Política autárquica II
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
De uma forma geral, o fenómeno desportivo tem sido alvo de muita atenção e interesse pelas autarquias. Esta atenção e interesse decorrem de três aspectos básicos:
Crescente convicção dos cidadãos pelo valor e necessidade de uma prática de actividade física regular na procura de uma melhor qualidade de vida;
O carácter mediático do desporto;
A ligação cada vez mais evidente entre desporto e actividade física com o turismo e o lazer.
A importância que cada autarquia atribui a cada um destes aspectos vai condicionar o tipo de política desportiva a ser desenvolvida.
Temos as autarquias que encaram a promoção do bem-estar da população através da actividade física, como acção primordial na definição da sua política desportiva. É um processo de massificação dirigido a várias camadas e estratos sociais, privilegiando as mais desfavorecidas.
Outras autarquias apoiam prioritariamente o “desporto espectáculo”, cativando verbas e outros recursos para o “clube mais representativo da região”, tornando precárias as condições de prática desportiva para a restante população. Nestes casos estão reunidas as condições para o aparecimento dos fenómenos de perversão entre poder político e o desporto, quase diariamente denunciados pela comunicação social.
Com características idênticas às descritas, são as autarquias que apostam a maior valia dos seus recursos no apoio de eventos turísticos que promovem a cidade ou a vila. Também nesta situação as populações saem normalmente prejudicadas, tal a assimetria de investimentos.
Obviamente que o desejável será um equilíbrio entre as três perspectivas, nunca perdendo de vista o interesse supremo dos seus munícipes.
Durante a apresentação dos seus programas políticos, normalmente em campanha eleitoral, os candidatos deviam informar quais as suas intenções neste domínio. Mesmo que não fosse este aspecto a decidir a intenção de voto. Entre muitos e variados factores a ter em conta, com certeza que os aspectos ligados à politica desportiva não serão determinantes para a orientação do voto para um largo número de eleitores.
Infelizmente, há outros aspectos a serem melhorados na nossa sociedade.
EP
Crescente convicção dos cidadãos pelo valor e necessidade de uma prática de actividade física regular na procura de uma melhor qualidade de vida;
O carácter mediático do desporto;
A ligação cada vez mais evidente entre desporto e actividade física com o turismo e o lazer.
A importância que cada autarquia atribui a cada um destes aspectos vai condicionar o tipo de política desportiva a ser desenvolvida.
Temos as autarquias que encaram a promoção do bem-estar da população através da actividade física, como acção primordial na definição da sua política desportiva. É um processo de massificação dirigido a várias camadas e estratos sociais, privilegiando as mais desfavorecidas.
Outras autarquias apoiam prioritariamente o “desporto espectáculo”, cativando verbas e outros recursos para o “clube mais representativo da região”, tornando precárias as condições de prática desportiva para a restante população. Nestes casos estão reunidas as condições para o aparecimento dos fenómenos de perversão entre poder político e o desporto, quase diariamente denunciados pela comunicação social.
Com características idênticas às descritas, são as autarquias que apostam a maior valia dos seus recursos no apoio de eventos turísticos que promovem a cidade ou a vila. Também nesta situação as populações saem normalmente prejudicadas, tal a assimetria de investimentos.
Obviamente que o desejável será um equilíbrio entre as três perspectivas, nunca perdendo de vista o interesse supremo dos seus munícipes.
Durante a apresentação dos seus programas políticos, normalmente em campanha eleitoral, os candidatos deviam informar quais as suas intenções neste domínio. Mesmo que não fosse este aspecto a decidir a intenção de voto. Entre muitos e variados factores a ter em conta, com certeza que os aspectos ligados à politica desportiva não serão determinantes para a orientação do voto para um largo número de eleitores.
Infelizmente, há outros aspectos a serem melhorados na nossa sociedade.
EP




