<body><iframe src="http://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID=13830544&amp;blogName=Zas+Tras&amp;publishMode=PUBLISH_MODE_BLOGSPOT&amp;navbarType=BLUE&amp;layoutType=CLASSIC&amp;homepageUrl=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2F&amp;searchRoot=http%3A%2F%2Fzas-tras.blogspot.com%2Fsearch" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no" frameborder="0" height="30px" width="100%" id="navbar-iframe" title="Blogger Navigation and Search"></iframe> <div id="space-for-ie"></div>

Treinador de Jovens

Terça-feira, Novembro 29, 2005
Decorreu nos dias 26 e 27 de Novembro um Seminário Internacional Sobre o Treino de Jovens, organizado pelo Instituto do Desporto de Portugal e sobre o lema “Novas práticas, melhor organização, outra atitude”.

A organização regular de um seminário com estas características parte da assunção cada vez mais generalizada da necessidade de uma especialização do treinador de jovens como condição essencial para o desenvolvimento correcto do jovem atleta. Nega ainda a ideia que o treinador de jovens é o início de uma carreira cujo topo seria o cargo de treinador das categorias absolutas ou profissionais. O treinador de jovens não tem que ter necessariamente uma carreira. Pode ser uma função a desempenhar em toda a vida de treinador.

Várias ideias marcaram este seminário, das quais destaco:

A necessidade de se estabelecer para cada modalidade uma programação que proporcione um desenvolvimento do praticante a longo prazo. Este aspecto visa entre outros os seguintes objectivos:
* Evitar a especialização precoce respeitando os períodos de desenvolvimento de cada criança;
* Proporcionar as condições para que o praticante atinja o seu mais elevado nível de prestação em fases mais avançadas de desenvolvimento;
* Evitar o abandono precoce.

A necessidade de implicar os pais e encarregados de educação na formação desportiva dos seus filhos como agentes facilitadores e cooperantes de todo este processo.

A introdução do conceito de literacia física por similitude da literacia cognitiva, que decorre da necessidade de uma educação psicomotora a partir do pré-escolar e que visa tão só o desenvolvimento da agilidade, que nestas idades tem um pico óptimo de desenvolvimento, e que são fundamentais para a aquisição das técnicas mais ou menos complexas das diferentes modalidades desportivas.

EP

Lançamento do livro " Alves Barbosa - 700 000 Km a pedalar"

Segunda-feira, Novembro 28, 2005

O lançamento deste livro de José Magalhães Castela teve lugar no domingo, 27, na Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, cujo Salão Nobre foi pequeno para a afluência dos numerosos admiradores de Alves Barbosa.
O Ginásio Clube Figueirense e este Blogue estiveram representados, para saudarem o Sócio Honorário, o amigo e comentador residente.
Do prefácio do Prof. Eng. Eduardo Marçal Grilo, transcrevemos, com a devida vénia:

O livro que vão ler é um dos maiores contributos para a História do Ciclismo em Portugal e constitui um documento notável em que cada um de nós encontra descritos muitos dos episódios que marcaram o ciclismo na década de 50 e que a mim pessoalmente me fazem recuar no tempo e completar muita da informação que eu tinha, mas que o Barbosa com o seu testemunho amplia e consolida.

Se o gesto é tudo...

Então é evidente que a atitude do jogador Nuno Gomes (simulando injectar-se na veia , sugerindo , em consequência , doping bracarense) é , de todo , irreflectida e censurável ,independentemente do aspecto disciplinar desportivo.

É para mim claro que os jogadores de futebol ,em especial os dos grandes clubes , por força das sucessivas transmissões televisivas , são hoje estrelas mediáticas.

Ora sendo-o , como são ! , estes jogadores passam a estar expostos não só no remate que dá golo , mas também na simulação , na malandrice , no gesto impensado , na cotovelada e na agressão que o árbitro não viu e a câmara mostrou ... e até na sua vida privada.

E sendo-o , como são ! , estas novas "vedetas" passam a ser admiradas , talvez idolatradas , imitadas , copiadas , em especial pelos jovens.

E daqui resulta uma especial obrigação de comedimento , de equilíbrio , de bom senso para estas novas "vedetas" e a especial censurabilidade dos comportamentos irreflectidos e gratuitos como o gesto do Nuno Gomes.

Ao invés , pense-se no cuidado de José Mourinho com a sua imagem , em que todos os seus gestos parecem estudados e préviamente pensados para um determinado objectivo que vai desde os "mind games" até ao simples cultivar e valorizar da sua imagem , para efeitos publicitários também.

Note-se que até quando pareceu ter sido traído pelo emocional e se voltou para a bancada de dedo em riste sobre os lábios , calando a claque adversária , logo Mourinho caiu em si e explicou , em conferência de imprensa , que o seu gesto visava a imprensa inglesa que o tratara mal... e não o público que estimava !

Eis a enorme diferença e distância que vai entre estas duas vedetas e , se calhar também , entre o espectáculo futebol em Portugal e em Inglaterra...

Mas lá como cá , o gesto é tudo !

JG<

Alta competição – abordagem à evolução de um conceito

Terça-feira, Novembro 22, 2005
Desde o início do século vinte que o desporto tem vindo a assumir uma influência crescente na vida dos cidadãos de todos os países do mundo, não constituindo Portugal nenhuma excepção.

A sociedade actual caracteriza-se por um elevado nível de competitividade, e o desporto consegue, através da competição, hierarquizar, com exactidão, os indivíduos e os grupos que nele participam.

Para se atingirem os melhores resultados nas competições mais importantes das diferentes modalidades desportivas - Europeus, Mundiais, Jogos Olímpicos -, a formação e a preparação dos atletas tem vindo a assumir, cada vez mais, processos de aperfeiçoamento regidos por princípios pedagógicos, restringindo – se a alta competição, porque próxima dos limites máximos do ser humano, somente aos talentos e aos campeões, isto é, àqueles que possuem potencial para alcançar resultados de topo e aos que já concretizaram esse potencial. Para os primeiros, encontramos as competições internacionais das categorias Júnior, Sub – 21 e Sub – 23, por exemplo, e, para os segundos, as competições de nível continental e mundial, maxime olimpíadas, da categoria de absolutos.

Dividem – se, ainda, as modalidades desportivas, em individuais ( atletismo, natação, remo, vela, canoagem, etc ) e colectivas ( futebol, andebol, voleibol, etc ), respeitando esta divisão as suas especificidades.

Em contraponto ao desporto em geral, a alta competição é reconhecida como um factor importante na formação das pessoas, embora existam depoimentos contraditórios de atletas em fim de carreira, sobre as vantagens e os inconvenientes deste exigente nível de prática desportiva.

A inteligência motriz e a capacidade condicional dos atletas de alto nível requerem apoios e incentivos para que, a par de um enquadramento normativo apropriado, eles possam optimizar o seu processo de preparação e participação internacional.

A generalização da prática desportiva, inclusivamente do lazer e da recreação, por efeito das medalhas conquistadas, nos grandes eventos internacionais, pelos nossos atletas, merece, da minha parte, profunda reflexão, pois, trabalhos publicados nos finais da década passada atestam que, entre 1988 e 1998, se observou um crescimento muito pequeno no número de atletas, cerca de 158 mil. Passou – se de 1.491.841 para 1.650.485, numa década em que Portugal conquistou medalhas olímpicas e notoriedade em competições internacionais.

Para compreendermos melhor as transformações da nossa legislação no âmbito da alta competição, temos de recuar até à conquista da medalha de prata por Carlos Lopes, nos Jogos Olímpicos de 1976, já que foi a partir deste acontecimento que, nos responsáveis políticos, despertou uma preocupação acrescida com a participação internacional dos atletas. Na altura, a expressão alta competição não era utilizada.

Na legislação publicada em 1980, já se falava nas seguintes medidas de apoio aos atletas: deslocações, reforço alimentar, equipamento, e, em 1984, introduziram - se facilidades dirigidas a treinadores e dirigentes envolvidos no processo de preparação.

Em 1990, depois da entrada em vigor da Lei de Bases do Desporto, surgiu o decreto – lei 257/90 que alargou o conceito de alta competição não só aos grandes campeões, mas também aos jovens talentos, e permitiu que um maior número de federações pudesse apresentar superiormente planos de alta competição, o que levou a um aumento do número de atletas registados no Instituto do Desporto, chegando – se ao número de 1200, quando o nosso sistema desportivo não comportava mais de 100. Contudo, a mais – valia que trouxe este diploma ao aumentar o número de atletas envolvidos no processo, foi minimizada pela banalização do conceito de alta competição, chegando – se ao ponto de qualificar os jogos da 2ª divisão de alta competição, bem como as classificações nos últimos lugares de um campeonato do mundo como de alta competição, isto é, o conceito de alta competição deixou de estar ligado ao rigor, à selectividade e à aferição por padrões internacionais. Exemplifico dizendo que poderemos levar ao estrangeiro uma selecção nacional, mas se os seus resultados não forem de elevado mérito, não é legítimo qualificarmos estes atletas de alta competição, pois, apesar de terem participado internacionalmente, seria injusto incluí - los no mesmo grupo daqueles que conseguiram medalhas ou classificações em Finais A, nas mesmas competições.

Outro aspecto extremamente importante a considerar na evolução da alta competição foi o da aproximação entre a universidade e o sistema desportivo. Para termos atletas de alta competição é imprescindível que todos os agentes que estão associados à sua preparação sejam também de elevado nível. Por exemplo, é impossível termos atletas de alta competição se não tivermos treinadores de alta competição. Esta é uma questão nuclear para o desenvolvimento desportivo que, tanto os países grandes, como os mais pequenos, cuidaram especialmente. Na ex – URSS, antes da Perestroika, existiam cerca de 5000 investigadores a trabalhar junto das selecções nacionais, e na ex – RDA, apesar da reduzida dimensão geográfica do país, havia grandes especialistas. Mas, para mim, uma referência de sucesso, passou – se aqui ao lado, em Espanha. Os espanhóis fizeram, nos últimos anos, e nesta área, um gigantesco investimento, e hoje podem orgulhar – se, pois têm especialistas prestigiados em todo o mundo.

Acredito que possuímos um acervo legislativo dos mais avançados da Europa, no que se refere à alta competição, apesar de ainda estarmos longe de ver correspondida na prática desportiva tudo aquilo que as leis referem.

Para evitar a banalização do conceito de alta competição atrás referido, o regime jurídico das federações desportivas, a vigorar desde 1993, incluiu, nos deveres destas, a elaboração de regulamentos que contemplem a participação nas selecções nacionais e a atribuição do estatuto de alta competição e respectivos critérios, tendo em conta a posição dos atletas nas classificações das respectivas federações internacionais.

A nossa legislação veio acompanhar a melhoria qualitativa de todo o processo de organização e gestão deste sector de actividade e, em 1995 e 1996, a publicação de novos diplomas veio obrigar as federações a apresentar ao IDP planos de actividade onde constem: apoios aos clubes, quadro das acções a desenvolver, objectivos intermédios e finais a atingir, bem como o quadro de apoios aos atletas: regime escolar, acesso à universidade, dispensa temporário de funções, seguro desportivo, médico , utilização de infra-estruturas desportivas, prémios e bolsas.

Ao terminar, devo evidenciar que os projectos do Comité Olímpico de Portugal – Pequim 2008 e Esperanças 2012 – reflectem, de certa forma, nomeadamente no que se refere aos critérios de integração de atletas, o entendimento do conceito de alta competição nos dias de hoje e a relevância da legislação que lhes serve de suporte.

Fernando Estima

Alves Barbosa - 700.000 km a pedalar

Segunda-feira, Novembro 21, 2005

É com o maior prazer que os comentadores residentes se associam a esta realização da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, que visa divulgar a excepcional carreira do nosso colega Alves Barbosa, glória do Ciclismo português.

Desporto Escolar

Domingo, Novembro 13, 2005
É comum ouvir-se o seguinte comentário: “a evolução do desporto nacional passa necessariamente pela escola – é lá que estão os jovens, as instalações e os técnicos”.
Nesta perspectiva, a formação desportiva iniciada na escola serviria de base ao trabalho de especialização a realizar pelos clubes desportivos.
Numa apreciação teórica e conceptual, não deixa de haver lógica na ideia anteriormente expressa. Uma análise no terreno encontra algumas particularidades que impossibilitam a realização daquela ideia. Vejamos algumas:

A disponibilidade dos alunos, dentro do horário escolar, para a participação nos treinos da sua modalidade. Se estamos a falar em desporto, mesmo escolar, isso implica uma frequência semanal de no mínimo três a quatro vezes por semana e com a duração de uma a duas horas por sessão. Actualmente, e pela carga horária escolar que os alunos têm, esta opção está inviabilizada.

Os grupos de desporto escolar em funcionamento na generalidade das escolas portuguesas trabalham duas vezes por semana, e não obrigatoriamente com os mesmos alunos. Isto é, grande parte dos alunos inscritos nesses grupos treina uma vez por semana. A participação em competição destes grupos socorre-se em muitos casos de alunos que treinam essa modalidade nos clubes desportivos a nível federado, desvirtuando assim a ideia inicialmente exposta.

A organização do horário do professor responsável por um grupo de desporto escolar valoriza prioritariamente as funções como professor de educação física e só depois as funções inerentes ao seu grupo de desporto escolar.

A incompatibilidade entre férias escolares e processo de treino desportivo. Por exemplo, durante as interrupções lectivas os treinadores dos clubes desportivos aproveitam para treinar um pouco mais, melhorar algumas lacunas técnicas, tácticas ou de condição física. Na escola está-se de férias. E não é fácil convencer os alunos a irem à escola durante o período de férias.

Se num processo de treino desportivo, por vezes se treina muito e várias vezes por dia, noutras alturas, treina-se menos, dia sim, dia não ou menos. Como conciliar isto com um horário de um professor que cada vez mais é controlado, para não dizer fiscalizado ao minuto?

Alterar este modo de funcionar tem muitas implicações: plasticidade dos horários dos professores, redução da carga horária lectiva dos alunos, concepção de uma escola menos livresca…

Valia a pena o esforço de mudança … pelos nossos jovens.

EP

Entre os vândalos - o futebol e a violência


No estilo inconfundível com que alerta para assuntos sérios, aliando a fina ironia a uma invulgar capacidade de síntese, o nosso colega Joaquim Gil focou recentemente - As claques em Bruxelas e em Lisboa - a violência das claques de futebol.

Motivou-o ter assistido ao vivo, na Grand Place de Bruxelas, ao "espectáculo degradante e deplorável" das claques do Liverpool.

Puxo pela memória e recordo que foi também um encontro fortuito com as claques do mesmo clube, numa estação de caminho de ferro do País de Gales, que levou o jornalista americano Bill Buford, o qual raramente assistira a jogos de futebol, a interessar-se pelo fenómeno, iniciando uma longa peregrinação pelos bastidores das claques, acompanhando-as durante oito anos (até ao Itália 90) e tornando-se mesmo íntimo de alguns dos seus chefes.

Daí resultou o livro "Entre os vândalos - o futebol e a violência", uma obra de referência, fundamental para a compreeensão das causas do chamado hooliganismo, a qual me permito recomendar vivamente a quem se interessa pelo tema da violência urbana.

JS

A linguagem do Futebol parece-me perigosa!

Segunda-feira, Novembro 07, 2005
De há muito venho procurando dar alguma atenção à linguagem do futebol a que chamam do “futebolês”.

Registo a referencia a uma curta escola de “A Bola” de há 30/40 anos, com especiais preocupações no rigor da escrita e num certo estilo que identificava o então trissemanário e registo também as crónicas sociais deste periódico sobretudo aquando dos jogos internacionais e da visita a outros países, a outros mundos.

Registo também os relatos radiofónicos e do seu rigor discursivo.

Devo confessar que ainda hoje gosto de um bom relato radiofónico, preferindo-o à transmissão televisiva de um mau jogo já que esta evidencia a “chatice” e aquele disfarça-a.

Não obstante o que hoje aqui queria tratar tem a ver com a linguagem do comentário desportivo, escrito e falado, sobretudo no que toca à apreciação da arbitragem dos jogos.

Comum é ouvir-se e ler-se: “penalti claro”, “fora de jogo nítido”, “erro crasso do arbitro”, “perdoado cartão vermelho” etc, etc…

Quantas vezes só na terceira repetição da imagem televisiva, em câmara lenta, nos apercebemos da falta, do local dela, da acção dos jogadores … e mesmo assim, as mais das vezes, a opinião de dois espectadores é diferente sobre aquelas mesmas imagens.

Daí que me pareça que o comentador / relator desportivo deveria usar o verbo parecer: parece-me falta, pareceu-me penalti, pareceu-me jogada para cartão vermelho, pareceu-me fora de jogo…

Assim registava a sua opinião, dessacralizando-a, reduzindo-a a isso mesmo, uma opinião.

Da outra forma, a usual entre nós, categórica, a da verdade absoluta, definitiva e dramática, está-se a fomentar a conflituosidade e a exacerbar as paixões.

Parece-me!


JG

Treino Vs Escola

Domingo, Novembro 06, 2005
Tem estado em debate entre os técnicos da natação nacional uma proposta da Federação Portuguesa de Natação para o plano de carreira de nadador. Isto é, um plano em várias etapas com objectivos para cada escalão etário.

Esta proposta, baseada na experiência de muitos anos de treino, nos estudos que se vão fazendo pelo mundo, e no exemplo de sucesso além fronteiras, é, por isso mesmo uma proposta séria, coerente, bem estruturada. Nela são expostas as progressões das cargas, dos volumes de treino, da frequência semanal, bem como os diferentes tipos de trabalho mais específico para cada uma das fases.

A partir de juvenil (rapazes com 15 anos e raparigas com 13 anos) são propostas 8 a 9 sessões de
treino por semana. Para juniores, 9 a 10 sessões por semana.

Se considerarmos que nestas idades os nadadores estarão no ensino secundário, se tivermos em conta as exigências deste nível de ensino (a única saída possível é o ensino superior), e se considerarmos ainda que a tendência actual é de os jovens passarem cada vez mais tempo na escola, pergunta-se: como conciliar estes dois aspectos?

Com certeza que esta preocupação não é exclusiva da natação.

Mas o mais preocupante é que não se têm visto ou ouvido os vários responsáveis do desporto nacional, desde presidentes das diferentes federações, Comité Olímpico ou da Confederação do Desporto de Portugal, opinar sobre esta questão.

EP

As Claques em Bruxelas e em Lisboa

Quarta-feira, Novembro 02, 2005
Ausente por uns dias em Bruxelas procurei aqui temática desportiva que alimentasse a minha participação neste blog.

Devo dizer que entre Bruxelas, Bruges e Gent vi relvados vários e praticantes nenhum … nem daqueles que vemos nos campos das Abadias e da Praia, na Figueira da Foz!

Registei a diferença !

Lamentavelmente a única nota que retive (parece-me que as instituições comunitárias vêm sendo surdas e, por isso, mudas às questões do desporto fora do quadro dos principios gerais da liberdade de emprego e de circulação…) foi o espectáculo simultaneamente lúdico, depois patético e, por último degradante e deplorável das claques do Liverpool que invadiram a Grand Place, em Bruxelas, por ocasião do jogo com o Anderlecht.

Perceber-se-á facilmente que até pode ser interessante ver manifestações colectivas de apoio a um clube, com coreografias várias, logo pela manhã, mas passa a ser insuportável verificar que alimentadas, de forma permanente, pelas onze variedades de cerveja belga de pressão, aquelas claques prosseguem pela tarde já com a provocação e depois com a agressão …

Ora justamente quando regressava nessa mesma noite, leio nos nossos jornais que outras claques, agora as do Sporting, tinham despedido o treinador e o Presidente do Clube.

É isto possível em Bruxelas e em Lisboa?

É seguramente !

E só o é por mor da sociedade que somos, dos clubes que integramos e do silêncio cúmplice que não quebramos.


JG