardo Marçal Grilo

APELO - O PROGRAMA "ADOPTE UM JOGADOR DE FUTEBOL" PRECISA DE SI!

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007
Com a hipótese crescente da greve dos jogadores de futebol por causa do aumento dos impostos, ou melhor, por haver a possibilidade de terem que declarar ao Fisco um pouco mais do que o ordenado mínimo, é altura de mostrarmos ao País e ao Mundo o quanto este assunto nos preocupa. Não é justo! Centenas de jogadores de futebol vivem neste momento com ordenados abaixo dos 7 dígitos anuais! Isto é insustentável! E como se isso não bastasse, se a greve for para a frente vão ficar sem esse magro vencimento.

Mas você pode ajudar! Por um pouco mais de 2.500 euros por dia – o que é menos do que o preço de um ecrã de plasma razoável – você pode ajudar um jogador de futebol a manter o seu conforto económico nesta época de crise.

Dois mil e quinhentos euros por dia podem não ser nada para si mas para um jogador de futebol podem fazer a diferença entre umas férias passadas a jogar golfe no Algarve ou um cruzeiro no Mediterrâneo. Para si, dois mil e quinhentos euros não são mais do que quatro ou cinco prestações mensais do empréstimo da sua casa, mas para um jogador de futebol, dois mil e quinhentos euros por dia quase que podem substituir o seu salário.

A sua contribuição de apenas dois mil e quinhentos euros por dia permitirá ao jogador de futebol trocar o seu Lexus que já tem um ano por um Ferrari novo ou desfrutar de um fim de semana no Rio de Janeiro.

"Como é que eu sei que o estou a ajudar?"

Todos os meses você receberá um relatório financeiro do jogador que está a patrocinar. Informações detalhadas sobre as suas acções, obrigações, património e outros investimentos ser-lhe-ão enviadas para sua casa. E receberá também informação sobre quais são os seus planos para usar os 5 milhões que vai receber de uma vez só quando decidir reformar-se. Ah! E terá também direito a uma fotografia não autografada do seu “protegido”. Cole a fotografia no seu frigorífico para se lembrar todos os dias das pessoas que vivem com dificuldades.
"Como é que ele sabe que eu o estou a ajudar"

O “seu” jogador de futebol será informado de que tem um “AMIGO ESPECIAL” que só o quer ajudar numa altura de crise. Embora não saiba sequer o seu nome, pode ser que ele lhe telefone (se for chamada a cobrar no destino) caso tenha necessidade de alguns fundos adicionais para qualquer pequena despesa inesperada…

(Adaptação da anedota “Adopt an NBA Player”)

AMC

FOTOS COM HISTÓRIA (1)

Terça-feira, Janeiro 23, 2007
Houve um único português CAMPEÃO DE ESPANHA. Foi o ciclista José Bento Pessoa, o primeiro Campeão de fundo do país vizinho, em 1897, nos 100 km de Ávila. A Federação espanhola reconhece o título, obtido quando ainda não existia Federação (UVP) em Portugal e alguns dos nossos ciclistas estavam filiados na UVE.

AS CALINADAS (E AS CAROLINADAS) DE LUÍS FILIPE VIEIRA

Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
O Presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira (LFV), prosseguiu, no passado fim de semana, na senda do insulto (“Laurentino não ficará a rir-se”) da insinuação (“O Presidente do COP devia era ter reparado que teve um falso médico no laboratório”) e da sugestão gratuita (“Hoje já conhecemos umas caras do polvo”) – retira-se dos jornais desportivos.

Acontece que sempre que LFV grita, berra clamando inocência e acusando os outros, os factos aí estão a desmenti-lo (processos José Veiga, condenação pelo Tribunal Arbitral do Desporto de Nuno Assis, processo Luisão…) e as notícias a descredibilizá-lo.

Assim foi que, pelos semanários Sol e Expresso, ficámos a saber que foi LFV, com Leonor Pinhão, quem intermediou o primeiro encontro, em Novembro de 2006, entre Carolina Salgado e a P.J.

E mais ficámos a saber que LFV “comprou gato por lebre” quando adquiriu o célebre “dossier” bombástico da corrupção no futebol que fez entrega, com pompa e circunstância, na Procuradoria Geral da República – afinal, mais não eram que fotocópias de peças processuais arquivadas do processo “apito dourado”!

Dá a ideia que LFV é daqueles que tudo o que toca, estraga e, de tudo o que fala, sai asneira!
Pior que tudo é que, com esta sua conduta, descredibiliza as investigações da eventual corrupção no futebol que ele, afinal, transforma em mais um Benfica – Porto!

Agora o alvo é o Secretário de Estado, Laurentino Dias, o qual, no caso Nuno Assis, agiu no quadro das suas competências, cumprindo a sua obrigação pública, já que o doping, conjuntamente com a segurança, a violência e a corrupção, são as áreas (não estritamente desportivas) em que um Secretário do Estado português não pode deixar de intervir.

Já a bola que entrou, ou não, na baliza do Porto é matéria que escapa à competência de um Secretário de Estado – daí o ridículo da entrega de um DVD com as imagens do lance protagonizado por Vítor Baía por parte de LFV ao então Secretário de Estado!

Depois de termos tido notícia recente de mortes súbitas de jovens desportistas, tal não chegaria para que um qualquer presidente de um qualquer clube desportivo, por maioria de razão LFV, devesse louvar a acção do Secretário de Estado, Laurentino Dias, e averiguar o que se passou com Nuno Assis e o departamento médico do S. L. Benfica?

É óbvio que sim!

LFV prefere, contudo, ameaçar o Secretário de Estado – são opções!

JG

Alves Barbosa condecorado pela França

Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

Numa cerimónia muito concorrida, na Embaixada de França, com a presença do Secretário de Estado dos Desportos e dos Presidentes das Câmaras Municipais da Figueira da Foz, Montemor-o-Velho e Anadia, o Embaixador entregou a Alves Barbosa a Medalha da Juventude e Desportos com que foi distinguido pelo Governo francês.

O Ginásio esteve representado pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, significando o grande apreço dos ginasistas pelo Sócio Honorário, membro da Tertúlia Bento Pessoa, colaborador de todas as nossas iniciativas de Cicloturismo, filho do antigo ciclista do Ginásio (anos 30) José Alves Barbosa, ele próprio tendo disputado a primeira prova com as cores do Ginásio, ainda muito jovem, em Quiaios.

LER AQUI A INTERESSANTE INTERVENÇÃO, EM PORTUGUÊS, DO EMBAIXADOR DE FRANÇA.

Política autárquica - mais um exemplo

Domingo, Janeiro 14, 2007
Na continuação do assunto abordado no post anterior, gostaria de propor mais algumas reflexões.

A primeira que se me coloca é que apesar dos erros do passado, continuam-se a cometer, no presente, erros idênticos. E nem sequer me vou referir ao estafado caso dos estádios de futebol. No caso em questão, confirma-se (já desconfiávamos) mais uma vez, que os projectos são lançados sem uma previsão de custos de manutenção e conservação das estruturas. Nem previsão de amortização do investimento.

Outra reflexão, diz respeito ao que se afirma no calor, entusiasmo populista, quando se inauguram e se apresentam as obras ao povo: “agora é que é…”, “agora não há desculpas…”, diziam os políticos. A expectativa era grande no seio da família da natação: Coimbra – cidade e distrito – tem história na natação nacional; tem a melhor piscina olímpica do país; tem mais duas piscinas de bom nível; tem vontade e querer dos dirigentes, técnicos e nadadores de voltar a marcar positivamente a história da nossa natação.

Chega-se a este ponto: os nadadores treinam na melhor piscina do país (os seus clubes suportam as despesas de utilização) mas não podem competir nela. O custo exigido pela Câmara Municipal de Coimbra para a realização de provas de âmbito regional ultrapassa em muito o orçamento global da Associação de Natação de Coimbra.

Mais uma vez o ónus da questão cairá sobre o movimento associativo, também ele vivendo um momento de dificuldades. Não basta reconhecer, no discurso, que o movimento associativo tem tido um papel fundamental na formação desportiva dos nossos jovens, substituindo muitas vezes as funções e responsabilidades do estado. É necessário reconhecê-lo na prática.

É completamente ilegítimo que a Câmara de Coimbra queira compensar, ou resolver, o défice das suas piscinas com a natação de competição.
Estaremos a criar novos elefantes brancos? Para já as coisas estão cinzentas.

Haja bom senso!

EP

Ou há moralidade...

Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
A Associação de Natação de Coimbra (ANC) solicitou à Câmara Municipal a "isenção de taxas de utilização das Piscinas Municipais na realização de competições regionais".

Perante o indeferimento desta pretensão, a ANC dirigiu à Câmara uma exposição na qual argumentou:

- que tal corresponde "a uma prática desde há muito instituida";

- que "seria espectável o apoio inequívoco a esta modalidade, como públicamente foi anunciado em diversas ocasiões pelos responsáveis da Câmara";

- que a aposta da Câmara em novas piscinas teve também" como objectivo a sua utilização para a realização de competições de natação, ou outras teriam sido a sua forma e dimensões e não teriam sido necessárias bancadas, nem equipamentos de cronometragem";


- que " não está em condições financeiras de suportar os custos de utilização das piscinas",pelo que terá de "reduzir o número de competições" ou mesmo deslocalizá-las "para fora de Coimbra".

Argumentos respeitáveis, do ponto de vista do desenvolvimento da Natação desportiva, não se podendo no entanto deixar de expressar alguma simpatia e compreensão pela posição da Câmara de Coimbra, preocupada em evitar que o custo da realização das competições recaia na totalidade sobre os contribuintes/munícipes.

Mas, em apropriada linguagem futebolística, a ANC rematou de forma imparável:

"Por último, gostaríamos de saber se a cobrança de taxas de utilização é extensível a todos os equipamentos desportivos municipais, incluindo o Estádio Cidade de Coimbra, relativamente ao qual não nos consta que a Académica-OAF pague qualquer importância.

Pois é, ou há moralidade...

JS

França distingue Alves Barbosa

Segunda-feira, Janeiro 08, 2007


No próximo dia 16, o nosso colega e amigo Alves Barbosa vai ser condecorado pela República Francesa, em cerimónia que terá lugar na Embaixada, pelas 18 horas.

Congratulamo-nos com esta distinção, reveladora do prestígio que a sua carreira lhe grangeou no estrangeiro.

Aqui fica um grande abraço dos Comentadores do Zás-Trás.

Planeamento contra o desperdício

Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Soubemos, pela imprensa local, que a Câmara Municipal de Pombal celebrou um protocolo com a Federação Portuguesa de Atletismo, para a cedência do material que serviu para uma prova internacional de pista coberta realizada, há dois ou três anos, no Pavilhão Atlântico. Essa estrutura encontrava-se encaixotada no Mercado Abastecedor da Região de Lisboa (MARL) sem qualquer utilidade nem fim à vista, pelo que a iniciativa da Autarquia pombalense é muito oportuna. Com essa acção, a referida Câmara garantiu para o seu Concelho um equipamento desportivo relevante a custo mínimo, conseguiu restituir-lhe um uso digno e ganhou mais um trunfo de atractividade no quadro da conconcorrência entre cidades médias. Mas, perguntamos, o que aconteceria àquela pista se continuasse, inútil e queda, nos armazéns do MARL ? Se, previsivelmente se degradasse, de quem seria a responsabilidade deste desperdício de recursos de interesse colectivo.
Neste caso, como noutros que infelizmente abundam por aí, regista-se uma gritante falta de planeamento a médio prazo e um desrespeito pela "coisa pública". Depois, na exaltação da mesa do café, queixamo-nos que o País não tem perspectivas de melhor futuro! ...
P.M.B.

União Europeia - Igualdade de Oportunidades e Desporto

Segunda-feira, Janeiro 01, 2007
A partir de hoje a União Europeia está maior.
Desde o Tratado de 1957, que a União Europeia tem manifestado uma grande importância e preocupação à igualdade entre homens e mulheres. Esta preocupação foi reforçada em dois momentos particulares: 1996, com uma comunicação da Comissão que preconiza a efectiva integração do princípio da igualdade de oportunidades e da dimensão homem/mulher em todos os programas e acções; e em 2000, a adopção da comunicação intitulada "Rumo a uma estratégia da Comunidade para a igualdade entre homens e mulheres (2001-2005)", que identifica 5 domínios de intervenção nos quais se perseguem objectivos operacionais para a igualdade entre homens e mulheres.
1- Promoção da igualdade entre homens e mulheres na vida económica, mais particularmente nos aspectos relativos ao emprego;
2- Promoção da igualdade de participação e de representação nos órgãos responsáveis pelas decisões políticas, económicas e sociais a todos os níveis;
3- Pleno gozo dos direitos sociais;
4- Promoção da igualdade entre homens e mulheres na vida civil;
5- Promoção da alteração de papéis e de estereótipos ligados ao sexo.
Qual a contribuição e responsabilidade do desporto neste âmbito?
1- A taxa de emprego no desporto é equivalente entre homens e mulheres. Quando se analisa a precariedade do emprego e o nível de vencimentos dos desportistas profissionais, constata-se facilmente que o princípio da igualdade de tratamento não é respeitado;
2- A fraca representatividade das mulheres em todas as instâncias de tomada de decisões constitui um défice democrático considerável;
3- O desporto tem um importante papel a desempenhar entre as medidas destinadas a prevenir e a combater a exclusão social, sobretudo tendo em conta a crescente pobreza entre as mulheres;
4- No que respeita ao desporto, caberá prevenir as práticas de dopagem, de treinos demasiado pesados ou de métodos de treino baseados em aspectos emocionais;
5- O desporto pode ser importante na educação informal, para veicular novas mentalidades e novas práticas de convivência.
Afinal ainda há muito a fazer.
Um Bom Ano de 2007
EP

Câmaras pagam factura do Euro

É o título do EXPRESSO para uma excelente e bem documentada reportagem de Paulo Paixão e Isabel Paulo sobre os Estádios Municipais construidos para o Euro 2004, na qual se conclui que "os recintos revelaram-se desproporcionados e um descalabro para as contas das autarquias".

Casos de Leiria (11% de taxa de ocupação nos jogos do União), Aveiro(15%), Coimbra(18%) e Faro/Loulé, que não disponibilizou dados, mas onde "o desfasamento entre a oferta e a procura é mais evidente".

Braga registou 40% de taxa de ocupação, mas "o empréstimo de 20 anos à banca representa 10% do orçamento anual da autarquia" e o que se gasta anualmente em juros é mais do que esta "investe em Educação, Cultura, Segurança, Protecção Civil e Indústria".

Aí está, em toda a sua dimensão, a factura da construção e manutenção dos elefantes brancos económicamente inviáveis e de muito duvidoso interesse desportivo que todos estamos a pagar.

Enquanto os bem conhecidos responsáveis pelo desastre, sejam governantes, autarcas ou dirigentes do futebol, continuam a andar por aí...

JS