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Ecletismo ou Especialização?

Li que o F.C. Porto fez cessar o atletismo de alta competição, eufemismo que quer significar o fim do atletismo profissional.

Fiquei sem saber se o atletismo não profissional iria sobreviver no Porto, ou seja, se a sua secção de atletismo prosseguiria em actividade nos escalões jovens.

Mesmo que, para já aquela secção não seja extinta julgo que, a prazo, estará condenada já que sempre entendi que a alta competição é num clube o factor de estimulo, de emulação, de referência para as camadas jovens, as da formação.

Sem uma tal referência é difícil prosseguir, hoje!, com êxito o desporto pelo desporto…
Este o primeiro aspecto que deixo para reflexão!

Sendo que o segundo tem a ver com o ecletismo de que os chamados grandes clubes faziam gala.
De há muito venho defendendo a “especialização”, passe a expressão, dos clubes.

Ou seja: o futebol para Benfica, Sporting, Porto e Naval; o Basquetebol para o Ginásio e para o Olivais; a natação para o Algés; a ginástica para o Ginásio Clube Português; o judo para o ACM; o rugby para o Direito; o voleibol para o Espinho e Maia; o andebol para o A.B.C. …etc. etc.

Creio ser possível, com êxito desportivo, a sobrevivência séria no plano económico e financeiro dos clubes, se se dedicaram e foram referencia nacional, regional e / ou local de uma modalidade, apostando na formação em todos os escalões, masculino e feminino e equipas sénior de topo.

É que, a esta luz, parecem ter justificação os apoios financeiros do Estado e autarquias locais.

Em minha opinião … !


JG
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