“ CARDOSO o PERITO “
Segunda-feira, Maio 29, 2006
A Itália está, outra vez, atascada em fumos de corrupção, agora outra vez, no futebol, sendo que tais sinais corruptivos envolvem dirigentes desportivos, nove árbitros, dois dirigentes da arbitragem italiana, um deles também vice-presidente da Comissão de Árbitros da UEFA, Pierluigi Pairetto.
Mas naquele emaranhado de ligações estranhas e perigosas, sempre pouco recomendáveis, surgiu, helas!, o nome de um árbitro internacional português, “ o Cardoso “ recomendado por Luciano Moggi, Director Geral da Juventus, ao vice dos árbitros da UEFA, Pierluigi Pairetto, para arbitrar um jogo da Juventus para a Liga dos Campeões.
O Cardoso é, sem tirar nem pôr, o árbitro internacional português Lucílio (Cardoso Cortez) Batista, o qual, porque lesionado, não chegou a arbitrar aquele jogo.
Entre a averiguação italiana e a portuguesa a diferença situa-se no facto de, ali, os árbitros averiguados serem arguidos e, aqui, terem sido “ peritos “.
Devo dizer, aliás, que na minha vida profissional nunca tinha visto tanta quantidade de “ peritos “ da arbitragem.
E a verdade é que o “Cardoso“ que também aqui foi ouvido como “perito“ viu ali, em Itália, serem-lhe reconhecidas as qualidades…
Vem isto a propósito daquilo que considero ser o essencial - o processo “ apito dourado “ ficou viciado quando a investigação prosseguiu ao ritmo da agenda mediática, quando perseguiu os “ culpados “ com a “culpa já formada “ na opinião pública, quando atirou às feras as vítimas convenientes ao jogo das rivalidades clubistas, geográficas e, se calhar, políticas, alimentadas pelo “ jornalismo desportivo “!
Ficou, por isso, por atacar o fundo da questão: as ligações da construção civil ao futebol, “as lavagens “ nos financiamentos do futebol, a circulação dos dinheiros nas transferências dos jogadores…
E no plano arbitral ficou por averiguar o como e os meios para a promoção dos árbitros, e auxiliares, até à 1ª categoria e desta a internacionais… e, finalmente, ao estatuto de “peritos”!
Se calhar as surpresas seriam verdadeiramente surpreendentes e não convenientes… òh Cardoso !
JG
Mas naquele emaranhado de ligações estranhas e perigosas, sempre pouco recomendáveis, surgiu, helas!, o nome de um árbitro internacional português, “ o Cardoso “ recomendado por Luciano Moggi, Director Geral da Juventus, ao vice dos árbitros da UEFA, Pierluigi Pairetto, para arbitrar um jogo da Juventus para a Liga dos Campeões.
O Cardoso é, sem tirar nem pôr, o árbitro internacional português Lucílio (Cardoso Cortez) Batista, o qual, porque lesionado, não chegou a arbitrar aquele jogo.
Entre a averiguação italiana e a portuguesa a diferença situa-se no facto de, ali, os árbitros averiguados serem arguidos e, aqui, terem sido “ peritos “.
Devo dizer, aliás, que na minha vida profissional nunca tinha visto tanta quantidade de “ peritos “ da arbitragem.
E a verdade é que o “Cardoso“ que também aqui foi ouvido como “perito“ viu ali, em Itália, serem-lhe reconhecidas as qualidades…
Vem isto a propósito daquilo que considero ser o essencial - o processo “ apito dourado “ ficou viciado quando a investigação prosseguiu ao ritmo da agenda mediática, quando perseguiu os “ culpados “ com a “culpa já formada “ na opinião pública, quando atirou às feras as vítimas convenientes ao jogo das rivalidades clubistas, geográficas e, se calhar, políticas, alimentadas pelo “ jornalismo desportivo “!
Ficou, por isso, por atacar o fundo da questão: as ligações da construção civil ao futebol, “as lavagens “ nos financiamentos do futebol, a circulação dos dinheiros nas transferências dos jogadores…
E no plano arbitral ficou por averiguar o como e os meios para a promoção dos árbitros, e auxiliares, até à 1ª categoria e desta a internacionais… e, finalmente, ao estatuto de “peritos”!
Se calhar as surpresas seriam verdadeiramente surpreendentes e não convenientes… òh Cardoso !
JG



