As mascotes dos campeões

Esta imagem diz respeito, ainda e sempre, a mais uma VOLTA DOS CAMPEÕES, organizada por Arnaldo Sobral, neste caso em 1936.
Aqui, apenas vou fazer algumas observações para situar o evento, falar dos personagens, mais alguns comentários que lhe estão subjacentes.
Assim, começo pelo corredor de bicicleta que aparece em mais evidência, que é, nem mais nem menos, que o célebre Alfredo Trindade, envergando a camisola de Campeão de Portugal… O mesmo que protagonizou com o outro, não menos célebre, José Maria Nicolau, o duelo que viria a concretizar e levar por todo o Portugal a clássica rivalidade “Sporting – Benfica”!
O jovenzinho, à direita de Trindade, é o seu filho José, (hoje com 75 anos, como eu), com uma bicicleta, dita então, de “meia – corrida” e equipado à “Sporting”.
A presença na Figueira desta mascote de corredor do Sporting… não acontecia por acaso, já que o amigo Arnaldo Sobral, do mesmo modo que já havia complementado a VOLTA DOS CAMPEÕES com uma corrida feminina… voltava a optar pelo mesmo “programa”… mas desta vez com Infantis!
É assim que no trajecto Avenida Saraiva de Carvalho, Rua Fernandes Tomás, Estação, Avenida, foi levada a efeito uma corrida com três voltas ao referido circuito… Em cuja prova participaram os “mini - corredores”: José Trindade com sua camisola à “Sporting” e ainda Eduardo Nicolau, filho do José Maria, que, como era natural equipava à “Benfica”. A estes “craques”, para compor o “ramo”, o Sr. Sobral, “inventou” dois figueirenses! Para isso foi-me buscar a mim e a outro rapazito! Eu nesse tempo teria para aí 5 anos, como os outros, e tive que “actuar” numa das vulgares bicicletas de criança, de aluguer, que o meu pai tinha na Esplanada da praia. Para mim essa bicicleta era escandalosamente inferior às de “meia – corrida”, do Trindade e do Nicolau.
Recordo-me que caí ao virar na curva da Estação e nunca mais pude alcançar os dois “campeões” do Cartaxo. Quanto ao outro jovem figueirense, não tenho ideia se completou o percurso.
Termino as referências a esta “Foto com História”, falando sobre o personagem que aparece “cortado”, no limite esquerdo da imagem… Trata-se de outro desportista do ciclismo figueirense e do Ginásio, de nome Francisco Marques Bom, que ao tempo era padeiro. Depois teve uma sapataria na Rua da Liberdade e viria ainda a emigrar para África.
São notórias as diferenças (para pior) entre a sua bicicleta e a do Alfredo Trindade, começando desde logo pelo mecanismo de mudanças de velocidade montado na máquina do Campeão Nacional, que o figueirense não possuía, indo até ao guiador e travões.
E é tudo por hoje.
AB
Aqui, apenas vou fazer algumas observações para situar o evento, falar dos personagens, mais alguns comentários que lhe estão subjacentes.
Assim, começo pelo corredor de bicicleta que aparece em mais evidência, que é, nem mais nem menos, que o célebre Alfredo Trindade, envergando a camisola de Campeão de Portugal… O mesmo que protagonizou com o outro, não menos célebre, José Maria Nicolau, o duelo que viria a concretizar e levar por todo o Portugal a clássica rivalidade “Sporting – Benfica”!
O jovenzinho, à direita de Trindade, é o seu filho José, (hoje com 75 anos, como eu), com uma bicicleta, dita então, de “meia – corrida” e equipado à “Sporting”.
A presença na Figueira desta mascote de corredor do Sporting… não acontecia por acaso, já que o amigo Arnaldo Sobral, do mesmo modo que já havia complementado a VOLTA DOS CAMPEÕES com uma corrida feminina… voltava a optar pelo mesmo “programa”… mas desta vez com Infantis!
É assim que no trajecto Avenida Saraiva de Carvalho, Rua Fernandes Tomás, Estação, Avenida, foi levada a efeito uma corrida com três voltas ao referido circuito… Em cuja prova participaram os “mini - corredores”: José Trindade com sua camisola à “Sporting” e ainda Eduardo Nicolau, filho do José Maria, que, como era natural equipava à “Benfica”. A estes “craques”, para compor o “ramo”, o Sr. Sobral, “inventou” dois figueirenses! Para isso foi-me buscar a mim e a outro rapazito! Eu nesse tempo teria para aí 5 anos, como os outros, e tive que “actuar” numa das vulgares bicicletas de criança, de aluguer, que o meu pai tinha na Esplanada da praia. Para mim essa bicicleta era escandalosamente inferior às de “meia – corrida”, do Trindade e do Nicolau.
Recordo-me que caí ao virar na curva da Estação e nunca mais pude alcançar os dois “campeões” do Cartaxo. Quanto ao outro jovem figueirense, não tenho ideia se completou o percurso.
Termino as referências a esta “Foto com História”, falando sobre o personagem que aparece “cortado”, no limite esquerdo da imagem… Trata-se de outro desportista do ciclismo figueirense e do Ginásio, de nome Francisco Marques Bom, que ao tempo era padeiro. Depois teve uma sapataria na Rua da Liberdade e viria ainda a emigrar para África.
São notórias as diferenças (para pior) entre a sua bicicleta e a do Alfredo Trindade, começando desde logo pelo mecanismo de mudanças de velocidade montado na máquina do Campeão Nacional, que o figueirense não possuía, indo até ao guiador e travões.
E é tudo por hoje.
AB